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Ontem na televisão, pelas 21 horas, assim que na RTP1 ia começar "O regresso da Múmia" mudei imediatamente para o "Avatar".
Alberto João Jardim discursou durante uma hora. Uma hora?
ps. Parece que José Manuel Coelho já adivinhava.
Convenhamos que "foleiro" é um termo interessante vindo de quem vem. Não que considere Cavaco Silva ou José Lello de "foleiros", mas sim de dois belos exemplos da qualidade dos políticos que estão a dirigir este país. Portugal precisa urgentemente que se mude de discurso, retórica e principalmente de rostos e ideias.
Sem duvida um bom discurso. Tudo pautado pela elegância destas cerimonias. Os fatos e gravata, os notáveis, os engenheiros e doutores, o cravo e o “excelentíssimo senhor”.
Esta é a cerimonia de Abril, reservada aos que tem lugar ali e aos convidados. Reservada aos que não recebem lições de liberdade de ninguém. Privada para os que tomam a liberdade como sua, só eles sabem o que ela é, argumentam que foram eles que a criaram.
Coitada da liberdade de Abril, essa pobre que anda na boca de todos. Que serve de arma em jogos de poder, luta por poleiros e tachos.
Ainda ontem perguntei o que era o PC. Apenas o António Almeida acertou. Outros viram naquilo, penso que por causa da faixa etária, o que lhes diz mais.
Chama-se a isso a evolução da língua. Para uns era o Partido Comunista, para outros computador e para o António, muito bem, Posto de Comando.
Estas e outras siglas, 35 anos depois, dizem coisas diferentes a uma outra geração. Mesmo assim não acredito em detentores da liberdade, não acredito naqueles que puxam dos “galões” de lutadores de Abril, quando não têm mais argumentos.
Eu não tive consciência do 25 de Abril, era demasiado novo, mas pelo menos sinto-o.
Foi por isso que hoje trabalhei das 8 ás 13.