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Estamos claramente em maré de regressos. Até Dias Loureiro regressou às primeiras filas, pela mão de Passos Coelho... Aconteceu ontem, na sua terra natal. Em Aguiar da Beira, onde o chefe do governo não poupou nos elogios a tão distinto filho da terra: "Conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos", afirmou.
Mais dia menos dia tudo regressa. Só a vergonha não regressa a esta gente. Nunca lá esteve, nunca poderá regressar... É também por isso que Dias Loureiro continua por aí... Também não pode regressar à prisão. Já Passos Coelho pode muito bem regressar ao raio que o parta. Só não pode regressar á Tecnoforma. Já faliu!
Nos comentários ao meu texto sobre o debate de estadistas de ontem, Cavaco solução-de-segurança Silva e Manuel cidadão-independente-de-um-milhão- de-votos-que-agora-vai-levar-uma banhada Alegre, um comentador informou que Dias Loureiro não foi demitido de Conselheiro de Estado. Têm razão o comentador. O Presidente não pode demitir os Conselheiros. Todos sabemos que Dias Loureiro saiu por iniciativa própria. Sabiam que o Pai Natal jantou cá em casa no dia 24?
Dedicatória a Dias Loureiro. Pode ser cantada por ele no chuveiro.
Dias Loureiro circula chamuscado e insepulto há meses. Tresanda. Se tal senhor é alvo das investigações do MP, o objectivo mediático subjacente é o PSD por esse mesmo Grande Amnésico simbolizado. Num momento em que o País se prepara para julgar severamente o XVII Governo Constitucional, o seu Partido Sôfrego e uma montanha de irregularidades gravíssimas, inauditas, o mesmo PS, sub-reptício, contrabalança a própria sujidade e não faz a coisa por menos: no plano mediático, o irmão gémeo terá de torrar igualmente. No fim sobrarão, como despojos da Refrega Pífia pelo Menos Corrupto, a cabeça empalada de Sócrates e, indirectamente, a cabeça empalada de Cavaco, já não reelegível com sete da antiga entourage caídos em desgraça. Recrudesce feroz tal guerra de manchetes e adivinha-se uma década enfronhada na roupa imunda por lavar de esse Bloco de Centro.
Esta peca apenas por tardia. Falta agora que todo o processo siga normalmente e que Dias Loureiro apresente as suas justificações.
O cheiro a loureiro continua intenso, mas com toda certeza outros aromas viram ao de cima.
Oliveira Costa, nobre fundador do BPN, falou… e falou… e falou… e falou…
Na realidade acusou tudo e todos. Atirou praticamente em tudo o que mexia e que não mexia.
Num guisado cheio de ingredientes estranhos, onde predominou o “eu ouvi”, o “eu estava lá”, misturando com um “a verdade é a minha”, Oliveira Costa utilizou Loureiro em grandes quantidades.
Foi com Loureiro que tudo fez. Foi com Loureiro que misturou as massas e as colocou em diversos pratos, alguns de origem estrangeira.
No final, coitados dos provadores, obteve um gizado de baixa qualidade, onde o sabor do Loureiro escondeu os outros aromas.