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Realmente onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, mas não havia necessidade até os vizinhos darem a sua opinião.
Sou do tempo onde os agricultores tinham subsídios para o gasóleo e enchiam o tanque do BMW com esse "combustível agrícola".
A pergunta que se impõe fazer:
Em que momento é que Comissão Europeia perdeu a noção do ridículo?
- Porque será que ficamos sempre com a certeza que são sempre os mesmos a pagar a crise?
- Porque é verdade.
Fechar meios de socorro, mais propriamente ambulâncias de suporte básico de vida e helicópteros, tentado poupar 2 milhões de euros não lembra a ninguém... na realidade lembra a esta gente que está no governo.
Isso de repartição de sacrifícios, hoje exigida por Cavaco Silva, é o quê?
Não deve ter nada com a não redução do salário de assessores e adjuntos políticos, nem mesmo com as novas medidas de austeridade, pois não?
O bloco central, este governo e a muleta PSD, mantêm os salários de assessores e adjuntos, para agrado de muitos que andam por ai. Sim, a constante dedicação à causa por muito assessor, numa genuína luta, tem estes pequenos prémios.
Logo de seguida, PS e PSD, avançam com mais medidas de austeridade, que generosamente temos de pagar.
Devemos ficar satisfeitos com a igual repartição de sacrifícios a que Portugal é submetido.
Passos Coelho e o PSD, hoje no debate na Assembleia da Republica, reafirmaram que não estão a dar a mão ao PS, mas sim a Portugal. O país agradece, mas mãos destas são perfeitamente dispensáveis.
Afinal, temos sempre de ver o positivo no negativo. A crise revela aos poucos certas mordomias que sempre existiram e estavam tapadas pelo sol do progresso de Portugal.
Depois dos salários e prémios de gestores, salas de fumo de 300 mil euros no Parlamento, viagens semanais a Paris por deputados, chegámos aos 30 milhões que custam os diferentes gabinetes ministeriais ao país.
Quinze ministros, trinta secretários de estado,salários, despesas de representação, horas extraordinárias, ajudas de custo, suplementos e prémios, subsídios de residência e alojamento e outros abonos, mas principalmente assessores e para todas as áreas, mesmo aqui para a blogosfera.
Não sei se somos generosos por pagar isto tudo ou se somos mesmo estúpidos.
O Parlamento pretendia construir uma sala de fumo. Uma pequena e modesta sala, orçamentada em 300 mil euros.
Agora, como o Estado mandou cortar, nem sala de fumo e viagens de avião é em económica. Mania que este país tem de chatear os representantes da nação.