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O folclore, o sms e o Loureiro

por Daniel João Santos, em 06.05.15

Este debate quinzenal serviu para mostrar, mais uma vez, que a campanha para as legislativas já ai está em força. Entre debate sobre o livros biografia de Passos Coelho, passando pelos sms e terminando em Dias Loureiro, pouco se pode retirar de todo o folclore instalado na Assembleia da Republica. Seria mais positivo um debate de ideias para os país? Como diria o outro: seria, mas não era a mesma coisa.

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Criado o mito da credibilidade externa, e voltando a recorrer à táctica da mentira repetida e à memória curta dos portugueses, o governo passou a criar e a alimentar outro, o mito número dois: que está a fechar o programa de resgate encomendado e assinado por outros.

À medida que se foi deixando encurralar pelos seus sucessivos falhanços o governo começou a lançar a ideia de que nada tinha a ver com a troika e com o seu programa. Que simplesmente lhe tinha calhado em sorte a missão patriótica - quiçá divina - de salvar o país, que está a levar a cabo com grande constrangimento mas não menor determinação. Começou pelo discurso da pesada herança - a que tinha começado por tentar resistir- e rapidamente passou para o papel de quem não tem nada a ver com isto.

Hoje, na Assembleia da República, ao primeiro momento de aperto, Passos Coelho voltou a sacar do seu mito número dois, pouco preocupado se um dia jurara ir para além da troika. Nada incomodado por ter anunciado que o programa de resgate era o seu programa de governo. Rigorosamente nada constrangido pelas imagens de Catroga nas televisões e no seu próprio telemóvel, na assinatura do memorando da troika. Que, com Portas, usou como escadote para subir ao pote...

E, claro, sem sombra de preocupação em dizer que está tão à beira (um ano, precisamente) de fechar um resgate como de abrir outro. Bem mais difícil, infelizmente!

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A pergunta que se impõe fazer (Especial várias)

por Daniel João Santos, em 20.01.12

Primeiro-ministro abriu debate quinzenal com elogios aos parceiros sociais e distinguiu a intervenção "discreta mas importante" de Cavaco. E apelou ainda aos portugueses para resistirem às "más notícias".

 

Quais parceiros sociais?

 

Porque razão Cavaco Silva não continuou no seu habitual registo, ausente?

 

Más noticias? Porquê? Existem boas?

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Os grandes pensadores (28)

por Daniel João Santos, em 30.09.10

"Eu quero dizer uma coisa: Estou aqui, nunca virei a cara à luta e nunca me passou pela cabeça ir embora." - José Sócrates no Parlamento.

 

(Se não passou deveria ter passado.)

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Desta vez tem razão

por Daniel João Santos, em 04.06.10

"O senhor primeiro-ministro já nos habituou a torcer... ou melhor, a torturar as estatísticas." - Jerónimo de Sousa, hoje no Parlamento, em relação ás afirmações de José Sócrates, que conseguiu ver sinais positivos nos 10,8 por cento de desemprego.

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