Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Este debate quinzenal serviu para mostrar, mais uma vez, que a campanha para as legislativas já ai está em força. Entre debate sobre o livros biografia de Passos Coelho, passando pelos sms e terminando em Dias Loureiro, pouco se pode retirar de todo o folclore instalado na Assembleia da Republica. Seria mais positivo um debate de ideias para os país? Como diria o outro: seria, mas não era a mesma coisa.
Criado o mito da credibilidade externa, e voltando a recorrer à táctica da mentira repetida e à memória curta dos portugueses, o governo passou a criar e a alimentar outro, o mito número dois: que está a fechar o programa de resgate encomendado e assinado por outros.
À medida que se foi deixando encurralar pelos seus sucessivos falhanços o governo começou a lançar a ideia de que nada tinha a ver com a troika e com o seu programa. Que simplesmente lhe tinha calhado em sorte a missão patriótica - quiçá divina - de salvar o país, que está a levar a cabo com grande constrangimento mas não menor determinação. Começou pelo discurso da pesada herança - a que tinha começado por tentar resistir- e rapidamente passou para o papel de quem não tem nada a ver com isto.
Hoje, na Assembleia da República, ao primeiro momento de aperto, Passos Coelho voltou a sacar do seu mito número dois, pouco preocupado se um dia jurara ir para além da troika. Nada incomodado por ter anunciado que o programa de resgate era o seu programa de governo. Rigorosamente nada constrangido pelas imagens de Catroga nas televisões e no seu próprio telemóvel, na assinatura do memorando da troika. Que, com Portas, usou como escadote para subir ao pote...
E, claro, sem sombra de preocupação em dizer que está tão à beira (um ano, precisamente) de fechar um resgate como de abrir outro. Bem mais difícil, infelizmente!
Quais parceiros sociais?
Porque razão Cavaco Silva não continuou no seu habitual registo, ausente?
Más noticias? Porquê? Existem boas?
"Eu quero dizer uma coisa: Estou aqui, nunca virei a cara à luta e nunca me passou pela cabeça ir embora." - José Sócrates no Parlamento.
(Se não passou deveria ter passado.)
"O senhor primeiro-ministro já nos habituou a torcer... ou melhor, a torturar as estatísticas." - Jerónimo de Sousa, hoje no Parlamento, em relação ás afirmações de José Sócrates, que conseguiu ver sinais positivos nos 10,8 por cento de desemprego.