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Debate fora de horas

por Eduardo Louro, em 27.05.13

Já dei, aquiaqui nota da minha surpresa pela falta de debate em torno da co-adopção, chegando a adiantar algumas hipóteses – umas simpáticas, outras nem tanto - para isso.

Começa agora a perceber-se que a discussão que faltou antes não falta agora, depois de aprovada a lei. É mesmo o tema de hoje do Pós e Contras, o programa da RTP que, sem que perceba bem por quê, foi transformada no grande fórum de debate das grandes questões nacionais…

E já se percebeu por que é que o debate está agora lançado. É que, tal como há quinze anos atrás, no primeiro referendo à legalização do aborto, as contas saíram furadas. Na altura foi um dia de sol de finais de Junho que tornou a praia bem mais apelativa. Dando como certa a vitória do SIM, as pessoas preferiram a praia à Assembleia de Voto, mesmo não sendo incompatíveis. Agora, foi a liberdade de voto dada aos deputados do PSD que trocou as voltas aos que davam como certo o chumbo da proposta de lei do PS. A surpresa não foi muito diferente!

Os surpreendidos de então tiveram de esperar quase dez anos. A oportunidade para legalização do aborto chegaria só em 2007. Os surpreendidos agora não estão dispostos a esperar. Querem resolver isto já, mesmo que seja em Belém. E lançam agora o debate que não fizeram por serem favas contadas!

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Onde é que eu já ouvi isto?

por Daniel João Santos, em 11.07.12

O Governo “não está a preparar qualquer aumento de impostos nem qualquer medida dessa natureza”, afirmou hoje Passos Coelho durante o debate do Estado da Nação. Subitamente lembrei-me do PM espanhol que disse a mesma coisa e agora é todos os dias a subir impostos.

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A pergunta do dia

por Daniel João Santos, em 20.05.11

Falta muito para o debate?

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21 horas na RTP e com bolinha vermelha

por Daniel João Santos, em 20.05.11

Diz-se por ai que é o grande confronto, o derby dos derbys, o mais aguardado debate dos últimos tempos. O país inteiro vai parar para ver o debate entre Sócrates e Passos Coelho. Portugal saliva de desejo de ver o extraordinário debate de demagogia, populismo e marketing, destes que irão passar o debate inteiro a defender os pobres, os desempregados, o estado solidário. Resumindo: Sessenta minutos a comparar pilas.

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Cavaco Silva, ontem no debate com Fernando Nobre, afirmou que o Orçamento de Estado é da exclusiva responsabilidade dos Partidos e da Assembleia da Republica. O actual PR considera que o presidente deve manter uma atitude totalmente imparcial em relação aos Partidos, não interferindo no debate partidário.

 

Durante o mesmo debate Cavaco Silva afirmou, com um claro orgulho, que tudo fez... mais, foi ele o principal patrocinador da aprovação do Orçamento de Estado.

 

Não percebi.

 

Então o OE não era exclusivo do Parlamento?

 

O patrocínio não foi uma clara intervenção do PR num assunto partidário?

 

Ainda durante o debate, Cavaco diz que não especula, que não pode afirmar se concorda ou não de leis e medidas que ainda não leu. Disse que ainda não tinha lido o OE para 2011 porque ainda não o recebeu.

 

Então patrocinou e considera fundamental para o país um documento que não leu?

 

Não percebi.

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Não vi o debate entre Nobre e Cavaco Silva. Tenho mesmo muita pena, pelo que li do Pedro Correia e do Publico, não ter assistido à vitória de Nobre sobre o defensor do sistema Cavaco.

 

Uma frase fundamental de Nobre:

 

"“Não se vai para a Presidência da República para ser um vaso de flores." - Fernando Nobre.

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Depois de ver o debate entre Manuel Alegre e Defensor Moura, mais uma vez moderado por Judite de Sousa, não posso afirmar que se tratou de um empate. Para ter havido um empate significava que tinha existido uma disputa, uma troca de argumentos e o que se assistiu foi um a completar o outro. Só faltou um começar uma frase e o outro acabar. E claro, o tema do debate foi Cavaco Silva.

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Esteve bem Fernando Nobre no debate com o representante do PCP. Tirando a parte do quem fez o quê, teve razão ao anunciar que existe uma candidatura, a sua, que não faz parte do sistema que nos colocou onde estamos.

Exige-se a mudança de caras e conforme disse Nobre, está na altura de acabar com um sistema arcaico, viciado, feito pelos mesmos de sempre.

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Há muito, muito tempo, corria o ano de 1984, foi publicado o 8.º volume da colecção “Uma Aventura”, no caso “Uma Aventura na Escola”. Nessa aventura as gémeas Teresa e Luísa, Pedro, Chico e João, através da imaginação das suas autoras, tentam resolver mais um mistério. É desse livro que se retiram os excertos seguintes:

 

«— Quem? Mas quem?
   — É inacreditável!
   — Inconcebível! Sou professora há vinte anos e nunca vi nada parecido!
   — Palavra de honra, que não posso imaginar qual foi a ideia!
   — Uma coisa assim!
   — Quem é que pode ter feito uma coisa destas? Mas quem?
   Naquela manhã, parecia que um vento de loucura tinha varrido a escola. Os professores discutiam acaloradamente ao cimo da escada e em grupos, espalhados ao acaso. Os empregados andavam de um lado para o outro, a gesticular, a bramar, a barafustar. Pareciam furiosos e assustados também... Os alunos corriam todos na mesma direcção, chamando os colegas:
   — Anda ver!
   — Que barraca!
   — Quem terá sido?
   A balbúrdia era enorme! As gémeas pararam surpreendidas. Que seria aquilo? Já tinha tocado, mas ninguém parecia importar-se, o que lhes dava muito jeito, porque, nessa manhã, o despertador não tinha funcionado e elas vinham com medo de já ter falta. Mas, o que quer que estivesse a provocar aquelas reacções, devia ser bem grave!
   — O que é que terá acontecido, ó Luísa?
   — Sei lá! Coisa boa é que não foi...
   Tentaram perguntar a um colega, mas ele limitou-se a dizer:
   — Venham daí, venham...
    As gémeas encolheram os ombros e seguiram-no, escada abaixo, curiosas.
   — Parece que...
   A Teresa parou, estupefacta. Não era para admirar que a escola estivesse naquele desvario!»(...)

 «— Isto é espantoso! — murmurou a Luísa, mal acreditando no que via.
   — Para quê? Mas para quê? — repetia uma professora ali ao lado.
   Realmente, não se entendia a finalidade daquela obra absurda. A escola em peso concentrava-se ali, sem saber o que pensar. Toda a gente discutia o assunto, toda a gente dava palpites, trazendo para a conversa ideias perfeitamente loucas!»(...)

« — Que paródia, Luísa!
   — Mas quem é que terá feito uma coisa destas?
   — Parece que isso é o que está toda a gente a perguntar!»

 

Este post tem alguma coisa a ver com este assunto. Mas não acredito que a ministra quisesse transpor para a realidade esta ficção (como ela própria já disse). É que, «Não é intenção acabar imediatamente com os chumbos. Aquilo que eu disse é que nós vamos abrir uma análise profunda da questão e um debate público, naturalmente com os professores, os directores das escolas, com os pais e com a sociedade em geral». Se o objectivo é pôr os chumbos em causa quando esta análise estiver feita... Querem mais ficção que isto?

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Um branquinho fresco

por Daniel João Santos, em 31.03.10

O deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Agostinho Branquinho, foi o designado para intervir em nome do partido no debate com o primeiro ministro desta quarta-feira. Sócrates deve estar no mínimo feliz da vida.

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