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Não têm faltado reacções à coroação – sim, perdemos um rei precisamos de outro – de Cristiano Ronaldo, ontem em Zurique, como melhor do mundo. Reacções para todos os gostos.

Que puxa pela auto-estima do país, pelo exemplo que deve constituir para os portugueses, pelo exemplo de perseverança, de vontade, de capacidade de trabalho e de profissionalismo. Ou pelo que representa para a imagem do país, contrariando justamente tudo o que de pior, mais nós próprios que mesmo os outros, achamos que o país tem.  

Para exemplo disso, do pior que temos, lá esteve Carlos Queirós na berlinda. Rapidamente se soube que no resultado da votação do seleccionador do Irão, Messi figurava em primeiro lugar, à frente de Ronaldo. E logo toda a gente se atirou a ele, sem dó nem piedade. O país do futebol, que não morre de amores por Queirós, longe disso, não lhe perdoou a traição à pátria. Nas televisões, nas redes sociais, em tudo o que viesse à mão, impiedosamente... Mesmo que se viesse a saber – o que parece que ele teria já explicado – que a votação do seleccionador do Irão não é o voto do seleccionador himself, mas do colectivo da equipa técnica da selecção. E que votara vencido em Cristiano!

Mas também houve quem desvalorizasse o feito de Cristiano Ronaldo, a começar pelos que desvalorizam o próprio futebol, recusando ver nesta actividade, nesta indústria, a excelência que no país não tem paralelo. Ou como Platini que, pelo chauvinismo que toda a gente pode condenar menos a maioria de nós, que lhe não fica atrás, preferia que tivesse sido Ribery a ganhar!

No entanto, se teremos que achar natural que quem não vai à bola com a bola desvalorize a proeza do melhor do mundo; se, porque também nesta matéria somos chauvinistas – não somos é presidentes da UEFA -, ainda teremos que engolir o mau perder de Platini; já teremos muita dificuldade em perceber a capa do Record de hoje, onde a única referência ao melhor do mundo aparece no rodapé. Mas num anúncio da Sport TV!

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Também houve mulheres vencedoras!

por Cristina Torrão, em 14.01.14

O futebol português está de parabéns e, particularmente, o Cristiano Ronaldo. É compreensível e merecida a euforia dos portugueses (embora eu tenha achado um pouco exagerado o "tempo de antena" que lhe deram no Telejornal). Se compararmos estes prémios da FIFA aos Óscares, ele ganhou o de melhor filme, ou seja, o mais importante. Mas, e ainda usando o exemplo dos Óscares, houve outros premiados. De Jupp Heynckes, bem conhecido dos portugueses, já devem saber, pois foi coroado melhor treinador do mundo, depois de, na época passada, ter ganho tudo o que havia para ganhar com o Bayern de Munique.

 

Porém, meus caros, houve igualmente mulheres premiadas! Silvia Neid, a treinadora da seleção alemã de futebol feminino, levou a versão feminina do troféu do Heynckes. E a melhor jogadora do mundo é, também, uma alemã: a guarda-redes da seleção, Nadine Angerer.

 

Apenas para que conste.

 

Adenda: só depois de publicar, constatei que Eduardo Louro já se havia referido a Heynckes.

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Cristiano Ronaldo não contém lágrimas ao receber «Bola de Ouro»

 

Nunca numa gala da FIFA tanto se falou português. Se calhar nunca se falou tanto em português numa gala internacional de dimensão planetária…

Cristiano Ronaldo conquistou a bola de ouro, foi declarado o melhor do mundo, como todos desejávamos. Mas não foi por isso que tanto se falou em português. Nem por isso nem por ele, até porque falou pouco: chorou mais do que falou. Nem por Eusébio, que a FIFA num acto falhado pretensamente homenageou: uma vergonha! Nem por Matic, que ainda joga no Benfica, ao serviço de quem marcou - ao Porto, pois claro – um dos três melhores golos do ano, ao lado dos golos de Neymar e Ibrahimovic (que, com o seu fabuloso pontapé de bicicleta, ganhou) pelas respectivas selecções. Nem pela bola de ouro de prestígio de Pelé, tipo prémio de carreira ou honoris causa, que falou em inglês.

Foi apenas pela mega promoção do mundial do Brasil em que a FIFA transformou aquela gala. Por isso por lá desfilaram muitos brasileiros e brasileiras que, ao contrário de Pelé, falaram em português!

Mas esta gala da FIFA não fica na minha memória apenas por se ter falado muito em português. Nem pela lástima que constituiu a suposta homenagem a Eusébio. Nem pela segunda bola de ouro do fenómeno português. Nem pela cara bonita da Irina, a contrastar com a do Cristiano lavada em lágrimas. Fica na minha memória porque disse que o melhor treinador do mundo é um tipo que, há pouco mais de uma dúzia de anos, achava que o João Pinto não era jogador da bola, que já não prestava para o Benfica…

O treinador que foi cúmplice de Vale e Azevedo é o melhor do mundo. Não me conformo com isso!

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Cristiano Ronaldo 10 - Blatter 0

por Eduardo Louro, em 29.10.13

 

 

Na FIFA e na UEFA nada tem consequências, nunca sobra sequer uma pontinha que seja de dignidade e nunca ninguém assume responsabilidades. Blatter e Platini são inimputáveis. Salvam-se os resultados morais:Cristiano Ronaldo 10 - Blatter 0!

 

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O calvo

por Daniel João Santos, em 29.10.13

As declarações jocosas do presidente da FIFA, Joseph Blatter, sobre Cristiano Ronaldo provam que Blatter gasta pouco em produtos para o cabelo. Sim, não existe produto contra a calvície de ideias.

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Jovem hitleriano Ronaldo

por Cristina Torrão, em 06.10.13

Hitler acorda, de repente, num terreno baldio da cidade de Berlim, no ano de 2011. Não sabe onde está, olha à sua volta e vê uns miúdos a jogar à bola. Logo chega à conclusão de que serão membros da juventude hitleriana. Mas estranha que não usem a farda e, sim, equipamentos coloridos. Constata que a mãe de um deles se deu ao trabalho de inscrever o nome do miúdo nas costas da t-shirt. Lê «Ronaldo». E como sente necessidade de saber como pode sair dali, atingindo a rua mais próxima, diz ao miúdo:

«Jovem hitleriano Ronaldo! Em que direção é a rua?»

(Em alemão: Hitlerjunge Ronaldo! Wo geht es zur Straße?).

 

Tudo isto se passa nas primeiras páginas de um best-seller agora chegado a Portugal, com o título Ele Está de Volta.

 

 

Nota: estou a ler a versão alemã e a minha tradução da passagem em questão é livre.

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O melhor

por Eduardo Louro, em 01.10.13

A recente vitória de Rui Costa no campeonato do mundo de ciclismo de estrada de que aqui se deu na altura conta – a propósito, aqui fica a pitoresca narração em directo na televisão espanhola  – prestou-se a que se instalasse de imediato uma nova discussão, a que uma certa parte do país dá muita importância: seria ou não já Rui Costa o melhor ciclista português de todos os tempos?

Bem nos lembramos que, ainda há poucas semanas, bastou que Cristiano Ronaldo marcasse três golos em Belfast, e atingir e bater uma velha marca de Eusébio - lograda em bem menor número de jogos, mas não é isso que interessa – para ser aberta idêntica discussão à volta dos dois futebolistas, que foi até levada muito a sério por muita gente. Desde logo pelos adeptos, e em particular pelos chamados notáveis, de Benfica e Sporting, mas também por Luís Figo, certamente sentido – e avisado da velha máxima portuguesa de que “quem não se sente não é filho de boa gente” – por o terem deixado de fora, que decidiu a contenda sentenciando que king só há um: Eusébio e mais nenhum!

Eusébio do ciclismo é, como se sabe, Joaquim Agostinho. O benchmarking de Rui Costa faz-se pois com Joaquim Agostinho que, sendo uma figura tão nacional como Eusébio é, para os adeptos leoninos, o Eusébio do Sporting, o que não deixará de ser irónico à luz da discussão com Cristiano Ronaldo.

São discussões que não fazem sentido, porque não faz sentido comparar o que não tem comparação tal a distância, no tempo e em todas as envolvências que determina, que separa cada realidade.

É uma discussão que - mesmo quando bem conduzida, como os interessados aqui poderão ver - não deixa de ser estúpida. Mas que é muito frequente entre os portugueses, que precisam sempre de encontrar o melhor, o maior… Perdem-se nesses exercícios, sempre condenados à parvoíce, ao disparate, ao non-sense

Quem não se lembra no que deu aquela do maior português?

Não nos preocupamos muito em honrar os verdadeiramente grandes. Nem em admirar sem condições os que dentre nós mais se distinguem. Parece que somos de coração pequeno, com apenas um lugar. Ali não cabe mais que um…

Isto poderá ter alguma coisa a ver com a nossa ancestral inveja, que nos condiciona no reconhecimento valor e mérito aos outros de nós. Se temos tanta dificuldade nisso poupamo-nos e reconhecemos apenas um – o maior!

Mas poderá também ter a ver com o individualismo e o espírito competitivo que se acentuou na sociedade portuguesa, particularmente nos últimos vinte anos. Tem sempre de se encontrar o melhor!

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Hala Madrid!

por Daniel João Santos, em 26.02.13

Quer então dizer que o Real Madrid comandado por Mourinho e com dois golos de Ronaldo, eclipsou a melhor equipe do mundo e arredores, conforme gritam muitos portugueses. Hala Madrid!

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O rei Mourinho

por Daniel João Santos, em 18.02.12

Digam o que quiserem, principalmente os portugueses, contra o Mourinho e o Ronaldo, mas estes são respectivamente o melhor treinador e o melhor jogador da actualidade.

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Apoiado!

por Daniel João Santos, em 15.09.11

"Assobiam-me porque sou bonito, rico e um grande futebolista. Não tenho outra explicação." - Cristiano Ronaldo

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