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Depois de uma novela que começou com uma frase menos feliz de uma autora do Albergue Espanhol, um blogue com meia dúzia de meses, mas já na estratosfera da elite blogariana, a bloga entrou em delírios, insultos teatrais e outras vergonhosas cenas de vizinhas desavindas, que não conseguem viver longe umas das outras.
Por aqui já escrevi em vários textos, pouco lidos mas de um interesse inimaginável, que se muita gente não tivesse constantes links de blogues com projecção, provavelmente estaria a pregar no deserto apenas para eles próprios.
Temos e continuaremos a ter guerrilhas como a referida, que apenas mostram o lado mau daquilo em que eu entrei pela troca de ideias, pela discussão saudável.
Alguns, demasiados até, têm vindo a desvirtuar o espírito da blogosfera e arredores, unicamente para promoção de si próprios e do sistema a que servem.
No entanto, digo eu como outros aqui já disseram, tudo não passa fogo de artificio destinado a encher os olhos do espectador aborrecido pelo mau inicio de campeonato do Benfica.
Um Albergue Espanhol a abrir no dia 6, um Arrastão cheio de doutores, um Corta-fitas de regresso ás origens e com novos autores...
E o nós nem uma contratação no mercado de Inverno?
Não percebo como é que em Inglaterra se discute extremismos, palavra que o Tiago Moreira Ramalho usa e permite uma leitura de extrema esquerda ou direita, de seguida ele escrever só sobre a extrema esquerda portuguesa.
Não entendo como é que se compara Inglaterra com Portugal e transforma-se tudo num luta contra a esquerda portuguesa.
Não seria melhor também generalizar a análise da situação em Portugal?
Nem muito menos se pode por ai defender que em Portugal não existe extrema direita.
Não se pode lutar contra extremismos e tudo o que eles representam olhando só para um dos lados.

O interessante neste país, não sei se é originalidade nossa, é a capacidade de só se avançar com um discussão após a etiquetagem dos indivíduos.
Somos um minimercado, aspiramos a ser um supermercado, mas parece que temos de ser todos normalizados e etiquetados.
Desconfio que estou nos rejeitados.
Interessante como o surgimento de um movimento socialista, agitou as águas e acelerou a luta.
Dos que leio, terá sido o Corta-fitas que sentiu mais a chegada da coisa :
“Dizem que são de esquerda mas colocam o logótipo à direita e enviesado. Estão todos juntos num novo blogue chamado Simplex. É bem visto. E não perdem pela demora. Mas há uma coisa que me faz espécie...Uma lacuna. Uma espécie de açorda de marisco que, em vez de camarão ou gambas, tem delícias do mar. Ou melhor dito: É como uma caldeirada que não tem o peixe que lhe dá a base de suculência para que se possa apreciar os outros peixes menos saborosos.” - João Villalobos
Na mesma linha, o Tiago ataca e mergulha nos arquivos, aqui, aqui e aqui.
Desculpem lá Tiago e João, não acham que é dar demasiada visibilidade a quem vocês não suportam?