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Declaração de IRS de 2011

por Daniel João Santos, em 19.10.10

 

Ideia do Corta Fitas

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Comadres desavindas

por Daniel João Santos, em 30.08.10

Depois de uma novela que começou com uma frase menos feliz de uma autora do Albergue Espanhol, um blogue com meia dúzia de meses, mas já na estratosfera da elite blogariana, a bloga entrou em delírios, insultos teatrais e outras vergonhosas cenas de vizinhas desavindas, que não conseguem viver longe umas das outras.

 

Por aqui já escrevi em vários textos, pouco lidos mas de um interesse inimaginável, que se muita gente não tivesse constantes links de blogues com projecção, provavelmente estaria a pregar no deserto apenas para eles próprios.

Temos e continuaremos a ter guerrilhas como a referida, que apenas mostram o lado mau daquilo em que eu entrei pela troca de ideias, pela discussão saudável.

Alguns, demasiados até, têm vindo a desvirtuar o espírito da blogosfera e arredores, unicamente para promoção de si próprios e do sistema a que servem.

 

No entanto, digo eu como outros aqui já disseram, tudo não passa fogo de artificio destinado a encher os olhos do espectador aborrecido pelo mau inicio de campeonato do Benfica.

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E nós nada?

por Daniel João Santos, em 04.01.10

Um Albergue Espanhol a abrir no dia 6, um Arrastão cheio de doutores, um Corta-fitas de regresso ás origens e com novos autores...

 

E o nós nem uma contratação no mercado de Inverno?

 

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Extrema mas só de esquerda

por Daniel João Santos, em 24.10.09

Não percebo como é que em Inglaterra se discute extremismos, palavra que o Tiago Moreira Ramalho usa e permite uma leitura de extrema esquerda ou direita, de seguida ele escrever só sobre a extrema esquerda portuguesa.

 

Não entendo como é que se compara Inglaterra com Portugal e transforma-se tudo num luta contra a esquerda portuguesa.

 

Não seria melhor também generalizar a análise da situação em Portugal?

 

Nem muito menos se pode por ai defender que em Portugal não existe extrema direita.

 

Não se pode lutar contra extremismos e tudo o que eles representam olhando só para um dos lados.

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Uma questão de etiquetas

por Daniel João Santos, em 20.09.09

 

O interessante neste país, não sei se é originalidade nossa, é a capacidade de só se avançar com um discussão após a etiquetagem dos indivíduos.

 

Somos um minimercado, aspiramos a ser um supermercado, mas parece que temos de ser todos normalizados e etiquetados.

 

Desconfio que estou nos rejeitados.

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Publicidade gratuita

por Daniel João Santos, em 21.07.09

Interessante como o surgimento de um movimento socialista, agitou as águas e acelerou a luta.

 

Dos que leio, terá sido o Corta-fitas que sentiu mais a chegada da coisa :

 

“Dizem que são de esquerda mas colocam o logótipo à direita e enviesado. Estão todos juntos num novo blogue chamado Simplex. É bem visto. E não perdem pela demora. Mas há uma coisa que me faz espécie...Uma lacuna. Uma espécie de açorda de marisco que, em vez de camarão ou gambas, tem delícias do mar. Ou melhor dito:  É como uma caldeirada que não tem o peixe que lhe dá a base de suculência para que se possa apreciar os outros peixes menos saborosos.” - João Villalobos

 

Na mesma linha, o Tiago ataca e mergulha nos arquivos, aqui, aqui e aqui.

 

Desculpem lá Tiago e João, não acham que é dar demasiada visibilidade a quem vocês não suportam?

 

 

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O que seria deste país sem tios?

por Daniel João Santos, em 30.01.09
Como já escrevi algures, os links cansam-me, mas este texto merece uma leitura aprofundada:

"Não sei se por culpa do distanciamento criado pelo Salazarismo ou por simples burrice, mas o Português tem alguma dificuldade em perceber que o Estado é uma empresa em que os accionistas somos todos nós.
No pós 25 de Abril acrescem ainda mais dois péssimos hábitos, o de achar que o Estado tem dinheiro para pagar tudo e o de se impacientar com a burocracia, fazendo de tudo para arrepiar caminho em qualquer coisa que envolvesse decisões públicas.
Começa assim a terrível mania das cunhas. Quem tenha um tio, primo, amigo ou conhecido que por sua vez é primo não sei de quem é favorecido em concursos, nomeações, adjudicações e demais despachos. Durante anos, a maioria dos empregos no estado eram decididos consoante o grau de parentesco entre o candidato e o decisor. Um tio bem colocado valia entrada directa para a tap, cp, rtp ou qualquer outra grande empresa Estatal. Uma boa cunha safava mancebos da tropa, da mesma forma que o número certo de notas permitia (o tempo verbal não invalida que não permita nos dias de hoje), qualquer construção mesmo que em cima da praia e a destruir a orla marítima. E vamos parar de falar do Algarve.
Que atire a primeira pedra quem não conhece alguém que foi nomeado através de uma cunha ou quem nunca pensou “arranjo mas é um tacho no Estado e não tenho de me chatear mais”.
O lado perverso disto é que se instaurou na sociedade a ideia de que é uma coisa boa ter um emprego no Estado. Acto contínuo baixa-se o grau de exigência, perde-se a iniciativa privada e abre-se caminho aos patos bravos sedentos de tirar proveito da situação.
Se alguém pode ser gnr com a quarta classe por que razão irá estudar ou abrir uma empresa? A corrupção começa quando esse mesmo gnr (é apenas um exemplo, serve qualquer outra profissão onde se ganhe uns míseros 500€), começa a fazer contas e a ver que somente com o ordenado jamais conseguirá comprar uma jante do Ferrari que o seu jogador da bola preferido estampou numa manhã de nevoeiro.
Em que falhámos nós como povo para que em apenas trinta e poucos anos de democracia tenhamos conseguido fazer com que os Pais das crianças que nascem hoje já não queiram que os filhos sejam médicos ou empresários inovadores, mas jogadores da bola?
O efeito de toda a corrupção e más governações de que temos sido vítimas é ainda mais perverso. Parte-se do princípio de que se nos estão a assaltar a casa, corremos atrás dos ladrões, mas desenvolveu-se na cabeça do Português a ideia de que não liga à política porque eles são todos iguais. Um grunho que diz isto devia ser automaticamente expulso do país, mas a verdade é que daí ao abstencionismo passa uma linha demasiado ténue.
Aproveitando este desprendimento os decisores fazem lei o facto de que se forem sacados milhões em instituições públicas não é roubo, mas sim gestão danosa. E curiosamente neste país gestão danosa não faz ninguém ir para a cadeia.
Vemo-nos assim num beco sem saída, a maioria dos políticos está no poder apenas para se servir a si ou para favorecer grandes grupos económicos que findo o mandato irão retribuir com um cargo altamente remunerado (como disse Almeida Santos “em Portugal o importante não é ser Ministro, mas ter sido”). Os outros, intercalam na dança das cadeiras entre o Governo, Parlamento Europeu e Empresas Públicas. O certo é que dá para todos, governo e oposição e raramente alguém fica de fora.
As políticas são as mesmas e os cidadãos não percebem que está nas suas mãos mudar tudo isto.
Os tios, primos e conhecidos são o cancro do burgo.
Solução?
Faça-se reset ao país porque nem todos temos tios."

Via : Corta Fitas - Nilton

Nem mais!!!

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