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Apesar de já terem sido encerrados os trabalhos, vou apresentar aqui uma moção que fica desde já aprovada por unanimidade dos presentes, ou seja, por mim.
Uma vez que me coube em sorte redigir as actas do Congresso, informo que as mesmas serão facultadas para consulta a quem o solicitar por escrito, mediante a oferta simbólica de qualquer coisa (em tantos exemplares quantos os membros do 2711), sendo que cabe nesta designação tudo o que estiver entre uma caixa de robalos e uma viagem ao México que, no meu caso, tenciono trocar por duas viagens a Londres.
Qualquer pedido que não vier acompanhado da referida oferta simbólica será declarado como não estando em conformidade pela Ana Lima, e como tal, será devidamente encaminhado para o senhor Chefe da Repartição de Finanças daquela localidade que eu não vou citar (não porque haja aqui qualquer forma de censura, é só porque não gosto que os senhores das finanças me escrevam, é uma embirração que eu tenho...) para aplicação da respectiva coima.
Depois não digam que não foram avisados. E agora, onde é que é o jantar?
Antes de se proceder ao encerramento dos trabalhos do congresso, foi aprovada por unanimidade, após alguns votos contra terem sido considerados nulos, uma moção, antecipando-se às reações dos líderes europeus, de apoio às reformas políticas introduzidas por Khadafi e reconhecimento pelo reforço de participação democrática que está a ser feito na Líbia. (parece que o homem está a ganhar a guerra civil e vai voltar a ter a mão no petróleo...)
Os trabalhos serão encerrados assim que alguns dos congressistas regressarem da pausa para o café.
Peço desculpa pela ausência, mas depois da pausa para café, um pouco demorada, uma acalorada discussão tomou conta do nosso. Se a presença do folclore dos homens da luta na manifestação de ontem e a presença da Joana Amaral Dias aos pulos no meio da multidão, foram a representação mais literal da geração à rasca?
Inicio dos trabalhos.
Votada e aprovada moção para pausa de café.
Antes do inicio do segundo dia de trabalhos, em declarações aos jornalistas presentes, Daniel Santos expressou o seu ponto de vista sobre as declarações de Pinto Da Costa, feitas ontem depois de jantar:
"Devemos ter a maior consideração por Jorge Nuno Pinto da Costa. Além disso, é o dever de cada cidadão respeitar os nossos idosos, principalmente quando mostram sinais claros de fadiga mental."
E assim termina o primeiro dia do V Congresso 2711. Depois de um bom peixe, sobremesa, café e digestivos, tudo acompanhado por animada discussão sobre matéria fundamental para o país. A Direcção do 2711 agradece à Zélia a redacção da acta e à Ana por ter verificado se tudo estava em conformidade. Daqui a poucas horas, Domingo 13, a direcção do Congresso tentará reabrir os trabalhos, tarefa que será bastante difícil.
Os congressistas do 2711 discutiram o ordenado de Rui Vilar, presidente da Fundação Gulbenkian, e aprovaram por unanimidade uma moção que propõe a redução do ordenado deste gestor em 30% e proibi-lo de acumular cargos públicos, entre os quais a presidência do conselho de auditoria do BdP, a presidência da Associação Europeia das Fundações e a co-presidência da Global Philanthropy Leadership (nada mau para uma só barriga).
Igualmente foi decidido controlar a assiduidade deste gestor que veio ao Expresso defender que temos de trabalhar mais e gozar menos férias. É comum a gestores deste gabarito confundir horas de permanência no emprego com trabalho e baixos ordenados com produtividade.
Mesmo entre intelectuais perdura a parolice e o atrevimento despiciente de pretender salvar o país à custa dos demais. Somos um país gerido por patos bravos.
Aqui, durante a pausa para o lanche, olho para milhares de pessoas na rua. Uma mobilização livre, sem precedentes, que deve servir de mensagem à classe politica instalada e acomodada nas confortáveis cadeiras do Parlamento. Desta vez todos são visados, mesmo aqueles políticos que apareceram espontaneamente no meio da manifestação.
Nos Passos Perdidos, enquanto os delegados se dirigiam para os seus lugares e eu terminava o cigarrito do costume, assisti a uma cena cómica entre duas jornalistas, que pela sua atitude, denunciavam a sua pouca experiência neste tipo de congresso.
Conversavam entre elas o porquê de não estar presente a televisão do regime, ao que a outra um pouco mais velha (mais 3 a 4 anos, não mais), lhe respondeu, que "eles" estavam com receio do que fosse decidido aqui ( no congresso), e que a "mão pesada", lhes "caísse em cima".
Fiquei ainda mais divertido, quando entretanto começaram a falar dos dotes que alguns dos palestrantes masculinos tinham.
Ora era a correta postura e dicção do Daniel, ora era o olhar sensual do Manuel, a perspicácia do Joshua, o fato bem engomado do Renato ( todo catita dizia uma delas). Quando iam a falar de mim, uma apercebe-se da minha presença e muda subitamente o discurso para a malta da manif de hoje, e tal "que tinham escolhido mal o dia por ser o nosso congresso" e por aí.
Irónico, atirei-lhes com um " as meninas também não estão nada mal..., e inda bem que cá vieram, pois apartir de hoje as vossas vidas não vão ser como dantes". E ficaram elas a olhar embasbacadas para mim, pensativas no que significava aquela boca que lhes mandei.
Com isto tudo, cheguei atrasado ao meu lugar...