Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Mas afinal é um congresso ou uma sessão de tiro ao pato?
Jerónimo de Sousa exigiu esta sexta-feira, na abertura do XIX Congresso do PCP, em Almada, a “derrota definitiva” do atual Governo com a sua demissão e a realização de eleições antecipadas. Resumindo: nada de novo. Atenção que quando afirmo nada de novo não o faço de forma depreciativa. Se existem coisas seguras na política portuguesa, são muito poucas, uma delas é o PCP. Vou mais longe ainda: O PCP é o partido mais coerente do panorama nacional. Sim, todos sabemos o que foi, o que é e para onde vai. Falta saber se o facto de o passado, o presente e o futuro ali serem iguais, é bom ou mau.
Não tenham duvidas, camaradas, que a culpa é do PSD, que deixou isto chegar onde chegou. Eles é que querem derrubar o Serviço Nacional de Saúde. O PSD é que vai privatizar o país. Camaradas, nós não temos nada com isto, nós não governamos há seis anos. Nós não somos os que gastaram mais desde o 25 de Abril. Na realidade, camaradas, eles têm inveja de não terem um grande timoneiro como nós temos.
Resumindo: Qualquer voz discordante do PS que fale contra o PS, sendo apenas coincidência que em breve os Socialistas vão ter um congresso, passa a ser herói nacional, mesmo que essa voz tenha feito parte ou faça parte do sistema que nos colocou neste buraco.
"Queremos alterar a constituição. Devem ser os cidadão a escolher os seus representante e não os partidos a lhes dizerem quem os representa." - Pedro Passos Coelho.
Em Carcavelos, entre um ou outro momento de unidade pluralista, muitos procuram por Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rui e Alberto João Jardim.
Um bom congresso precisa sempre da actuação de um bom rancho folclórico. O rancho de serviço, Fernando Costa, esteve muito abaixo do esperado e condizente com as cores do congresso, branco aborrecido.
Depois da promessa de Passos Coelho de remover o Estado das empresas, agora Miguel Frasquilho propõe remover os salários dos trabalhadores.
Um partido inovador.
Ouvi na Antena 1 que Passos Coelho reuniu com vários blogues presentes no congresso. Segundo a jornalista, que me pareceu um pouco rancorosa com a blogosfera, isto porque o líder social-democrata ainda não tinha reunido com o jornalistas, todos os que se encontraram com Passos Coelho são seus apoiantes e fizeram propaganda dele nas redes sociais.
Que alguns o tenham feito, talvez a maioria sim, mas todos é exagero. Nem foram precisas imagens, pelo tom de voz da jornalista, algo angustiada, as dores de cotovelo eram imensas.
Pelo que se entende, depois de ler e ouvir algumas declarações, união no PSD é um rolo compressor.
Passo Coelho quer o Estado fora dos negócios, mais propriamente fora das empresas. Segundo o líder do PSD, o grande unificador, a corrupção existe porque o Estado está envolvido. Sim, como sabemos nos privados não existe corrupção, nem compadrio, nem nada de sujo.