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Portugal está entregue a um conjunto de pessoas que representam o mesmo de sempre. Se o PSD é liderado por gente com uma agenda claramente de destruição de tudo o que diga respeito a solidariedade com o próximo, o PS apresenta, mais uma vez uma alternativa vazia. Vivemos há 39 anos debaixo do mesmo bloco central, dois partidos políticos dominadores e uma muleta, que nos colocaram no buraco que estamos hoje. Será, não tenho duvida, necessário lutar para que se dêem espaço a alternativas fora do espaço dos cinco que estão dentro do Parlamento. Para isso, defendo eu, será necessário uma verdadeira reforma que altere o sistema e que permite que sejam eleitos verdadeiros representantes dos cidadãos. Este sistema, dos mesmos para os mesmos, está esgotado e só não vê isso que lá está, no Parlamento - incluído o Bloco que antes de ser Bloco se queixava e agora faz igual -, mantendo tudo sempre igual e servindo os clientes de sempre.
O documento ontem entregue (programa do governo) e que reproduz as propostas defendidas pelo PS na sua proposta eleitoral... fica também clara a não defesa de círculos uninominais de candidatura na revisão da lei eleitoral, como antes defendia o PS.
Mais um vez e de forma clara, o PS mostra que o Parlamento é um lugar só para alguns e exclusivo para partidos.
O poder politico instalado quer, deseja e vai continuar a dominar o "legislador", fazendo política parlamentar num círculo fechado, numa roda de amigos.
O cidadão tem as galerias da Assembleia ou a televisão para assistir ao encontro dos nobres, elitistas e democratas políticos.