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Licor Chamoa

por Cristina Torrão, em 24.05.15

Tendo familiares em Santa Maria da Feira, adquiri uma ligação afetiva a essa cidade, na infância e na juventude, em férias que lá passei e em inúmeras visitas aos meus tios e primos. Depois, as vidas tomaram outros rumos e, no meu caso, a ida para a Alemanha, em 1992, afastou-me de pessoas e lugares.

Felizmente há acasos que despertam coisas adormecidas dentro de nós. Há uns anos, escrevi o meu romance sobre D. Afonso Henriques decidida a explorar facetas desconhecidas do monarca. E descobrir que ele terá tido uma grande paixão, com quem terá pretendido debalde casar, foi quase como abrir uma caixinha de joias, de cuja existência ninguém desconfiava.

O nome da protagonista era Châmoa Gomes, uma relação que, aliás, parece ter acabado com o casamento do monarca. As razões perderam-se no tempo. Eu é que não podia perder a oportunidade! E, quando precisei de localizar uma cena decisiva, veio-me ao pensamento a imagem do castelo de Santa Maria da Feira, que tantas vezes visualizei, da varanda dos meus tios.

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A decisão acarretou consequências agradáveis. Como já aqui tinha referido, Miguel Bernardes, um empresário feirense ligado à restauração, liderou o processo de criação e produção do licor de Chamoa, baseado nessa paixão de D. Afonso Henriques e tornado na bebida oficial da Viagem Medieval, que se realiza todos os anos em terras de Santa Maria.

 

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Ontem, estive precisamente em Santa Maria da Feira e o Daniel guiou-me aos locais onde se vende o licor e se pode ler um pequeno excerto do meu livro. Fiquei com o tal brilho nos olhos, por ele aqui referido. E travei conhecimento com o próprio Miguel Bernardes, proprietário do Praceta Restaurante, onde adorámos almoçar. Entre outras delícias, o meu marido ficou maravilhado com o bife Praceta, servido com um molho que inclui chocolate e que prova o poder de criação do Miguel Bernardes. De entre as ideias que ele ainda apresentará, talvez arranje inspiração em mais algum dos meus romances…

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Aproveito para agradecer mais uma vez ao Daniel o tempo que nos dispensou, proporcionando-nos um dia excecional, pois tivemos ainda oportunidade de apreciar o Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, já que a nossa visita coincidiu com a edição deste ano.

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A senhora Chamoa

por Daniel João Santos, em 23.05.15

Existe em Santa Maria da Feira um dinamismo cultural e empresarial admirável. Eventos como o Imaginarius e a Viagem Medieval, apesar de algumas questões que se pode criticar, são exemplos de uma procura de chamar pessoas, engrandecer culturalmente o Concelho e a sua dinamização. A este nível, repito que apesar de poder ir mais longe, Santa Maria da Feira está lá em cima no top. 

A nossa Cristina Torrão, uma das autoras deste blogue, do blogue Andanças Medievais e escritora de vários romances históricos, esteve de visita a Santa Maria da Feira. Durante algumas horas, bem preenchidas horas, fiz de guia à Cristina e ao marido. Almoçamos no Restaurante Praceta e estivemos em vários locais emblemáticos de Santa Maria da Feira.

O que se passa então? - pergunta o leitor.

Um grupo de empresários da Feira criou um licor a que deu o nome de Chamoa. 

E? - Reforça o leitor.

A inspiração do nome veio da leitura de romance da Cristina Torrão:  Afonso Henriques - o Homem. Assim, em vários locais de Santa Maria da Feira, onde se pode comprar o licor Chamoa, está exposta uma passagem do livro da Cristina.

Foi com um brilho nos olhos que a Cristina percorreu os diversos locais e feliz pela forma com que foi recebida pelo criador do licor.

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