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Pois, é mesmo isto que me apraz dizer. Ou seja, vejo tanta gente a comentar e a apoiar os acontecimentos que estão a assolar o Brasil na atualidade.

Mas, será que se tal se passasse pelo nosso burgo, fariam de igual modo?

Será que também se manifestariam?!

Será que também iriam usar a violência como meio para demonstrar o seu descontentamento?

Ou apenas continuariam a virar a cara para o lado, na "conversa de café", no "diz que disse", e seguiriam na sua vidinha de olhos pregados no chão, como se tal não fosse com eles?

É que normalmente, enquanto toca aos outros, a nossa opinião costuma ser diferente de quando nos passa a tocar no corpo...

Já como o ditado diz: "pimenta no cú dos outros é refresco para mim..."

 

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O Brasil na rua

por Eduardo Louro, em 19.06.13

Os protestos começaram há uma semana, em S. Paulo, contra o aumento dos preços dos transportes. Rapidamente alastraram a várias outras cidades do Brasil e, rapidamente também, ganharam novas motivações. Um país há mais de uma década governado à esquerda, aproveitou invejáveis taxas de crescimento económico para traçar um novo mapa da sociedade brasileira, a partir de uma nova e florescente classe média. Mas acaba por não resistir ao fechar do portão do crescimento: quando tem que se limitar às taxas de crescimento anémico que hoje caracterizam a economia mundial, quando em vez dos sete e oito por cento passa a crescer apenas 1%, a economia deixa de manter os portões abertos que escoam toda aquela torrente social.

A contestação social não precisa de mais do que um simples argumento para quebrar a inércia. Uma vez em marcha vêm ao de cima todos os problemas que uma década de crescimento exponencial não resolveu, nem poderia resolver. E ficam à vista muito das fragilidades da grande potência que há-de ser!

E muitas contradições, algumas bem curiosas. O país do futebol, que supostamente suspiraria por um mundial em casa, revolta-se, não contra o futebol, mas por causa do futebol. Contra a organização da Copa do Mundo, contra os gastos exorbitantes em estádios e mais estádios - nada menos que dez - à vontade dessa organização pouco recomendável chamada FIFA. E contra a corrupção que alimenta, com derrapagens nos custos dos estádios - nada que não tenhamos conhecido bem por cá, há dez anos atrás - que chegam a multiplicar por seis o valor do orçamento inicial. E no entanto surgem nas manifestações, como ainda hoje se pôde ver em Lisboa, numa acção de apoio ao que lá se passa, vestindo as camisolas amarelas da selecção brasileira, com o número e o nome de Neymar nas costas.

E no entanto, quando a repressão policial ultrapassou todos os limites, quando a polícia não poupa ninguém à sua violência, a presidenta – como gosta que lhe chamem – Dilma surge do outro lado. Do contra poder, como Lula. Como se nada tivesse a ver com isso de gastar dinheiro em estádios de futebol em vez de em saúde ou educação. Como um casal que gasta o dinheiro em roupas de luxo em vez de comprar comida para os filhos, como passa num vídeo populista que por aí circula...

"O Brasil hoje acordou mais forte”…“Essas vozes das ruas precisam ser ouvidas. Elas ultrapassam, e isso ficou visível, os mecanismos tradicionais das instituições, dos partidos políticos, das entidades de classe e da própria mídia” … Quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. O meu governo está empenhado e comprometido com a transformação social"- são frases que Dilma incluiu ontem em declaração pública!

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Alguém me explica?

por Cristina Torrão, em 30.11.12

Desde que se soube que Felipe Scolari regressou à seleção brasileira, tenho lido, na blogosfera, textos muito desfavoráveis em relação a este treinador. E não compreendo! É certo que houve desentendimentos que levaram ao seu afastamento da nossa seleção, sobre os quais, aliás, não sei pormenores. O facto de viver no estrangeiro tem destas desvantagens. Mas duas coisas eu sei: além de já ter sido Campeão do Mundo com o Brasil, foi no tempo de Scolari que a seleção portuguesa atingiu o seu melhor resultado, ou seja, chegar à final de um Campeonato Europeu.

 

Não sei o que os portugueses têm contra Scolari. Mas será interessante comparar o desempenho das seleções portuguesa e brasileira no próximo Mundial (se Portugal lá chegar).

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Vão emigrantes e imigrantes

por Ana Lima, em 10.04.12

Já houve anos em que fazia muito sentido aquela anedota em que se perguntava como se chamavam os habitantes da Costa da Caparica e cuja resposta era: brasileiros. Agora, com poucas razões para ficar, também os imigrantes, importantes factores de equilíbrio a vários níveis, não encontram grandes motivos para ficar nesta barca que tem cada vez mais dificuldades em se manter à tona da água. 

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Dia triste para o humor no Brasil

por Ana Lima, em 24.03.12
Em jeito de homenagem... 

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O salto de coelho

por Daniel João Santos, em 29.12.11

Só na primeira metade deste ano, mais de 50 mil portugueses pediram residência no Brasil. E multiplicam-se os trabalhadores ilegais. Vistos e burocracia têm sido o grande travão. Arquitectos, engenheiros, gestores parecem dominar. Mas há quem chegue com o 12º ano.

 

São noticias como esta que nos informam o caminho a seguir. Devemos seguir a ideia de Passos Coelho e saltar fora, devemos continuar a evacuação do país.

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Humor em vias de desenvolvimento

por Ana Lima, em 30.07.10

O Brasil, considerado por muitos economistas como país com grande potencial de desenvolvimento (faz parte dos "países BRIC" em conjunto com a Rússia, a Índia e a China),  tem-se vindo a afirmar como um dos países que mais tem crescido em termos económicos. Também a outros níveis, como na saúde e na educação, se tem verificado uma alteração visível no sentido de abranger um número crescente de brasileiros que se encontravam afastados destes sistemas. Uma das áreas onde mais problemas continuam a ser sentidos é na Justiça. Lento e ineficaz são as características mais apontadas ao sistema judicial. Na área eleitoral existem órgãos específicos que zelam pela uniformidade das decisões. O mais importante desses órgãos é o Tribunal Superior Eleitoral. Ora foi este que definiu recentemente regras mais apertadas para aqueles que ousem dizer alguma coisa que "degrade ou ridicularize candidato, partido político ou coligação". A campanha para as eleições presidenciais vai ser certamente muito mais cinzenta. Todos sairão a perder. Um país e os seus cidadãos têm que poder rir-se de si próprios.

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E porque não seguir o exemplo?

por Daniel João Santos, em 04.07.10

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou este domingo que Carlos Dunga foi despedido do cargo de seleccionador brasileiro.

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2711 no Mundial da África do Sul

por Daniel João Santos, em 25.06.10

Daqui a poucas horas vamos ver se é samba ou se é fado.

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2711 no Mundial da África do Sul

por Daniel João Santos, em 15.06.10

Depois de assistir ao jogo entre o Brasil e a Coreia, dois a um para o Brasil, retiro metade, mas só metade dos nomes que chamei à Selecção Portuguesa.

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