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É a mais democrática de todas as instituições. Aberta a todos, acessível a todos, sem distinção de raça, credo ou condição social. Disponível para os que podem pagar e para os que não o podem fazer. Trabalha incansavelmente, hora após hora, dia após dia, ano após ano, para garantir que todos, sem excepção, têm acesso à informação, ao conhecimento e à cultura.
Não é um depósito de informação, é um ponto de partida. Não é o lugar do silêncio, é o lugar das respostas. Não é um sítio reservado às elites, é um espaço para todos. Não é um produto massificado, é um serviço que vai de encontro às necessidades e expectativas de cada utilizador. Não é um luxo, é uma necessidade.
Em defesa das Bibliotecas Públicas, assine esta petição de Apoio à Declaração Escrita 0016/2013 sobre o impacto das bibliotecas públicas às comunidades da Europa endereçada aos Eurodeputados Portugueses e passe a palavra aos seus contactos.
Desde o dia 23 de julho que a Biblioteca Municipal de Tomar deixou de disponibilizar aos seus leitores os jornais diários e revistas que eram consultados na zona dos periódicos.O corte tem como argumento a Lei dos Compromissos, que não permite a compra de qualquer produto se a autarquia não tiver dinheiro “em caixa”.Já estão a ser recolhidas assinaturas para que, pelo menos, sejam mantidos dois jornais diários e um semanário.
Quando as instituições que deveriam ser sagradas funcionam segundo a Lei do Improviso; Quando as bibliotecas que são pilares fundamentais da democracia, da igualdade de acesso à informação, ao conhecimento e ao lazer deixam de ser prioridade; Quando se usam chavões como "fazer parte da solução em vez de fazer parte do problema" para fingir que não existem problemas por resolver; Quando médias e quotas têm mais valor do que pessoas e vidas; Quando ser medíocre calado tem mais valor do que ter voz e espírito crítico; Quando tentar ser melhor e fazer melhor é um incómodo; Quando a informação se torna um perigo; Quando a liberdade é pesada numa balança pela medida do dinheiro, é tempo de levantarmos a voz e mostrar que somos mais do que números. Somos cidadãos livres e dignos, e queremos continuar a sê-lo.
Esta é a mesma autarquia que gastou 26 463 euros nos últimos seis anos só com a conta de telemóvel do Sr. Miguel Relvas. Já aqui eu pensava na quantidade de livros que poderia comprar com este dinheiro. Afinal, a realidade consegue ser pior do que a minha pior imaginação. Não há vergonha, não há dignidade, começa a estar em causa a liberdade.
Enquanto escritor, Francisco José Viegas manifestou-se várias vezes, pública e inequivocamente, contra a anunciada extinção da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Congratulou-se com a suspensão do processo e agora, daqui a dois dias, na qualidade de Secretário de Estado da Cultura, vai ter nas mãos a possibilidade de anular uma má decisão do anterior governo, optando por manter (e até reforçar) a DGLB.
Será a preocupação economicista suficiente para abafar a consciência de um homem, ou vamos ter finalmente, um boa notícia?