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O Ministério Público pediu hoje a condenação de Jardim Gonçalves, antigo presidente do BCP, a uma pena de prisão até cinco anos que pode ficar suspensa mediante o pagamento de uma indemnização "não inferior" a 10 milhões de euros.
Um pequeno acionista do BCP que foi para a porta das instalações do banco protestar com cartazes onde acusava a instituição de “enganar o povo” acaba de ser absolvido do crime de ofensa a pessoa coletiva pelo Tribunal da Relação do Porto e não vai ter que pagar a indemnização que a instituição reclamava. Quem diz a verdade não merece castigo.
Mesmo se tratando de um Banco privado, vaca sagrada de um grande maioria, existem situações que nos comovem:
E uma furtiva lágrima rolou pelo me rosto.
Depois de ler que Fernando Vara se demitiu dos cargos que ocupava no BCP, modestos lugares de administrador e vice-presidente, fico a saber que naquele Banco as leis laborais são diferentes do normal. Armando Vara apresenta a demissão e leva para casa a quantia correspondente à que lhe seria devida até ao termo normal do mandato em curso.
Resumindo, vou tratar de fechar a minha conta no BCP.
“Nunca tal hipótese me passou pela cabeça. Quando pedi a suspensão do meu mandato fi-lo para não prejudicar a imagem do banco e, portanto, enquanto as suspeitas que recaem sobre mim não forem totalmente esclarecidas não posso nem quero reassumir o meu cargo.” - Armando Vara
Assim é que é, de cara levantada e com o dele garantido no final do mês, mesmo sem estar lá no banco.
Armando Vara continua a receber o salário como vice-presidente do BCP, apesar de ter sido constituído arguido no caso Face Oculta, que o obrigou a suspender funções.
Vara recebe cerca de 30 mil euros por mês, e continuará a receber até ao apuramento dos factos, apesar de não estar a cumprir funções actualmente. (Jornal i)
Manuel, não tenho nada contra estas despesas do sector privado. Desejo que Vara desfrute o belíssimo sol que está fazer em Aveiro. O que eu desconhecia era que existissem empresas privadas tão generosas, pensei que fosse só no sector publico.
Armando Vara pediu a suspensão do mandato como vice-presidente e membro do conselho de administração executivo. Fica também suspensa a presidência do Millenium Angola e a vice-presidência do Banco Internacional de Moçambique.
Para quem há meia dúzia de anos era um empregado de balcão num banco, diga-se que não está nada mal colocado.
Reconheço que se estivesse no lugar da administração do BCP também manteria a confiança em Armando Vara.
Todos são inocentes até prova em contrário. Além disso, como todos sabemos, em Portugal existe o funcionamento regular das instituições, sendo a justiça uma delas.