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Fora de rota

por Eduardo Louro, em 26.09.13

 

 

Um barão é isto. O barão nasceu e cresceu no regaço do cavaquismo e reproduziu-se no aconchego do bloco central dos interesses, no centrão, no núcleo do regime.

O barão tem um percurso natural: do governo para a vida. Parte do governo – onde a prepara - para chegar à vida, ao conforto de uma vida institucional e empresarial cheia e preenchida. É um percurso de um só sentido, sem retorno: uma vez lá chegados, não mais regressam…

A escolha de Rui Machete para o governo foi um dos grandes absurdos de Passos Coelho. Por todas as razões, mas também por esta - pelo regresso contra-natura, fora de rota!

Por isso nunca mais saiu das primeiras páginas dos jornais. Por isso nunca mais de lá sairá, na espiral de “incorrecções factuais” e “erros involuntários” que fazem “a podridão dos hábitos políticos”!

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