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Os Bancos queixaram-se a Bruxelas. Segundo os pobres senhores, coitados, o Estado com as regras que impôs para emprestar dinheiro apenas pretende nacionalizar os Bancos. Estão com medo de quê? Não querem pagar o empréstimos? Não me digam que queriam o dinheiro a fundo perdido?
Fico feliz quando sei que o dinheiro dos impostos que pago serve para segurar os pobres.
Não está cientificamente provado que por se mudar de governo os tubarões fiquem com menos fome.
Se alguém ainda duvidava da nossa dependência e subserviência relativamente ao sistema bancário, aqui fica o esclarecimento de todas as dúvidas.
Atravessamos um fim-de-semana prolongado por dois feriados. É a Feira do Livro e há centenas de pessoas em visita à cidade de Moura. Nos expositores há perto de doze mil livros à espera de serem vendidos, mas não há multibanco.
O terminal temporário está aqui, guardadinho numa caixa, mas o banco considerou que não era urgente activar o equipamento, considerando que vinham aí os feriados da Páscoa. “Lá para terça-feira logo vai aí alguém”.
As primeiras horas de feira ainda correram bem, havia um ATM logo aqui ao lado, mas cedo esgotou os fundos e a seguir a este, um e outro se seguiram, como poços de superfície em período de seca.
Em pleno Domingo de Páscoa, com o dia 25 de Abril pela frente, não há dinheiro disponível num raio de vários quilómetros. As pessoas chegam ao balcão da Feira e contam todos os tostões, dão volta a todas as bolsas, carteiras e porta-moedas…
Estratégia do FMI para que os portugueses gastem o que têm e o que não têm ou apenas consequências de um país de burocratas e tecnocratas?
As indemnizações aos clientes do BPP são no mínimo caricatas. De uma lista enorme de reclamações, existindo quase sempre uma redução entre o pretendido e o reconhecido. O caso de Pinto Balsemão é fascinante. O valor reclamado por Pinto Balsemão é zero e o reconhecido ronda as centenas de milhares de euros.
Não. Dificilmente pode ter explicação aquilo que não tem explicação, como por exemplo os milhões de milhões que já se meteu no BPN.
Mesmo nestes dias difíceis, com uma tempestade pela frente, alguns deputados mostram que têm sentido de humor e tudo fazem por uma boa gargalhada.
Pretender que os Bancos se ofereçam para pagar mais imposto, mais precisamente IRC, só pode ser considerada uma piada. Não sei se deva rir pela utopia lançada por estes deputados do PS, se deva rir pro um conjunto de deputados viver num mundo irreal.
Vende-se Banco em excelente estado de conservação devidamente reconstruido e limpo de residos tóxicos.
- Parece que a banca portuguesa passou nos testes de stress. Os Bancos portugueses estão saudáveis e preparados para o pior cenário de crise testado.
- Fico feliz...
- Eu também. Parece-me uma excelente noticia.
- ... em caso de crise extrema o país colapsa, mas os Bancos ficam de pé.