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A Linguagem do Coração

por Cristina Torrão, em 17.08.11

No Jornal Católico do bispado de Hildesheim também se podem ler interpretações a certas passagens da Bíblia. É algo que me interessa, pois pergunto-me até que ponto se podem usar os ensinamentos da Bíblia no nosso dia-a-dia. Sabemos que a Igreja nem sempre actuou segundo os ensinamentos de Cristo. Mas como é com o "livro dos livros"? Podemos realmente usá-lo como código de conduta? Saramago, por exemplo, apelidou-o de "livro de maus costumes".

 

Realmente, entre as interpretações que vou lendo, não gosto nada de algumas, acho que não nos ajudam, pelo contrário. Mas gosto de outras e houve uma que me agradou particularmente, da autoria da colaboradora Inge Müller, a propósito da seguinte passagem, do Evangelho segundo São Mateus: "Porque a boca fala da abundância do seu coração" (12,34):

 

"Talvez nos preocupemos demasiado com as consequências, usamos a cabeça, em vez de deixarmos falar o coração. Falemos, simplesmente, ainda que hesitantes, à procura de palavras, talvez entrando em contradição, talvez com um piscar de olhos, ou com gestos, sorrindo, ou com lágrimas nos olhos. De qualquer maneira, autênticos, sinceros. Para que nos ouçam e acreditem em nós. Cada um, na linguagem do seu coração".

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