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Durante várias semanas participei com entusiasmo nas eleições autárquicas. O partido a que pertenço pediu e eu, naturalmente, entrei numa coligação. Foram dias e dias de contacto com as pessoas. Foram dias e ver realidades que acreditava não existirem nos dias de hoje. Ao lado de um centro universitário de pesquisa, do mais moderno que temos, casas sem quarto de banho e a que existia, comunitária em estado deplorável. Ali, a poucos metros do moderno a mais cruel pobreza. Hoje, passadas as eleições, estou mais atento do que nunca a uma cidade que me fica tão perto e ao mesmo tempo me ficava tão longe. Infelizmente, acredito eu, daqui a quatro anos os mesmos bairros sociais, a pequenas ilhas, os edifícios abandonados, as infra-estruturas desportivas degradadas e outros cancros, continuaram ali. Sim, continuaram ali muito longe das ruas dos turistas, dos bares, dos restaurantes da moda e muito, mas muito longe das corridas de automóveis.
Hoje, pela manhã, ouvi a poucos metros de mim a versão correta sobre a questão agora lançada contra a candidatura de Luís Filipe Menezes. Quando Rui Moreira afirma que se trata do grau zero da politica tem uma certa razão. Pena, para ele Rui Moreira, é que o grau zero da politica fique mesmo no seu próprio quintal de candidato independente patrocinado pelo actual executivo.
Da direita para a esquerda, ou da esquerda para a direita ... vai dar tudo ao mesmo !!
Estamos bem arranjados !
Na realidade o executivo pretende atacar de forma grave o poder local, onde deveria estar o verdadeiro poder interventivo do cidadão. Como isso é perigoso, toca a reduzir para melhor controlar.
Uma redução no numero de vereadores, principalmente daqueles que não têm pelouro, é uma boa medida. Proponho também, já que estamos numa de reduções, a redução de secretários, motoristas e assessores, não só nos municípios, mas também e principalmente no governo.
" a mulher de César não tem que ser pura, também tem que parecer"
E ninguém é culpado ou punido por isto?
E deixa-se construir e licenciam-se parques de estacionamento sem terem as condições necessárias à sua exploração?
É a sede de ganhar dinheiro e o resto não importa, porque se acontecer algo de negativo, então paga-se uma ínfima coima...
O normal neste triste rectângulo à beira-mar plantado.
Como è possivél autarcas nestas condições irem a votos ? Ganharem câmaras, serem eleitos presidentes autarquicos ? È possivél sim, è que para além da lei que os encobre e ajuda, somos nós que os elegemos, os que vão votar e os que ficam de fora dos votos. Todos nós deviamos contribuir para a limpeza dessa gente dos nossos municipios. Gente que inaugura por exemplo rotundas, que só foram construidas porque um autarca lá teve um acidente !? Outros que fogem para lá das fronteiras e chegam "qual D. Sebastião" !
Para quem se queixa que somos um país de pouca produtividade, aqui está um exemplo que devia ser seguido pelas autarquias ! Trabalhar dia e noite,
e como em Portugal as cobranças são difíceis nada de admirar ! O poder autárquico tem razoes, que a razão desconhece com o futebol !
A lista (PSD, CDS-PP, PPM, MPT), liderada por Santana Lopes para as eleições autárquicas de 11 de Outubro não contém SAR nem ninguém do 31. A lista para a AM é encabeçada pelo ex director do 'Independente', Manuel Falcão.
Manuel Falcão Começou no semanário Voz do Povo, órgão oficioso da UDP, trabalhou posteriormente como repórter fotográfico no diário Portugal Hoje (PS), foi depois co-fundador e subdirector de o 'Independente'. Colabora na revista Atlantico e foi chefe de gabinete de Santana , na altura secretário de Estado da Cultura.