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Partidos que exaltam com vitórias fictícias e partidos que olham para os números e dizem que perderam ... são os mesmos que não querem olhar para os 47,4 % da abstenção ! Estes números é que deviam ser olhados e escalpelizados até ao ínfimo pormenor.
Este alheamento do povo nas eleições é um alerta para as esquerdas e direitas tristes !
Mais do que o fim dos dinossauros, e a derrota expressiva dos seus mais mediáticos representantes. Mais do que a derrota de Menezes e a vitória de Rui Moreira, no Porto, mais que a vitória do PSD (de Rui Rio, Miguel Veiga ou Paulo Rangel) sobre o PSD de Passos Coelho e da sua turma. Mais que a derrota dos aparelhos partidários, em Sintra, em Matosinhos ou em Braga. Mais que a derrota da política do vale tudo, em Gaia. Mais do que a vitória da CDU e a restauração do poder autárquico comunista. Mais do que a vitória do PS, comemorada por Seguro em ambiente pouco menos que fúnebre. Mais que a vitória de António Costa, que é mais que a vitória em Lisboa, e mais que a expectativa do que irá fazer com ela. Mais que a derrota do Bloco, incapaz de sobreviver à geração que lhe deu vida. Mais que a derrota de Jardim, e a confirmação do fim do dinossáurio jardinismo na Madeira…
Mais que tudo isso, impressiona que a vitória eleitoral para uma Câmara, e logo num município que está no topo dos índices de desenvolvimento humano no nosso país, tenha sido comemorada à porta de um estabelecimento prisional. Não menos do que tudo isso impressiona que, com tudo isto a fervilhar nas televisões e como a Ana bem dá nota, as audiências fossem lideradas pela estreia de mais uma casa dos segredos…
Pedro Passos Coelho reconheceu que o partido que lidera - e que juntamente com o país conduz para o abismo - sofreu uma das piores derrotas da sua história.
Recusou, no entanto, qualquer leitura nacional dos resultados destas autárquicas e reafirmou o caminho que tem vindo a seguir. Se não for de todo compreensível - se calhar é este o verdadeiro significado do célebre "que se lixem as eleições"- é pelo menos aceitável que o faça. Nem todos têm capacidade de perceber o pântano!
O que não é de todo aceitável é que Passos Coelho diga, como disse, que os resultados eleitorais de hoje também têm a ver com a aposta do PSD em “candidaturas que não cederam ao populismo, e com os pés assentes na terra”. Poderia não deixar de passar de anedota, da anedota desta noite eleitoral. Mas dei por mim a chamar-lhe aldrabão... E a lembrar-me de Sócrates: está a ficar igualzinho!
Poderia ser Trigo. E sabia-se que era trigo, e não outra coisa qualquer.
Poderia ser Milho, Aveia ou Cevada. E sabia-se o que era. De onde vinha e para onde ia…
Mas não. É Seara!
Pode ser qualquer coisa. Pode ser o que (se) quiser. Pode vir de onde vier e ir para onde for…
Um campo de trigo é um campo de trigo. Um de milho é isso mesmo. Como de aveia e cevada. Uma seara pode ser um campo de trigo. Ou de milho, ou de aveia, ou de cevada!
Não se sabe de que é. Sabe-se que dá para tudo, independentemente da semente lançada e do cereal ceifado…
É assim nas televisões, onde é um dinossauro dos programas da bola. Onde supostamente estaria para defender o clube que diz ser o seu, num espaço que os adversários sabem usar com critério e estratégia. Mas que não está. Está para se insinuar. Está para se promover. Está para garantir apoios, agradando a gregos e troianos. Porque se num campo de trigo precisa dos gregos, noutro, de cevada, precisa dos troianos…
É assim na política, onde salta do campo de milho para o de aveia. E onde apresenta boas vindas na hora da despedida, porque o que é preciso é aparecer. Ver e ser visto, de bem com todos e de todos velho amigo. Do peito e de velha data!
Há nomes que se colam às pessoas. E há pessoas que não podiam mesmo ter outro nome… Talvez isso ajude a separar o trigo do joio!
Se fosse lisboeta, votava em Santana só para meter nojo e demonstrar que ninguém me compra com bica nenhuma nem se cruza comigo para um abraço exemplar a dada hora marcada ou dança comigo, gorda peixeira, hipopotamesco, sapo inchado que se engole. Costa não cabe em si de ridículo dançante. Em Gaia, voto em Menezes. Não posso dizer mal nem consigo. Se fosse portuense, votava em Rui Rio na esperança vã de que pare de flagelar de irrelevância cultural uma cidade vocacionada para a Arte, a Música, o Sublime, o Rasgo. Nesse capítulo, tem sido sádico e burro. Preso de movimentos. Cultura é o investimento dos investimentos e o Porto está por descobrir. Em Oeiras, corria a pontapé votante esse Isaltino inimputável. Em Gondomar, corria o Valentim ao estaladão que vota. Em Felgueiras... Em Braga... Em Olhão... O nepótico leva a melhor em Portugal. O cacique leva a melhor em Portugal. Portugal afunda-se com cada vez mais "prestígio" em matéria de Lixos Morais.
Hoje à saída de um hiper de Leiria, e nesta altura com a propaganda politica em grande actividade, dirigindo-se a mim um dos agentes políticos dispara : " posso-lhe entregar um prospecto do nosso partido ? "
Recebi com todo o gosto mesmo não alterando nada no meu voto. Registo a correcção e simpatia daquele cidadão !
De quem seria o prospecto ? Adivinhem lá .
A realização das eleições autárquicas e legislativas para o mesmo dia, que estará a ser ponderada por Cavaco Silva, parece ser a melhor forma de resolver a questão.
Não coloco em cima da mesa os argumentos do PS, Bloco, PCP e CDS, que são contrários à realização dos dois actos junto, nem coloco os argumentos do PSD, que é favorável à simultaneidade das votações.
Se as eleições fossem separadas, tínhamos direito a uma pré-campanha, uma campanha e votação. Passados uns dias, infelizmente, a campanha regressava e no final mais um momento de votação.
Para além dos gastos, teríamos o problemas de os aturar mais tempo e em maior quantidade que agora.