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Para bem do equilíbrio entre patrões ricos e trabalhadores pobres, o Estorvo criara o Estado corporativo. Com propaganda e folclóricos pendões, agradecidos a tanta paz social, vinham acalorados rebanhos de gente a patrióticas manifestações no Terreiro do Paço, onde era louvado este equilíbrio entre exploradores e explorados. A concórdia social invadia de júbilo o simulacro que o País era. Para dar alegrias aos trabalhadores vivia-se o tempo dos "serões para trabalhadores" que a Emissora Nacional difundia, orgulhosa do seu "nacional-cançonetismo".
O Acontencimento, de Afonso Valente Batista, Glaciar, 2914.