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O inconcebível

por Cristina Torrão, em 30.12.11

 

"Arrancaram-lhe unhas, tiraram-lhe pedaços de carne e de cabelo com alicates e partiram-lhe um braço".

Sahar Gul, uma afegã que casou com apenas 14 anos, há cerca de sete meses, passou horrores, torturada pelo marido e pela família dele por, alegadamente, se ter recusado a prostituir-se!

 

O horror! O inconcebível!

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Será este o mesmo mundo?

por Ana Lima, em 20.08.10

Nascida na Hungria mas com uma vida dedicada ao cinema e à televisão nos EUA, Zsa Zsa Gabor, de 93 anos, encontra-se previsivelmente perto do final da sua vida. Para além do mundo do espectáculo a sua vida privada foi acompanhada pelo público a quem ela brindava com imensos motivos de conversa. Casou 8 vezes. O último casamento dura há 24 anos, um número nada pequeno. Dela conhecem-se algumas afirmações, meio brincadeiras, meio conselhos que merecem, pelo menos, um sorriso, ou um aceno de cabeça cúmplice:

“Sou uma óptima dona de casa: quando me divorcio fico com a casa”

“Divorciar-se só porque já não se ama o marido é tão idiota como ter casado só porque o amava.”

“Um homem apaixonado está incompleto até casar. Quando casa, acaba.”

“Não sei nada sobre sexo porque estive sempre casada.”

“Quantos maridos tive? Quer dizer, tirando os meus?”

 

(encontradas aqui)

 

Enquanto isto a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos (a minha idade), acusada de adultério (e depois de homicídio, dizem que com base numa confissão obtida sob tortura), continua a correr um grande risco de ser executada por lapidação no seu país.

Ashtiani foi considerada culpada em 2006 de ter “relações ilícitas” com dois homens e desde então está presa. Aqui as regras civis e religiosas consideram o sexo consensual entre adultos, fora do casamento, como um crime punido com a morte.

Recentemente também, no Afeganistão militantes talibãs apedrejaram até à morte, numa execução pública, um jovem casal por adultério. Ele, de 28 anos deixou a mulher para fugir com outra de 20 anos que, por seu lado, estava noiva de outro homem.

Outras mulheres, nestes ou noutros países, encontram-se na mesma situação.

 

Exemplos de como, em termos históricos, a relativização dos acontecimentos é fundamental. Cruzarmo-nos no mesmo tempo histórico é bem pouco se não tivermos em conta a coordenada espaço.  É por isso que, num mundo tão pequeno como o nosso, mas tão grande na variedade de reacções às mesmas realidades, os gestos que fazemos também contam. A pressão internacional é, até agora, uma das poucas armas que existem. É por isso importante usá-la. As petições, as manifestações estão largamente divulgadas. Não faz sentido ignorá-las.

 

(Ver, por exemplo, aqui.)

 

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Esta piada é fácil demais

por Daniel João Santos, em 28.03.10

O Presidente norte-americano, Barack Obama, chegou hoje a Cabul para uma visita surpresa ao Afeganistão.

 

Ou seja, está a treinar para a visita que vai fazer em Novembro a Portugal.

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O espírito de Bush…

por manuel gouveia, em 14.10.09

A fim de “proteger as ruas britânicas” do terrorismo, Gordon Brown vai enviar mais 500 soldados para o Afeganistão. Terão descoberto finalmente as tais armas de destruição em massa?

 
Para quando uma agenda da ONU para o Afeganistão?

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Tapete de evidencias

por Daniel João Santos, em 13.06.09

 

"Se há um falhanço da NATO no Afeganistão, isso não pode deixar de ter efeitos com alguma gravidade na nova administração norte-americana e também na União Europeia", Cavaco Silva.

 

O PR teve a oportunidade de avançar com mais alguma evidencias.

 

Enquanto se dedicava à confecção de um tapete de Arraiolos, Cavaco Silva divagou sobre a Europa, a cooperação com os EUA e o Afeganistão.

 

Para além destas divagações, que se estão a tornar habito, diga-se que infelizmente, Cavaco evidencia um certo e preocupante desfasamento com a realidade.

 

Para quem não sabe, faz muito tempo que o Afeganistão é um enorme e rotundo falhanço.

 

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