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Qual é a coisa qual é ela que Beja e Ciudad Real têm em comum?
Em tempos, aqui no blogue, escrevi alguns textos onde defendia o investimento publico. Hoje mantenho a minha posição, mas com uma pequena/grande alteração.
Dada a crise e a situação grave de endividamento do estado, acredito no investimento publico direccionado para áreas importantes, que digam respeito ao comum cidadão.
A modernização de uma país não passa por um TGV, por um novo aeroporto, nem na construção de uma nova travessia sobre o Tejo. Essa modernização passa pelo incentivo à modernização das nossas empresas. Não falo de apoio a fundo perdido, não falo em novas tecnologias, falo em apoio à modernização de sectores que já existem e estão colocados ao abandono ou em risco de fecho. Desde a agricultura, as pescas, a industria metalúrgica, no turismo... existem inúmeros sectores a precisar de um empurrão, mas não um subsidio.
Se o estado quer dinamizar a construção, a criação de empregos, faça investimento em novas infraestruturas, sem nelas incluir autoestradas cor-de-rosa. Avance na modernização de hospitais, construção de escolas, reconstrução de zonas degradadas, investimento na segurança, mais esquadras, mais policias, apoios junto das câmaras municipais para a reconstrução e requalificação das áreas urbanas...
Já não bastaram as obras de regime?
- A expo98. Local supostamente de baixa densidade, virada para o Tejo e agora transformada num monte de edifícios em cima do rio.
- Os estádios do Europeu. Hoje, muitos deles completamente ás moscas e a dar prejuízos.
O problema, algo que não é de agora, é muito governante achar que deixar "elefantes brancos" por esse país fora o vai colocar na historia.
José Sócrates vai começar a sua obra de regime, mas esta será em viaduto por cima da pobreza de pelo menos 20% dos portugueses.
Fácil! Será o cidadão a pagar a correcção do défice.
Já agora que estamos numa de pagar, vamos pagar o TGV já, o Aeroporto já, os 1429 milhões de euros que custará a subconcessão Pinhal Interior, ganha pela Mota-Engil... somos mesmo generosos.
Depois da erupção vulcânica na Islândia, que está bloquear o tráfego aéreo europeu, aguardemos a chegada daqueles que dirão, como aconteceu no Haiti, que se trata de uma arma americana em teste para o ataque ao Irão.
Segundo Paulo Rangel, candidato a líder do PSD, a construção do novo aeroporto e da terceira travessia sobre o Tejo, são obras “megalómanas”. Rangel exige a suspensão investimentos.
Então se as obras são assim tão más, que vão aumentar o endividamento do país, não seriam antes para acabarem de uma vez por todas e não para suspender?
Como è que continuamos todos os dias a ser bombardeados com noticias que a gripe H1N1 está a ser controlada, se ontem veio do lado de lá do Atlântico uma senhora com o vírus ? Vejamos embarcou no avião e não teve problema! Chegou a Lisboa e nada ! Três horas depois estava numa clínica de Leiria a dizer que tinha H1N1 ? Será isto controle de alguma coisa ? É que a dita sabia o que tinha e veio para Portugal na maior ? Realmente com conferencias de imprensa se previnem os tolos !