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A Paixão do Pobre, segundo S. Marcos (IV)

por manuel gouveia, em 12.04.09

Estando Pedro, o jornalista, em baixo, no pátio, chegou uma das criadas do Inspector Geral das Finanças e, vendo Pedro a aquecer-se, fixou nele o olhar e disse-lhe: «Tu também estavas com o Pobre.» Mas ele negou, dizendo: «Não sei nem entendo o que dizes. Não conheço esse homem de quem falais!» E logo o Telejornal começou.

Pedro recordou-se, então, das palavras do Pobre: «Antes de o Telejornal ter começado tu me terás negado.» E desatou a chorar.
 
Logo de manhã, os inspectores reuniram-se em conselho com os gestores e os doutores da Lei e todos os deputados; e, tendo manietado o Pobre, levaram-no e entregaram-no a Cavaco.

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A Paixão do Pobre, segundo S. Marcos (III)

por manuel gouveia, em 11.04.09

«Levantai-vos! Vamos! Eis que chega o que me vai entregar.»

E logo, ainda Ele estava a falar, chegou Judas, um dos seus irmãos, que era o administrador do condomínio em que viviam, e, com ele, muito povo com espadas e varapaus, da parte dos inspectores das finanças, dos doutores da Lei e dos gestores. Ora, o que o ia entregar tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar é esse mesmo; prendei-o e levai-o bem guardado.»
Mal chegou, aproximou-se do Pobre, dizendo: «Mestre!»; e beijou-o. Os outros deitaram-lhe as mãos e prenderam-no. Então, um dos que estavam presentes, puxando da espada, feriu o criado do inspector das finanças e cortou-lhe uma orelha. E tomando a palavra, o Pobre disse-lhes: «Como se eu fosse um salteador, viestes com espadas e varapaus para me prender! Estava todos os dias junto de vós, servindo-vos, e não me prendestes; mas é para se cumprirem as Escrituras.» Então, os outros pobres, deixando-o, fugiram todos. Um certo jovem, que o seguia envolto apenas num lençol, foi preso; mas ele, deixando o lençol, fugiu nu.
 

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A Paixão do Pobre, segundo S. Marcos (II)

por manuel gouveia, em 10.04.09

Então, Judas Iscariotes, um dos seus irmãos, foi ter com os inspectores das finanças para lhes entregar o Pobre. Eles ouviram-no com satisfação e prometeram dar-lhe dinheiro. E Judas espreitava ocasião favorável para o entregar.

 
Estavam à mesa a comer, quando disse: «Em verdade vos digo: um de vós há-de entregar-me, um que come comigo.» Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: «Porventura sou eu?» O Pobre respondeu-lhes: «É um de vós, aquele que mete comigo a mão no prato. Na verdade, o Filho do Pobre segue o seu caminho, como está escrito a seu respeito; existirá sempre aquele que entre os pobres o entregará, e essa será a sua falta!»
 

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A Paixão do Pobre, segundo S. Marcos

por manuel gouveia, em 09.04.09

Faltavam só dois dias para a Páscoa; os gestores e os doutores da lei procuravam maneira de capturar o Pobre à traição para o espoliar. E diziam: «Durante o telejornal não, para que o povo não se revolte.»

 
O Pobre encontrava-se em Betânia, na casa de Simão, que recebia o RSI. Estando à mesa, chegou uma certa mulher que trazia um frasco de alabastro, com perfume de nardo puro de alto preço; partindo o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça do Pobre.

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