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Quando se esperaria que andasse tudo a protestar contra a hipótese de os americanos fazerem a transfega das armas químicas nos Açores, assiste-se ao contrário. Tem andado tudo, e nos Açores todos, desde o presidente da Junta de Freguesia ao do Governo, a pedir insistentemente: por favor, venham cá fazer isso!
Os americanos é que são pouco dados a sentimentalismos, e pura e simplesmente insistem em ignorar preces tão fervorosas. Isso das Lages foi chão que já deu uvas, esqueçam - querem eles dizer…
Na Madeira um deputado regional eleito pelos cidadãos - vou repetir: um deputado regional legitimamente eleito - foi expulso de uma cerimónia oficial porque pediu para falar. Que o protocolo não lhe dê a palavra, ainda vá que não vá. Que a resposta seja "Levem esse senhor para fora da sala" é inadmissível e digno dos pergaminhos da pior das ditaduras, seja ela de direita, de esquerda, ou de loucura absoluta, como é o caso. Mas afinal, tudo tem uma explicação. A cerimónia não podia atrasar-se porque o AJJ tinha de ir condecorar a tia.
Nos Açores, Carlos César vai-se embora. Não é de livre vontade, mas não tem outro remédio. Sem profissão nem habilidade, pediu a reforma antecipada. A Caixa Geral de Aposentações negou-lhe o pedido. Passou então ao plano B: escolheu um sucessor - vou repetir: escolheu uma pessoa - que há-de retribuir com um gesto benevolente, com certeza. Até porque a intenção do escolhido Vasco Cordeiro foi bem clara: "Comigo, a principal preocupação é ter o melhor projecto para servir o Partido Socialista".Ups! Enganou-se...! Era para servir os Açores, ainda emendou antes de o repórter da SIC Notícias desligar a câmara.
Um bom politico é aquele que sabe quando se deve retirar, percebeu senhor Jardim?
Quando foi publicada, já há algum tempo, esta notícia, ainda o FMI não se encontrava, oficialmente, no nosso país.
Na altura, mesmo compreendendo a importância da arte na vida de todos nós, fiquei perplexa com a ideia de ter, na mesma ilha do arquipélago dos Açores, dois centros de artes, um, em Ponta Delgada, "orçado em cerca de sete milhões de euros" e o outro, na Ribeira Grande, com um "preço-base do concurso de construção" de 12,9 milhões. E mais perplexa fiquei quando percebi, a fazer fé no que era dito na notícia, que se tratava de uma "disputa de protagonismo" entre a presidente da Câmara de Ponta Delgada, eleita pelo PSD e líder regional daquele partido; e Carlos César, presidente do Governo Regional, eleito pelo PS.
Num dia em que os discursos oficiais, proferidos no âmbito das comemorações do 25 de Abril, tanto referiram a importância de unir esforços para responder a problemas comuns, gostava de saber, agora que as contenções chegaram a grandes projectos, se ainda se mantêm estas duas intenções.
Cavaco Silva considerou que a acção de Carlos César, compensar a redução salarial de 3 mil funcionários públicos nos Açores, pode ser inconstitucional.
Embora a intervenção de Cavaco Silva pareça acertada, temos de recordar que a sua magistratura de influencia só aparece quando se trata dos Açores. Já as acções de Alberto João Jardim são tratadas com uma magistratura de influencia tão discreta que ninguém, nem mesmo o visado, a sente.
Sim, a compensação que o Governo Regional dos Açores vai dar aos funcionários públicos até podia ser de cinco cêntimos, mas continuaria a ser uma pouca vergonha. Se no Continente o Estado vai, diga-se que erradamente, reduzir o salário dos funcionários públicos, não pode Carlos César anunciar assim tão claramente que os Açores não puxam a carroça. Além disso, como diz o povo, ou há moralidade ou comem todos.
Para quem não sabe, eu informo, todos os anos cerca de mil portugueses detidos no estrangeiro recebem um cabaz de Natal enviado pelo Estado português. É apenas um cabaz simbólico que inclui produtos de higiene. Este ano o Estado português, devido à famosa contenção orçamental, vai cortar o envio desse cabaz.
Compreende-se perfeitamente este corte. Portugal tem de apoiar quem realmente precisa e assim cortar estes luxos. Em vez de enviar a esses hospedes de prisões de luxo, como são principalmente as da América Latina, esses presentes, devemos sim ajudar o governo regional dos Açores a garantir votos. O governo de Carlos César vai compensar os funcionários públicos dos Açores, que ganham entre 1500 e 2000 euros, evitando assim a redução de 5 por cento prevista no OE. Temos de ser uns para os outros.
Segundo o DN nos Açores os computadores que o estado subsidiou estão a ser vendido a 5 euros. Será que esta situação não merece um investigação profunda ás causas ? Ou então o estado lava as mãos como de costume, não vá descobrir que nos Açores existe fome e profunda pobreza !
Com tanta falta de ar, temos que mudar de ares rapidamente ! Ainda corremos o risco das botijas de oxigénio esgotarem ! Ele é a falta de ar na Madeira, no continente agora chegou também aos Açores. Temos urgentemente de trazer médicos de outras paragens sob pena de ficarmos todos asfixiados !