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Eles, escarram para o chão, atiram a beata do cigarro para qualquer lado, estacionam no lugar do deficiente há falta de melhor, fogem ao pagamento de impostos sempre que possível, tendem para a eleição de personagens de carácter dúbio. Eles são portugueses, que enquanto atiram a beata para o chão dizem: "na Suiça não se vê uma única beata no chão".
Eu gosto de ser português, pese a nossa tradicional tendência para a eleição de personagens de carácter dúbio, pecador me confesso neste capítulo. Somos acolhedores, generosos, mas, muito ingénuos. Falta-nos capacidade critica, ou melhor, falta-nos passar para a prática as discussões inflamadas que se têm pelos cafés de norte a sul. Nessas discussões, invariavelmente, revelamos o nosso choque perante as noticias que dão conta de um polvo com cada vez mais tentáculos que vai asfixiando o nosso país. "Na Suiça é impensável eleger uma personagem dessas".
O polvo, nunca precisa de explicar muita coisa ao povo. O povo crê no seu clube. Só o clube adversário compra árbitros, casas e passes em paraísos fiscais. No seu clube, reina a transparência, mesmo que a realidade se revele cabo verdiana para uns e oculta para outros. Os tentáculos do polvo, não são apenas rosa, são alaranjados e têm também tons de azul. O mesmo azul do mar, por onde navegam majestosos submarinos, por entre cardumes de robalos. O povo nunca condena o seu polvo. Estende-lhe antes a mão em cada arruada, algo que "na Suiça é impensável".
O povo tem amanhã uma hipótese de redenção. Basta-lhe, sobrepor, a cidadania, a esta espécie de oligarquia. Basta-lhe não ser Alegre, nem passar Cavaco ao Chico. Basta-lhe voltar a ser Nobre, como outrora o foi.
ps: dedicado ao emigrante suíço que ontem ouvi criticar a sujidade das nossas ruas, enquanto escarrava e atirava a beata do cigarro para o chão.
Nada mais camaleónico que a política e que os velhos dinossauros da política teúda e manteúda como encosto para boas sonecas à pala do Erário. Manuel Alegre, para acabar em beleza num belíssimo atestado de óbito à sua campanha, apelou, no meio dos mais batoteiros agentes políticos em três décadas, Primadonna, Almeida Tachos, a que não se fizesse «batota» tendo em conta «uma certa sondagem» perante a qual disse ter tido o mesmo sentimento da noite em que foi anunciada a «pseudo derrota» de Humberto Delgado. Patético! O cerne está noutro ponto do qual se desviam e desviam as atenções: incompetentes, ávidos, desonestos, mentirosos, opacos, estiveram ao leme nos últimos seis anos e agora andam de calças na mão a ver se escapam à evidência dos seus desmandos, correndo angustiados contra o tempo a ver se com o tempo tapam os seus buracos e arejam os seus lixos. Continuem a votar neles!
Favas contadas no que respeita à reeleição de Cavaco, Vera Jardim e outros da tribo desastrosa-PS [exceptuando Correia de Campos, que defende e aprova Cavaco e para quem Alegre não conta] não escondem o desconforto e o medo que o segundo mandato promete, lição aprendida ao interventivo Soares, grande promotor da indignação metediça, dos recados vexatórios, do embaraço desabrido. Muito medo. De quê? Da verdade. Nada mais perigoso que a verdade acre e negra deposta nas mãos da turba em rebelião generalizada ao olhar para o poder PS nas suas formidáveis mentiras, no seu lustroso caos, no seu pantanoso e viscoso leiloar Portugal, no apodrecimento ético, rasura aos mínimos de decência na vida pública, exercício onde nada é claro, nada é certo, nada é fiável. Quinze anos de socialismo para o qual tudo é clientela, tal como para Pumba tudo é gás. O desígnio do PS mostrou-se absoluta e exclusivamente clientelar, directório dos amigos, serviço estrénuo aos "nossos". Por isso mesmo, venha ou não venha Cavaco a abalar o poder putrescente socialista, a família cardume, manada, matilha, já reage com a habitual patada preventiva, uma vez que ninguém os pode contestar nem revelar a sua incompetência. Nem povo. Nem demais partidos. Nem força viva nenhuma. Nem Presidente eleito directamente pelos portugueses. Governar com os pés até ao fim.
Uma grande massa de portugueses ainda não percebeu as consequências de ter sido mesmo enganada, absolutamente atraiçoada, tragada e traída, nas últimas legislativas. Uma lógica de latrocínio político impenitente fez-nos perder décadas, desbaratando especialmente os últimos seis anos de rapina desbragada, corrupção infrene, incúria sistémica. Agora, o socialismo rapace anda, aflito, a vender, nas arábias e nas chinas, a preço de saldo, o que resta do seu admirável serviço destrutivo do País: vão-se os anéis, vão-se os dedos, dão-se os cus. Reconhecidos, os portugueses preparam uma esmagadora abstenção no próximo dia 23. Saqueados por cem, saqueados por mil! Que Alegre perca e desapareça será bom para Sócrates. Que Cavaco ganhe de um ganhar fraco será ainda melhor para Sócrates. Mas o bem supremo para ele será sobretudo a tal forte abstenção demissionária, suicidária, que fez milagres nas últimas legislativas. Só um Povo conformado com corruptos se abstém! Só um Povo sucessivamente encornado na política do amiguismo perdulário e miserando, obra parida pela praga socialista, se abstém. Só um Povo rendido e desinformado fará de Domingo dia do supremo orgasmo político: tê-lo-ão o Primadonna e o seu bando bandido, gente que medra na indiferença geral, gente que emerda Portugal.
Estou siderado. Pelo visto, a hora de ajustar contas com Cavaco chegou: fá-la essa horda de cabrões calados em face de toda a porcaria que o socratismo engendrou, incluindo o descalabro económico-financeiro em decurso. Nem nisto, nestas presidenciais, este náufrago País se federa e se une no essencial porque as paixões partidárias, reles e imorais, sobrelevam o urgente e mesmo Cavaco porque não une é o demónio bíblico da fractura, da ruptura, da contradição. À falta de melhor alvo e saco de pancada, caem sobre ele-Cavaco as vozes de merda de uma vasta maralha de filhos da puta, coniventes com o pior do pior, o péssimo absoluto para Portugal e os portugueses, e Cavaco, esse demónio silencioso com o socratismo, está apenas por isso sob a irracionalidade da hora. É bem feito para Cavaco. Tanta covardia. Tanto silêncio. Tanta prudência. Merece-o. Sempre que não comenta seja o que for, irrita que espera separação de águas. Merece todos os castigos que o caustiquem, como acontece agora mesmo, mas apenas pela extensa conivência com as merdas socratistas e não pela asneira dos negócios no seio do sórdido lupanar BPN. O resto é zero. Voto em Nobre desde que não embarque no reles caminho de Alegre e dos demais. Cavaco será reeleito sem espinhas apesar destes borrifos de estrume e imoralidade na campanha. Resta saber se por quarenta se por setenta por cento precisamente pelo mesmo motivo.
Não há nenhum blogue mais leal e pretoriano em relação ao Governo-PS e a Sócrates que o Corporações. Ali, o tesão protector do inominável. Ali, a estrema-estrume do insulto ridicularizador ou do podrezinho levantado a quem levante ondas anti-Governo-PS. No entanto, contra quem o blogue se haveria de de encarniçar, com genial ironia e humor inultrapassável? Quem? Contra Alegre. Se o verbo socratear entrou na língua portuguesa significando o que significa, deve-se em grande parte a palavras e actos de uma comovente lealdade como estes: «Pois é, de Manuel Alegre seria de esperar tudo — menos isto. Cantar Che Guevara em poesia, desancar o PS, caçar perdizes ou coelhos em ambiente bucólico, declamar com voz grave Os Lusíadas, etc., etc., etc., é habitual e ninguém se surpreende. Mas, no meio de tudo isto, Manuel Alegre ainda ter tempo para nos alertar para os perigos de salvar bancos, quando por “um par de Purdeys” (as Roll-Royce das espingardas) andou a cantar loas ao banco de João Rendeiro, mostra um amor desmesurado pela caça — e uma profunda convicção de que em política não há memória.» Miguel Abrantes who-ever-he-is
Todos os políticos portugueses são honestos. Nós não. Nós, povo português, somos estúpidos. Apreciamos o estilo do vizinho que foge aos impostos, tentando seguir-lhe as pisadas, ao invés de, reprovarmos o comportamento. Da mesma forma, adoramos, o politico que de forma veemente, clama pela sua honestidade, mesmo sabendo que ele não é nem nunca foi honesto. Cavaco é honesto. Dias Loureiro também o é. Sócrates também, diga-se. Eu? Só de vez em quando.
Ninguém lucra 140% com acções não cotadas em bolsa, a não ser através de um esquema fraudulento. Os lucros que Cavaco obteve, ajudam, de certo modo, a explicar o colapso do banco. Uns lucraram, o que outros pagam agora indirectamente. É normal que Cavaco não explique nada, já que isso implica expor quem lhe financia as campanhas. Isso seria um tremendo incómodo, afinal a campanha está orçada nuns consideráveis dois milhões de euros.
O BPN, a maior fraude alguma vez levada a cabo em Portugal, tem sido um caso abafado, na nossa comunicação social. Tal, demonstra a falta de independência dos meios de comunicação, para com o poder politico e económico. É incomparavelmente inferior, o interesse revelado pelos meios de comunicação social, acerca do caso BPN, com o interesse e o volume de noticias acerca do caso Freeport. Se no Freeport, se falavam em alguns milhões de luvas, no BPN temos alguns mil milhões de prejuízo. Há uma clara diferença nos números...
Que me perdoem os puristas, mas, toda esta falta de interesse pelo BPN, revela tão e somente, que colunistas, jornalistas, mas acima de tudo as administrações dos principais órgãos noticiosos, são claramente facciosos, estando entrincheirados entre, a simpatia pelo populismo que os levou a desconsiderar as contrapartidas no caso dos submarinos e o conservadorismo fraudulento que os leva a pura e simplesmente esquecer o papel que figuras de revelo do "cavaquismo", tiveram na gestão ruinosa e criminosa, de uma instituição financeira de dimensões consideráveis.
O debate aberto ontem, pelas 20h30m, entre Cavaco e Alegre não me suscitou particular interesse. Sabia que, pelo Twitter, acompanharia o que tivesse de acompanhar, tendo a RTP1 vagamente como ruído de fundo. Mais tarde, faria uma revisitação à coisa, muito por alto, através da SIC-N. Pois bem, o re-candidato reelegível Cavaco mostra-se infinitamente profissional nestas coisas, fundamenta-se muito bem: a gestão governamental do dossiê BPN tem sido displicente, inepta e arrastada na proporção da abundância de casos a envolver o Primadonna. Nada como ter a podridão do BPN por arma de enlamear e conspurcar o PSD/Cavaco em retaliação pela longa lista de nojos socratinos foçados pela imprensa. Cavaco parece determinadíssimo em reeleger-se: fresco como uma alface, remoçado, combativo, remete os oponentes para as suas imensas páginas na Internet. Sigh! Zero. Alegre há muito que se neutralizou até ao limite do inofensivo. Zero. Um e outro sob esta exposição proporcionada pela disputa presidencial estarão sempre em perda porque um e outro calaram de mais ou imobilizaram-se de mais perante a péssima Governação na execução orçamental, impotente a federar os cidadãos, daninha porque sem frugalidade e auto-exigência no exercício de funções. Havia uma marcação cerrada a fazer a um Governo que não deu o exemplo, não apontou uma linha de rumo sério de saída para a Crise, dada a sofreguidão exclusiva pela manutenção do Poder a todo o transe e a trabalheira na sufocação manhosa dos negros casos do PM, Face Oculta incluída. O País perde com um pessoal político demasiado mesquinho, dedicado à fachada e a si mesmo, ultramentiroso, com um olho cavo nas sondagens e outro, o do cu, ocupado nos largos lixos deixados para trás. Votar massivamente em Nobre será a nossa última oportunidade cívica para higienizar a vida pública nacional para além do velho e rançoso sistema corporizado por Alegre e por Cavaco, faces da mesma indiscutível má moeda. Votar é Nobre!
1. Porcalhentamente, os socialistas querem sangue nestas presidenciais. E é logo a fedente Edite a exigi-lo. Estaria tudo bem, desde que dessem o exemplo e sangrassem eles também. Mas não. Óbice supremo às medidas anticorrupção, flácidos comtemporizadores do sr. merdas-mil, Primadonna, a vaidade mais devastadora em detrimento do País, os socialistas querem que Cavaco dê explicações sobre o modo como negociou acções da SLN. Não estou contra. Desde que o cerne corrupto, incompetente, maligno e malévolo, chamado socratismo, faça exactamente o mesmo, que não fez, nunca, quanto à extensa lista de lixos que a PGR tem inumado de modo sorna e sistemático. 2. Nobre, o meu candidato, bem poderá denunciar isto mesmo, essa porca e cínica dualidade socialista, se for o homem que tem sido, o único com um discurso anti-Sistema, o único que nos espelha a todos, enteados menores da partidocracia e suas prostituições e traições ao bem comum. Aguardarei por isso. Espero que não tenha de esperar sentado.
No prostíbulo da Europa, decorre uma pré-campanha eleitoral, que tem suscitado na população, menos interesse que um reality show, de uma estação televisiva que prima pela (má) qualidade dos seus conteúdos. Cavaco, não precisa sequer de fazer campanha. Não necessita sequer de forçar um sorriso, que ajude a disfarçar a sua enfadonha expressão. As enfadonhas campanhas dos seus adversários, estão a encarregar-se do resto. Nobre já perdeu o embalo. Alegre nunca o teve. Sobre os restantes nem uma palavra.
O mandato de Cavaco Silva, pode ser resumido às suas escolhas, para conselheiros de Estado. A Dias Loureiro sucedeu Vítor Bento. Vítor Bento pode não parecer tão "pornográfico", quanto Dias Loureiro, mas, só na aparência. No conteúdo é igual. Vítor Bento defendia já em 2008 cortes no salário mínimo. Calculo, que este conselheiro de Estado, veja o aumento do SMN, para os 500€, em Outubro do próximo ano, como uma loucura. Eu concordo com ele. Deve ser de ir à loucura, viver com 500€ por mês. 38% da população activa do Norte do país, vive essa loucura. No entanto destes 38%, muitos são aqueles, que vão optar pela obscenidade de votar no homem, que dispondo de estabilidade politica, conferida pela maioria absoluta e dispondo de condições financeiras, nada fez no sentido de reformar o modelo económico do país, limitando-se a uma politica de privatizações obscena e pornográfica.
Os 500 €, não acrescentam nada, nem farão o país mais competitivo. Também não irão retirar do limiar da pobreza os que hoje vivem com o SMN. A oportunidade de ouro de reformular todo o sistema económico do país, que continua a basear-se, em mão de obra pouca qualificada e mal remunerada, foi desbaratada pelos Governos dos últimos 25 anos. Hoje não passamos de um país prestador de serviços, onde pouco se produz, mas muito se gasta. Resta saber, por quanto tempo mais.