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Espera, há de passar-se alguma coisa!

Assim traduzi Warte nur, es passiert schon was, o título de um livro de contos (os contos, no seu regresso triunfal), agora publicado na Alemanha, do autor e jornalista grego Christos Ikonomou. E de que tratam estes contos? Da atual crise grega. As personagens deixaram de ser donas da sua vida, porque os seus destinos pouco contam na política dos burocratas de Bruxelas, obcecados por números. Como Takis, por exemplo, que perdeu a mulher há pouco tempo e não consegue sustentar sozinho os dois filhos, apesar de ter dois empregos; ou um casal, que já não consegue pagar a renda de casa e será, em breve despejado - enquanto o homem se limita a embebedar-se, enfiado na cama, a mulher, cansada, põe-se em divagações sobre o fracasso das revoluções; ou os reformados, que se encontram numa longa fila de espera, em frente de um consultório médico, e começam a discutir uns com os outros sobre coisas sem importância, na sua necessidade de descarregar as suas frustrações.

Trata-se de gente sem esperança, gente que se sente traída, depois de uma vida de trabalho e de sacrifícios.

Christos Ikonomou ganhou, em 2011, um prémio literário na Grécia. Os alemães acharam o seu livro digno de ser traduzido e publicado no seu país, cujos cidadãos não fazem ideia do que se passa na Grécia, em Portugal e na Espanha. Quem comprar este livro, ficará mais informado.

 

E sobre o que escrevem os autores portugueses?

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O FMI é isto mesmo!

por Eduardo Louro, em 06.06.13

 

O FMI reconhece que errou na Grécia. E acusa a Comissão Europeia de incapacidade. E até mentiu no valor da dívida grega...

Também por cá, como se sabe, já tinha reconhecido ter errado nos cálculos dos efeitos dos cortes orçamentais, depois de já ter errado no chamado efeito multiplicador da austeridade...

Passou-se alguma coisa? Rolam, rolaram ou rolarão cabeças?

Não. O FMI é como o futebol: é isto mesmo!

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E agora já somos a Grécia?

por Ana Lima, em 29.11.12

Desde há alguns meses, anos mesmo, se tem ouvido, insistentemente, tanto por parte de organismos internacionais, como de membros do governo português e de outras entidades, que Portugal não é a Grécia. Agora, que as condições de financiamento da Grécia estão a ser "aliviadas", já não se ouve essa frase, antes pelo contrário. Mais uma ilustração de como estamos tão longe da união nesta União. 

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Democracias ...

por João António, em 29.10.12

Na democracia em que a Europa mergulha, existem complexidades que não devem ser exploradas . Sim, porque apanhar pérolas é só para alguns, porque a esmagadora maioria irá continuar a apanhar as cascas ...

A polícia grega prendeu hoje Kostas Vaxevanis, o jornalista que tornou pública a existência de uma lista com 2059 nomes de gregos milionários com dívidas ao fisco, diz o jornal "Greek Reporter".

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 18.06.12
Louçã considera o resultado na Grécia uma lição para a troika . Como?

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Na Alemanha, foram publicados os resultados de uma sondagem levada a cabo pela revista grega “Epikaira” sobre como os gregos vêem os alemães. Foram entrevistadas 800 pessoas e 79%  consideram que o papel da Alemanha na Europa tem sido negativo. 81% têm uma opinião desfavorável sobre Angela Merkel e só 8,6% manifestaram simpatia pelo seu país. 30% associaram mesmo a política alemã actual com a época do nazismo, 77% disseram que a Alemanha tencionaria construir um quarto “Reich” e 32% associam, de imediato, este país com Hitler e o seu Nacional-socialismo.

 

Estes dados chocam os alemães por completo! Afinal, diz-se aqui, os Ministros das Finanças da zona Euro acabaram de decidir um novo pacote de ajudas para Atenas no valor de 130 mil milhões de euros. E espanta o facto de, sendo a Alemanha o país que mais crédito disponibiliza, esse investimento não contribua para aumentar a simpatia dos gregos em relação aos alemães.

 

Como vemos, um diálogo de surdos, um radicalizar de posições, que me começa a preocupar. Algo vai muito mal nesta nossa Europa!

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Começo a ver-me grego com a crise...

por Nuno Raimundo, em 10.02.12

Tenho para mim que a situação na Grécia é um balão de ensaio para algo maior...
Com o despedimento de cerca de 150.000 func. públicos até 2015, o sistema grego vai paralisar. Como pode um país funcionar se depois não tem gente para  por o "sistema" em marcha?
Será através do corporativismo, e através do outsoursing que os mesmos serviços serão realizados?
A crise financeira não pode servir de desculpa para tudo e muito menos para se implementarem modelos neoliberais, que a curto prazo resolvem problemas financeiros, mas que provocarão uma "revolução" social no modo e modelo de vida da população. Esse erro sistémico já foi por variadas vezes feito, e a única coisa que produziu foi riqueza para uns e pobreza para os demais.
Será isso que querem fazer?

Tanto que a diminuição do salário mínimo, do subsídio de desmprego é tão grande face ao modo de vida grego, que o risco de emigração será enorme; e quando na Europa se assiste a uma corrente emigratória enorme, para onde puderão ir os gregos? Para Portugal? Para Espanha?

Também esses países vivem os seus "dias do fim" com os seus problemas internos.

Por enquanto o caos financeiro grego ainda não chegou às suas ruas, apenas se têm observado várias manifestações com alguns confrontos pelo meio, mas ainda não se descambou numa anarquia total, mas a mesma aparenta estar para breve.

Está claro que o modelo grego faliu, e com ele o euro está abalado nas suas raízes.

Mas a Grécia ( e a Europa) não podem ficar reféns de países como a Alemanha e a França, também eles não cumpridores do Tratado de Lisboa.

Por isso se a Grécia arrastar com ela os países latinos europeus, ambos (Alemanha e França) ficarão sozinhos num euro cada vez mais desvalorizado.

E o que fazer? Criar uma nova moeda? Mudar os sistemas políticos conhecidos como o são atualmente na sua forma?

A ideia será mudar mentalidades e formas de vida. Mas para isso a população terá de empobrecer, se forem seguidos os moldes que se pretendem.

Mas se isso acontecer, na prática iremos regredir ao início do século passado. E essa regreção não pode ser tolerada.

Por isso, o liberalismo agressivo que se tenta implementar e o corporativismo extremo que alguns ambicionam implementar, deve ser derrotado logo na sua raiz. Não pode o Povo se resignar a essa regreção.

A história já nos demonstrou por várias vezes que povos com fome são perigosos, e como tal, o que se afigura nos próximos tempos não me parece que sejam tempos pacíficos. Os gregos já demonstraram o seu descontentamento, os portugueses e os espanhois também já se manifestaram. O que esperam os restantes europeus para que a crise lhes bata à porta, e juntamente se tentem organizar para derrotar estas políticas que só trazem pobreza.

Enquanto estivermos às ordens alemãs e francesas e sob o jugo bancário, não nos conseguiremos libertar. Bem o fez a Finlândia e que já se encontram em evolução, lenta, mas evoluindo.

De facto, não sei o que devemos fazer, mas não pudemos continuar a sermos mansos e a criticar o vizinho porque ganha mais ou tem isto ou aquilo, quando o que interessa "combater" está muito acima do que é superficial.

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O Inverno da Europa

por Daniel João Santos, em 18.12.11

Existem noticias que são difíceis de comentar. A própria noticia diz tudo e deixa-nos sem palavras:

 

Os professores na Grécia estão preocupados com os vários casos que se têm registado nos últimos meses de alunos que desmaiam nas escolas por fome e desnutrição, e já alertaram as autoridades para o caso.

O primeiro ocorreu há cerca de um ano e a ele seguiram-se mais denúncias de professores, que garantem que alunos seus estão na escola até às 16h00 sem comer todo o dia.

Os meios de comunicação deram conta do caso, mas as notícias foram catalogadas de exageros jornalísticos até que, há cerca de duas semanas, um rapaz de 13 anos desmaiou num colégio da Heraklión, a capital da ilha de Creta.

Quando a directora avisou a mãe, que trabalha a tempo parcial numa empresa municipal e tem quatro filhos, ela disse que a sua família não comia nada há dois dias. (Publico)

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A piada seca que se impunha fazer

por Daniel João Santos, em 25.11.11

Entre Maio e Outubro foram reportados 61 casos na Grécia, o maior surto desde a erradicação da doença na Europa. Especialistas afastam hipótese de o mesmo vir a acontecer em Portugal.

 

Eu estava para fazer uma piada, mas para além de seca era demasiado evidente.

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 17.11.11

A missão da Comissão Europeia, do FMI e do BCE considera desejável que os salários do sector privado sejam reduzidos, em linha com os cortes feitos no sector público.

 

Porque será que esta gente insiste para que Portugal siga o mesmo caminho da Grécia?

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