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Rosa das rosas e fror das frores,
dona das donas, senhor das senhores.
Rosa de beldad' e de parecer
e fror d'alegria e de prazer,
dona em mui piadosa seer,
senhor em tolher coitas e doores.
D.Dinis - Cristina Torrão - Ésquilo
Alguém é capaz de me explicar como é que neste momento paramos a implementação do Acordo Ortográfico sem prejudicar todas as crianças que já estudam por ele?
Acreditam que se pode fazer um reset nas crianças e começar outra vez?
Diz ali uma noticia que recém-empossado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna, na qual dá instruções aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico (AO) e para que os conversores - ferramenta informática que adapta os textos ao AO - sejam desinstalados de todos os computadores da instituição.
Ainda bem que o senhor Vasco Graça Moura tem a liberdade de fazer estas coisas, mesmo que isso seja péssimo.
Infelizmente eu não tenho a possibilidade de ter tal liberdade. Sim, como tenho aqui um assessor de sete anos que anda a aprender segundo o Acordo Ortográfico, sou obrigado a acompanhar a coisa para que nos possamos entender.
A RTP, no seu Telejornal em direto, fala do Egito e da enorme revolta que está a acontecer nesse país. As imagens mostram a ação de uma população inteira contra o sistema instalado.
A RTP, no seu Telejornal em directo, fala do Egipto e da enorme revolta que está a acontecer nesse país. As imagens mostram a acção de uma população inteira contra o sistema instalado.
O 2711 vai lançar um amplo debate interno sobre a entrada em vigor do novo acordo ortográfico em Janeiro do próximo ano.
Os acordos ortográficos, que incidem apenas sobre a forma como grafamos a língua e não como a usamos, não visam a normalização linguística, nem procuram acompanhar a evolução da língua.
Desse modo, continuarão a existir diferenças entre Portugal e Brasil. Por exemplo: facto em Portugal, fato no Brasil.
O acordo que entrará em vigor em Portugal em Janeiro de 2011 é um instrumento jurídico e politico que permitirá aos países da CPLP grafarem a sua língua numa forma comum e juridicamente válida em todo o seu espaço.
O maior produtor nacional da palavra escrita, o grupo RTP, prepara-se para aderir ao acordo a partir do instante em que este entrar em vigor, forçando o seu hábito e a sua interiorização por parte dos falantes em português no espaço nacional. Uma forma de cumprir as suas obrigações de serviço público.
Conheça o acordo aqui.