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Sinto-me incomodado. Sinto-me incomodado por viver num país onde as dificuldades dos portugueses são permanentemente relegadas para segundo plano.
Sinto-me incomodado, por ter uma comunicação social que se especializou no "anti-Sócretismo", no mal dizer, no escândalo como fonte de obtenção de receitas.
Incomoda-me que parte do povo Português que votou CDU ou BE, neste momento esteja fortemente inclinado a votar PS, como uma forma de dizer basta!
Sinto-me incomodado, que essa tendência de voto não seja por opções politicas, não seja assente num construtivismo saudável, ao invés, seja uma forma de assumir um posição nesta guerra civil cujo belicismo das palavras anuncia serias rupturas na sociedade Portuguesa.
Sinto-me incomodado por ver a direcção do maior partido da oposição, o PSD, continuar a fomentar estes escândalos, sem pejo de se imiscuir no mundo degradante dos queixosos.
Sinto-me incomodado por ver altos agentes da justiça a dar justificações do seu trabalho a sedentos jornalistas, os últimos a respeitar a instituição.
Sinto-me incomodado por me sentir incomodado, não com o que me deveria preocupar, não com as políticas económicas, não com a crise social, mas com a crise de valores, de ética no Jornalismo Português, esse mesmo Jornalismo do tudo posso porque tudo quero, e nada me detém porque tenho do meu lado a tal da liberdade de expressão.
Estou convencido que Sócrates é perseguido por um enorme azar. O PM está sempre nos locais errados à hora e errada.
. . . O primeiro editorial do Público após a saída de José Manuel Fernandes alerta os leitores para a existência de “pequenas diferenças” que exprimem o “novo começo” do jornal. Os editoriais “deixam de ser assinados” e passam a “expressar o pensamento da direcção e do jornal”, uma espécie de “artigo de opinião do jornal como instituição”.. . .
"Sindicatos britânicos aprovam moção contra saltos altos"., a notícia é do DN. Como a preguiça impera, a leitura dos artigos depende mais do título apelativo e da extensão do artigo, do que do seu real interesse. A partir deste título e só dele, retém-se uma informação simples. Na GB os sindicatos têm uma mala pata contra os ditos, saltos. Lendo o artigo conclui-se que é, na realidade, a obrigatoriedade de usar os ditos que está em causa. Afinal exactamente o contrário daquilo que a parangona sugeria.