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Nascida na Hungria mas com uma vida dedicada ao cinema e à televisão nos EUA, Zsa Zsa Gabor, de 93 anos, encontra-se previsivelmente perto do final da sua vida. Para além do mundo do espectáculo a sua vida privada foi acompanhada pelo público a quem ela brindava com imensos motivos de conversa. Casou 8 vezes. O último casamento dura há 24 anos, um número nada pequeno. Dela conhecem-se algumas afirmações, meio brincadeiras, meio conselhos que merecem, pelo menos, um sorriso, ou um aceno de cabeça cúmplice:
“Sou uma óptima dona de casa: quando me divorcio fico com a casa”
“Divorciar-se só porque já não se ama o marido é tão idiota como ter casado só porque o amava.”
“Um homem apaixonado está incompleto até casar. Quando casa, acaba.”
“Não sei nada sobre sexo porque estive sempre casada.”
“Quantos maridos tive? Quer dizer, tirando os meus?”
(encontradas aqui)
Enquanto isto a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos (a minha idade), acusada de adultério (e depois de homicídio, dizem que com base numa confissão obtida sob tortura), continua a correr um grande risco de ser executada por lapidação no seu país.
Ashtiani foi considerada culpada em 2006 de ter “relações ilícitas” com dois homens e desde então está presa. Aqui as regras civis e religiosas consideram o sexo consensual entre adultos, fora do casamento, como um crime punido com a morte.
Recentemente também, no Afeganistão militantes talibãs apedrejaram até à morte, numa execução pública, um jovem casal por adultério. Ele, de 28 anos deixou a mulher para fugir com outra de 20 anos que, por seu lado, estava noiva de outro homem.
Outras mulheres, nestes ou noutros países, encontram-se na mesma situação.
Exemplos de como, em termos históricos, a relativização dos acontecimentos é fundamental. Cruzarmo-nos no mesmo tempo histórico é bem pouco se não tivermos em conta a coordenada espaço. É por isso que, num mundo tão pequeno como o nosso, mas tão grande na variedade de reacções às mesmas realidades, os gestos que fazemos também contam. A pressão internacional é, até agora, uma das poucas armas que existem. É por isso importante usá-la. As petições, as manifestações estão largamente divulgadas. Não faz sentido ignorá-las.
(Ver, por exemplo, aqui.)
Depois de uma invasão ridícula do Iraque, uma permanência muito para além do desejado, está de facto na altura dos EUA regressarem a casa... isto se não arranjarem mais um país para invadir pelo caminho.
Estes super-heróis são mesmo bons. Sim, descobrem mais depressa os perigosos meliantes de 6 anos, que "simpáticos" e idosos indivíduos.
Caro Rui, o primeiro engano até que se entende, quem não soubesse, o que era o caso, achava que os civis poderiam estar armados. No entanto, deveriam ter estranhado que aqueles "perigosos" homens armados não ligassem para o facto de estarem a ser observados por um helicóptero inimigo. Mais, o segundo ataque a uma carrinha que recolhia corpos é no mínimo bárbaro e covarde.
Nada, absolutamente nada, nem o calor da luta justifica uma ataque daqueles e ainda por cima utilizando balas anti-tanque.
Um dia destes vi na televisão os treinos dos comandos portugueses, que treinavam para irem para o Iraque.
Ainda gostava de saber porque razão Portugal enviou e continuará a enviar tropas para aquele país... quer dizer, para além do já habitual colocarmos este rectângulo em bicos dos pés.
O problema dos tripulantes do "Apache" americano foi o facto de ainda não terem treinados com as tropas portuguesas. Sim, para evitar confusões, tornando os exercícios realistas, os "terroristas" que participam nos treinos vestem-se de branco e usam um turbante na cabeça.
pelo que se entende, a personagem de ficção BIn Laden voltou a ameaçar os americanos.
Hoje é dia de eleições no (ocupado) Iraque. Umas eleições que servem sobretudo, para que os responsáveis pela politica externa dos EUA, nos atirem areia para os olhos, já que não restam dúvidas de que o Iraque, não reúne ainda as condições necessárias para a realização de umas eleições livres e justas.
A mim faz-me sempre confusão ouvir falar em eleições democráticas, em países ocupados e que estão a ser alvo de pilhagem aos seus recursos.
Que democracia é essa que os EUA pretendem implementar num país onde os únicos empregos existentes de momento, são aqueles que o próprio Estado (falhado) iraquiano tem para oferecer? Que autoridade tem um Estado, ocupado, que não é capaz de satisfazer neste momento as mais básicas necessidades dos seus cidadãos?
Aquilo que os EUA, se preparam para oferecer aos iraquianos, é exactamente aquilo, que os EUA ofereceram aos afegãos, um Estado corrupto e pró-americano, ou seja, um Estado que ignore o saque dos seus recursos energéticos e que ignore os problemas e angústias dos seus cidadãos. Os responsáveis pela politica externa dos EUA chamam a isso democracia, eu diria que criar Estados falhados é semelhante a criar anarquias, que é aquilo em que se tornou o Afeganistão e aquilo em que se vai tornar o Iraque.
Nelson Mandela, uma vez disse que: "Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia". Pois bem, tendo em conta as palavras de Mandela, eu diria que aquilo, que de momento os EUA têm para oferecer ao povo iraquiano é precisamente a concha vazia, porque a pérola que tinha dentro da concha, essa desapareceu.
Para o Iraque, hoje dia de eleições, poderá ser o inicio de um Iraque para os iraquianos. Será também a oportunidade para os EUA e aliados, conseguirem uma saída "elegante" da invasão executada sobre a liderança de Bush.
Umas eleições que são uma vitoria para um povo massacrado, que agora transporta as divergências para o plano politico. Só os habituais radicais continuam a fazer o seu pior contra o povo iraquiano.
Aqui, no ocidente moderno, muitos continuam a usar os Iraque como arma na sua cruzada antiamericana. O que se esquecem, esses mais acérrimos lutadores contra o papão americano, que existiu de facto ali um erro na invasão, mas dificilmente se pode olhar para o futuro com as costas.
Sim nem umas palavrinhas pelos antiamericanos que andam por ai e por aqui, sobre Obama e a redução do arsenal nuclear?
Falava ontem o Manuel sobre a desfeita de Obama não vir à Europa para a cimeira América-Europa.
A pergunta que se coloca:
- Se Obama viesse cá, mais propriamente ali a Espanha, com quem falava?
Existem demasiadas vozes na Europa, cada uma tentando ser mais protagonista que a outra.