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Só para relembrar o que queremos que seja um acontecimento irrepetível. Pela primeira vez, 65 anos depois da "Little Boy" ter sido lançada, os EUA estiveram lá. O Enola Gay, de facto, nunca deveria ter feito aquele voo. Nem o Bockscar, 3 dias depois.

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15 comentários

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De Daniel João Santos a 07.08.2010 às 08:49

sem duvida. Esta humanidade de vez em quando deixa de ser humanidade.
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De manuel gouveia a 07.08.2010 às 10:59

Quando é que Portugal vai a Wiriamo pedir desculpas? Porque nos preocupamos em arrumar a casa dos outros e ignoramos a nossa?
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De analima a 08.08.2010 às 01:17

Confesso que desconhecia, em particular, esse episódio de Wiriamu. Infelizmente todos os países que já estiveram envolvidos em guerras têm razões de sobra para pedirem desculpas. Portugal não é excepção.
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De manuel gouveia a 08.08.2010 às 10:20

Obviamente, Portugal só é excepção porque não os reconhece oficialmente nem pede desculpas. Ao menos a administração Obama corrigiu isso em relação ao Japão.
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De analima a 08.08.2010 às 01:15

E é tão fácil isso acontecer, Daniel.
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De manuel gouveia a 07.08.2010 às 10:57

Nunca percebi esta fobia cultural contra estes dois voos que puseram um fim abrupto a uma guerra que iria durar anos com um custo de vidas muito mais elevado. Os bombardeamentos em tapete, feitos pelos aliados sobre as cidades alemãs, técnica recentemente usada pelos russos na Tchetchénia, muito pouco diferem de uma bomba nuclear. Só matam mais lentamente. Só isso.
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De analima a 08.08.2010 às 01:24

De alguma forma compreendo o ponto de vista associado ao comentário. Mas a verdade é que, do que tenho lido, não existe consenso, entre os muitos historiadores que analisaram a questão e mesmo entre os políticos e militares envolvidos na altura nestes acontecimentos, sobre qual seria o rumo da guerra caso estas bombas não tivessem sido lançadas. Muitos defendem que a rendição do Japão já estava em marcha e até o General MacArthur terá dito, anos mais tarde, que não havia necessidade militar no uso das bombas atómicas.
Podemos questionar sempre a necessidade de existirem guerras. O pacifismo faz sentido se todos forem pacifistas. Em tantas alturas, ao longo da História, se provou que se não fosse a guerra males enormes teriam alastrado. E nas guerras, sabemos nós, felizmente não na primeira pessoa, que se cometem sempre atrocidades. Mas o uso de uma arma da qual não se sabia ainda bem quais os efeitos mas que se sabia de uma dimensão letal enorme e que atinge as proporções que estas atingiram não poderá nunca ter uma justificação razoável.
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De manuel gouveia a 08.08.2010 às 10:17

Não refuto a tua linha de argumentação até à conclusão final que me parece, desculpa, de uma ingenuidade atroz... como se quem decide uma guerra precise de uma justificação razoável, o que precisa é de uma mentira que todos engulam!

Apesar de não vir muito divulgado, não podemos ignorar o efeito que os bombardeamentos em tapete fazem a uma cidade. No seu centro a temperatura atinge um valor de tal forma elevado, que ao contrário da bomba atómica, se produz um efeito de implosão. A necessidade de oxigénio, suga a centenas de quilómetros, desde, restos de prédios em ruínas, a pessoas, animais e viaturas. As pessoas são apanhadas na sua fuga e sugadas de volta para o inferno de que julgavam ter escapado.

Não defendo a superioridade moral de uma em relação à outra, mas para mim são exactamente iguais e usadas para o mesmo fim, eventualmente nobre... eventualmente justificável, se nós o deixarmos.
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De analima a 08.08.2010 às 19:15

Em relação a arsenal militar já vi que me bates aos pontos :) Em relação à ingenuidade não precisas de pedir desculpas. Sim, tenho a minha quota parte mas também não prevejo que alguma vez tenha que decidir alguma coisa nesse domínio (pelo menos directamente). Se assim fosse, como também não tenho jeito para inventar mentiras que todos engulam...
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De manuel gouveia a 08.08.2010 às 19:43

Bem, o que não falta por aí são povos que mereçam ser bombardeados... e a melhor parte é que nem temos que ser nós a decidir.
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De João António a 07.08.2010 às 12:38

. . . há males, que existem por bem . . .
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De analima a 08.08.2010 às 01:25

E há males que existem por mal...
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De Joaquim Machado a 07.08.2010 às 18:08

Nada justifica o que se fez.
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De Ramiro a 07.08.2010 às 23:07

uma mancha negra que não se consegue remover.

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