por manuel gouveia, em 13.03.09
Recebo o funcionário com um sorriso, procurando manter o contacto ocular, e promovendo uma empatia que me permitirá ser assertivo em todo o processo da entrevista de avaliação.
- Como está Nunes? – cumprimento-o estendendo-lhe a mão.
- Já nos cumprimentámos hoje. – respondeu-me meio surpreendido.
Coitado do Nunes! Ele não percebe que eu tenho de estabelecer com ele uma comunicação motivadora e orientada para a acção. Que tenho que o questionar para empatizar, criando nele uma receptividade para aceitar as minhas explicações, com o objectivo final de estabelecermos um compromisso. Num diálogo construtivo, consistente e flexível, sem descurar a gestão emocional do mesmo. Que devo começar por explorar os seus pontos de vista, colocando perguntas abertas, concentrando-me nas suas respostas, sem o interromper, reformulando no fim o que me acabou de dizer para confirmar-lhe que percebi a sua mensagem. E tudo isto mantendo o contacto visual.
- Ó pá estes salamaleques todos são para quê? – interrompe-me o Antunes - Este ano isto está diferente, vai haver promoções?
- Promoções? Quando estamos em crise? – deixo-me rir – Não. Este ano não é diferente, é a mesma bosta de sempre. Só que a DRH vai fazer um inquérito sobre a forma como decorreram as entrevistas e eu não quero cá chatices…
a formação