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Há muito, muito tempo, Mário Soares inventou o direito à indignação, coitado. Era um direito selectivo e ainda é. Não abrange as porcarias do seu partido, da maçonaria, dos estelionatários do Regime. Só as outras. Hoje urge o direito à resistência. Resistir a quem? A Pinto Monteiro. A Vitor Constâncio. A Sócrates. Ao PS e ao PSD. Resistir como? Escrevendo. Exigindo. Babando e chorando, de modo incansável. Não podemos confiar Portugal a quem o serve mal e sobretudo porcamente. Não podemos confiar Portugal a quem o tem castrado e amarrado e silenciado, anaconda em abraço mortífero progressivo. Quem se resignar com isto não é Português nem ama Portugal. Bem vistas as coisas, o Regime está em estado terminal. Só um referendo ao Regime, inquirindo da restauração da Monarquia, clarificará os sentimentos e as inquietações dos portugueses perante o lodo escorrente. A tal iniciativa, a covardia dos interesses instalados objecta o que pode e obsta o quanto pode: «Há demasiada gente que, para salvar e ampliar a sua fortuna, para fugir a um embaraço, a um apuro, ou até por simples baixeza, adoração instintiva da força, venderia Portugal e o género humano, se é que os não venderam já.»