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Não há 1640 nenhum

por Eduardo Louro, em 13.11.13

Já estávamos habituados. Num relatório o FMI condenava a austeridade que prescrevera para Portugal, como se não tivesse nada a ver com aquilo. Noutro criticava a Alemanha, e chegava até a acusá-la de fazer excedentes à custa da austeridade que impõe aos outros.

No entanto, como parte da troika, nunca teve dúvidas. Nunca houve a mínima rotura, nenhuma quebra de coesão dentro da troika no que á imposição da austeridade respeitava. A imagem de alguma complacência e abertura do FMI, tantas vezes apregoada por muitos observadores, nunca resultou de outra coisa que não dos tais relatórios inconsequentes e contrastantes.

Poderia não se entender - e não se entendia mesmo - esta dualidade, mas era possível especular que uma coisa seria uma convicção serôdia e, outra, uma posição repartida num caminho que estava em curso, que não poderia ser unilateralmente alterada. O que não se entende é que, agora que do pós-troika apenas sabemos o que Pires de Lima e Rui Machete deixam cair, sem que da troika se saiba o que quer que seja, aí esteja mais um relatório do FMI, precisamente a continuar a carregar na austeridade atéao fim das nossas vidas!

O problema já não é um FMI bipolar. O problema é que eles continuam por aí. Continuam a mandar, seja lá como for: chamem-lhe segundo resgate, programa cautelar ou o que quiserem. Não há 1640 nenhum, pois não Paulo Portas?

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3 comentários

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De Diogo a 13.11.2013 às 21:51

Quanto mais é necessário para perceber que os Banqueiros Internacionais estão a sugar o país?

Quanto mais é necessário para perceber que os acólitos nacionais desses banqueiros – governantes, legisladores, juízes, e comentadores dos Meios de Comunicação (a base da pirâmide), têm de ser mortos?

Antes que todos nós caiamos na indigência?
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De Equipa SAPO a 14.11.2013 às 10:57

Bom dia,

Este post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

Atenciosamente,

Catarina Osório
Gestão de Conteúdos e Redes Sociais - Portal SAPO
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De Eduardo Louro a 14.11.2013 às 12:29

Obrigado pelo destaque.

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