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A grande vitória foi ...

por João António, em 30.09.13

Partidos que exaltam com vitórias fictícias e partidos que olham para os números e dizem que perderam ... são os mesmos que não querem olhar para os 47,4 %  da abstenção  ! Estes números é que deviam ser olhados e escalpelizados até ao ínfimo pormenor.

Este alheamento do povo nas eleições é um alerta para as esquerdas e direitas tristes !

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4 comentários

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De Bento Norte a 01.10.2013 às 12:11

A noite carregada e longa da lei eleitoral

O direito enviesadamente consagrado de intervenção cívica e de participação política dos cidadãos não devia estar sujeito a qualquer tipo de filiação ou obediência a grupos de interesses de caserna, como no exemplarmente indecoroso expoente da promiscuidade e compadrio traduzido na exclusividade da partidocracia cá do sitio.
Como vulgar cidadão eleitor, tenho ao longo do tempo tentado perceber por exemplo se há alguma lógica associada ao modo como é considerada e tratada a "abstenção" tanto no processo como na contabilidade eleitoral no nosso sistema político. Os diversos apelos de esclarecimento que tenho formulado tem sempre caído em saco roto. Para além de comentários em espaços on-line, já me dirigi directamente a órgãos de soberania, partidos políticos e comentadores conceituados. Os apelos ao exercício da cidadania parece não passarem de pura retórica quando nem sequer um pedido de esclarecimento passa na triagem dos poderes instalados e nas adjacências que lhes suportam os tabus , não dando admissão a objectos descartáveis a que em linguagem de corredor devem chamar índios. tal o desprezo que revelam por intrusos no circuito fechado onde se movem.
Continuamos a misturar abstenção com insondáveis razões de ausência nas urnas? Quem tem medo de um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto? Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso! Já tenho lavrado o meu surdo protesto não indo votar, por me estar vedada a possibilidade de presencialmente me abster querendo. Acham bem que a dignidade de uma civilizada, consciente e ponderada escolha seja obrigada a ficar na rua em corrente avulsa e depositada no cemitério de incertos sem lápide? Porquê tal discriminação em relação aos nossos deputados, que na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença? Porque um direito pode não ser exercido, então posso ir faltando até que veja por aí alguma explicação para as dúvidas expostas. Ou será que uma abstenção assumida presencialmente ao ganhar o estatuto de voto validamente expresso iria espremer e secar a fórmula e contas que protegem a comunidade de profissionais da política e da habilidosa maquinação orquestrada pela ditadura dos partidos?
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De João António a 01.10.2013 às 22:31

Essa é uma boa questão. Os poderes instalados não querem resolver porque não é do seu próprio interesse.

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