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Impressionante

por Eduardo Louro, em 30.09.13

Mais do que o fim dos dinossauros, e a derrota expressiva dos seus mais mediáticos representantes. Mais do que a derrota de Menezes e a vitória de Rui Moreira, no Porto, mais que a vitória do PSD (de Rui Rio, Miguel Veiga ou Paulo Rangel) sobre o PSD de Passos Coelho e da sua turma. Mais que a derrota dos aparelhos partidários, em Sintra, em Matosinhos ou em Braga. Mais que a derrota da política do vale tudo, em Gaia. Mais do que a vitória da CDU e a restauração do poder autárquico comunista. Mais do que a vitória do PS, comemorada por Seguro em ambiente pouco menos que fúnebre. Mais que a vitória de António Costa, que é mais que a vitória em Lisboa, e mais que a expectativa do que irá fazer com ela. Mais que a derrota do Bloco, incapaz de sobreviver à geração que lhe deu vida. Mais que a derrota de Jardim, e a confirmação do fim do dinossáurio jardinismo na Madeira…

Mais que tudo isso, impressiona que a vitória eleitoral para uma Câmara, e logo num município que está no topo dos índices de desenvolvimento humano no nosso país, tenha sido comemorada à porta de um estabelecimento prisional. Não menos do que tudo isso impressiona que, com tudo isto a fervilhar nas televisões e como a Ana bem dá nota, as audiências fossem lideradas pela estreia de mais uma casa dos segredos

 

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5 comentários

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De Daniel João Santos a 30.09.2013 às 22:06

foi, naquele caso, a isaltinação da inteligência coletiva de uma população embriagada pelo populismo.
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De Eduardo Louro a 01.10.2013 às 14:02

Daniel, isaltinar é isto mesmo, como diria Fernando Seara...
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De Ana Lima a 01.10.2013 às 02:02

É muito difícil imaginar como teria sido Oeiras nas últimas décadas se Isaltino não estivesse estado à frente da câmara. Os oeirenses não fazem esse exercício. É mais fácil acreditar que ele foi, como se dizia enquanto era do PSD, um autarca modelo. É porque se desconfia de todos os autarcas que se conclui que é melhor cometer crimes e ter um concelho com bons níveis de desenvolvimento do que não fazer nenhuma das duas coisas. É triste, pois é, mas os partidos que concorreram não apresentaram candidatos fortes (e não me digam que Moita Flores era um candidato forte só porque o seu nome era conhecido...).
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De Ana Lima a 01.10.2013 às 10:00

E é tivesse estado e não estivesse estado, claro! :)
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De Eduardo Louro a 01.10.2013 às 13:58

Ana, é atribuída a Otelo Saraiva de Carvalho, a esse propósito, a seguinte expressão: "Se roubando tanto ele fez tudo isto o que é que os outros fazem ao dinheiro?"

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