Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
É sempre com muito interesse que leio testes feitos por associações de defesa dos consumidores, como a DECO, pois o cidadão comum não tem meios para testar produtos, restando-lhe a confiança que deposita nas empresas que os produzem e nos rótulos que lhes colam. Subiste o perigo de nos venderem «gato por lebre». Por outro lado, muitas vezes, o barato não sai nada caro, o problema é que ninguém nos informa disso. Desde que, na Alemanha, se testaram produtos de beleza e descobri que os havia baratos tão bons como, ou ainda melhores do que, os caros, nunca mais comprei cremes de marcas sonantes, com preços proibitivos, poupando uma pipa de massa.
Agora, a DECO testou o azeite produzido em Portugal, uma das imagens de marca do nosso país. E os resultados são alarmantes. A marca Alfandagh, por exemplo, descrita no rótulo como "azeite virgem extra", de origem biológica, nem sequer é azeite, "tendo as análises comprovado a presença de outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona". E pasme-se: as marcas "Dia Clássico" (Minipreço) e "Gallo Clássico", das mais baratas, foram as únicas consideradas de excelente qualidade. A DECO defende que é fundamental reforçar a fiscalização, desde os lagares, passando pelos embaladores, até aos hiper e supermercados.
O responsável pela marca Alfandagh já se veio defender, dizendo não compreender o resultado da análise feita pela DECO. É claro que também não temos meios de provar quem tem razão, mas eu tendo a confiar mais na DECO, uma associação independente.
De qualquer maneira, a desconfiança está instalada. O que é nacional é bom? Algo me diz que, se fossem feitos mais testes, aos mais variados produtos, haveria muitas surpresas...