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Já nem o azeite...

por Cristina Torrão, em 27.08.13

É sempre com muito interesse que leio testes feitos por associações de defesa dos consumidores, como a DECO, pois o cidadão comum não tem meios para testar produtos, restando-lhe a confiança que deposita nas empresas que os produzem e nos rótulos que lhes colam. Subiste o perigo de nos venderem «gato por lebre». Por outro lado, muitas vezes, o barato não sai nada caro, o problema é que ninguém nos informa disso. Desde que, na Alemanha, se testaram produtos de beleza e descobri que os havia baratos tão bons como, ou ainda melhores do que, os caros, nunca mais comprei cremes de marcas sonantes, com preços proibitivos, poupando uma pipa de massa.

 

Agora, a DECO testou o azeite produzido em Portugal, uma das imagens de marca do nosso país. E os resultados são alarmantes. A marca Alfandagh, por exemplo, descrita no rótulo como "azeite virgem extra", de origem biológica, nem sequer é azeite, "tendo as análises comprovado a presença de outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona". E pasme-se: as marcas "Dia Clássico" (Minipreço) e "Gallo Clássico", das mais baratas, foram as únicas consideradas de excelente qualidade. A DECO defende que é fundamental reforçar a fiscalização, desde os lagares, passando pelos embaladores, até aos hiper e supermercados.

 

O responsável pela marca Alfandagh já se veio defender, dizendo não compreender o resultado da análise feita pela DECO. É claro que também não temos meios de provar quem tem razão, mas eu tendo a confiar mais na DECO, uma associação independente.

 

De qualquer maneira, a desconfiança está instalada. O que é nacional é bom? Algo me diz que, se fossem feitos mais testes, aos mais variados produtos, haveria muitas surpresas...

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6 comentários

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De Zélia Parreira a 27.08.2013 às 14:52

À hora do almoço, estava a passar uma reportagem sobre esta notícia (creio que era a RTP 1), em que referia que este azeite tem sido nomeado várias vezes para prémios...
É tudo um pouco esquisito, não é?
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De mjf a 27.08.2013 às 15:40

...realmente muito esquisito. Eu faço o meu azeite para meu consumo, com as minhas azeitonas nessa fábrica e é puro...só se a contrafacção for feita fora da fábrica...
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De Cristina Torrão a 27.08.2013 às 18:23

É, de facto, estranho. Um azeite que eu considerava muito, que vem da zona de origem da minha família paterna. Para dizer a verdade, o meu pai até conhece a família do produtor...

Leio agora que a secretária-geral da casa do Azeite diz que a “adulteração” detectada é “um caso de polícia”:
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/casa-do-azeite-defende-genuinidade-e-qualidade-dos-azeites-em-portugal-1604136

Teriam sido algumas garrafas mal etiquetadas? Algo de estranho se passa por lá...
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De João António a 27.08.2013 às 19:46

Claramente a DECO tem colocado o dedo na ferida , seja nos bancos, seja na electricidade ou como agora no azeite . Ora como diz o povo "quem não deve não teme" mostre-nos que a DECO está errada ... ou já não se lembram dos combustíveis ?
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De Cristina Torrão a 28.08.2013 às 18:30

Eu respeito muito os testes que associações como a DECO fazem e não estou a ver que interesse é que a DECO teria em estragar a reputação de uma empresa tão prestigiada.
Mesmo que o defeito estivesse apenas num determinado lote de azeite, como o produtor já veio afirmar, não deixa de ser estranho ter acontecido esse deslize. E teria sido muito azar calhar precisamente ser esse o lote testado...
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De Daniel João Santos a 27.08.2013 às 20:46

pelos visto o azeite está como Portugal: tem o rotulo de pais soberano, mas de soberano já tem pouco.

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