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Todos nós já ouvimos falar de experiências de quase morte: as pessoas veem-se a entrar num túnel, no fim do qual as espera uma luz forte. Experimentam a sua vida a passar por elas a grande velocidade, enquanto as envolvem as vozes daqueles que amam. Ficam imunes ao medo e à dor e conseguem ver o seu próprio corpo deitado e o pessoal médico a tentar reanimá-las.
São relatos que nos ajudam a acreditar numa vida depois da morte. Mas há céticos. E cientistas da Universidade de Michigan descobriram algo que pode dar razão a estes últimos: nos primeiros momentos, a seguir à morte, uma atividade cerebral repentina pode ser responsável por tais visões, assim uma espécie de truque da Natureza, que, perante a angústia, nos dá a ilusão de estarmos a entrar num sítio agradável. Até agora, tal atividade cerebral era considerada impossível, já que, a partir do momento em que o coração parasse de bater, nada mais poderia acontecer. A equipa à volta do cientista Jimo Borjigin diz que é precisamente ao contrário: dada a última batida cardíaca, a atividade cerebral atinge, por breves momentos, um valor oito vezes mais alto do que o normal.
Descobertas que, a confirmarem-se, bem podem pôr em causa muita coisa em que acreditamos. Mesmo mais coisas do que muitos de nós imaginam: as experiências que levaram a estas conclusões foram feitas com ratazanas! O que prova que também o cérebro dos animais irracionais (ou, pelo menos, de alguns deles) usa truques semelhantes ao do nosso. E torna a estar em causa o facto de os animais terem sentimentos, imaginação, medo da morte e outras aptidões que muitos de nós acham exclusivas do homo sapiens.
Nota: o link conduz a uma notícia em língua alemã.