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Em entrevista a António Ferro, Salazar defendia que os portugueses deviam ser levados a “viver habitualmente”.
Nessa modesta aspiração residia a própria salvação de Portugal.
Mas o homem que vivia nessa «casa modesta» e «despretensiosa», vestindo «um fato simples de alfaiate modesto», era o vencedor, contra tudo e contra todos, com indómita tenacidade, «sozinho em frente da crise», do descalabro financeiro do país. Isso mesmo teria transformado o seu nome no «estado de espírito dum País na sua ânsia de regeneração». Permitindo-lhe, agora, chegado à chefia do Governo, aplicar a sua receita do equilíbrio orçamental «ao orçamento errado, desequilibrado, da própria raça», dando ao seu «défice de virtudes» o mesmo combate metódico e tenaz que impusera ao das contas públicas.
(in Salazar e o Poder, A arte de saber durar, de Fernando Rosas)
Quando Vítor Gaspar diz que existem serviços públicos pelos quais os portugueses não estão dispostos a pagar, está a defender o mesmo princípio de uma vida modesta e despretensiosa. Uma vida dedicada a esse bem supremo do equilíbrio do Orçamento de Estado. O regresso a um viver habitualmente, depurador da raça e regenerador da pátria.