Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Viver habitualmente.

por António Ganhão, em 18.05.13

Em entrevista a António Ferro, Salazar defendia que os portugueses deviam ser levados a “viver habitualmente”.

Nessa modesta aspiração residia a própria salvação de Portugal.

 

Mas o homem que vivia nessa «casa modesta» e «despretensiosa», vestindo «um fato simples de alfaiate modesto», era o vencedor, contra tudo e contra todos, com indómita tenacidade, «sozinho em frente da crise», do descalabro financeiro do país. Isso mesmo teria transformado o seu nome no «estado de espírito dum País na sua ânsia de regeneração». Permitindo-lhe, agora, chegado à chefia do Governo, aplicar a sua receita do equilíbrio orçamental «ao orçamento errado, desequilibrado, da própria raça», dando ao seu «défice de virtudes» o mesmo combate metódico e tenaz que impusera ao das contas públicas.

(in Salazar e o Poder, A arte de saber durar, de Fernando Rosas)

 

Quando Vítor Gaspar diz que existem serviços públicos pelos quais os portugueses não estão dispostos a pagar, está a defender o mesmo princípio de uma vida modesta e despretensiosa. Uma vida dedicada a esse bem supremo do equilíbrio do Orçamento de Estado. O regresso a um viver habitualmente, depurador da raça e regenerador da pátria.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:


2 comentários

Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 18.05.2013 às 21:36

eu vou regressar ao campo, sou um gajo rústico. Vida modesta é comigo mesmo.
Imagem de perfil

De António Ganhão a 19.05.2013 às 18:41

Por vezes julgas-te parte integrante das elites... tss, tss!

Comentar post