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Grandolizando a "coisa"...

por Nuno Raimundo, em 04.03.13

A canção "Grândola, vila morena", como todos sabemos foi o hino da "revolta" de 74.

Atualmente estamos no ano de 2013, e porquê se usar uma canção que apesar da enorme carga simbólica que tem para a maioria dos portugueses, se a mesma foi criada num contexto diferente do que atualmente vivemos.

Porque não a criação de outra canção, simbólica também, que sirva de guia e hino para a atual situação?

Teremos sempre de usar a mesma "cassete", passe a expressão?

Não teremos nós, portugueses, entre tantos artistas de qualidade inolvidável, autores, compositores, poetas... que criem uma canção de raiz para demonstrar o descontentamento geral nacional?

Tantas razões existem que poderiam servir para tema e inspirar essas mentes criativas.

 

É que estar constantemente a "grandolizar" as manifestações, apenas retira a carga simbólica desta música que tanto nos diz, para qualquer dia, servir de comparação in extremis ao "harlem shake" ou ao "cangnam style", porque de facto já começa a criar alguma insatisfação em ser ouvida por tudo e por nada e esta banalização só irá originar a sátira impura sobre a mesma.

 

As lutas e as manifestações existem porque de facto são necessárias e urge o tempo para que mais algo se tenha de fazer.

E estar a cantarolar a "grândola" à toa, de certo não orgulhará a quem serviu de bandeira para se "rebelar" numa época em que a livre expressão não existia e se atualmente nos pudemos manifestar quando queremos e como queremos, poderemos então utilizar novas formas de expressão que não tirem o protagonismo a outras que existiram.

 

É a minha opinião, a opinião de alguém a quem ainda faz tremer e vibrar a entoação de "o povo é quem mais ordena..." apesar de saber que cada vez mais, isso é utópico.

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8 comentários

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De João António a 04.03.2013 às 22:37

Na minha simples opinião, cantar o hino é/seria bem mais patriótico !
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De Nuno Raimundo a 04.03.2013 às 23:05

concordo contigo e sempre demosntrava àquela gente que estão lá para gerir portugueses e não o que é deles...
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De Daniel João Santos a 04.03.2013 às 22:49

eu fico-me pela "Grândola", gosto!
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De Daniel Simões a 05.03.2013 às 16:08

Essa nova música que falas criei-a há quase 10 anos atrás e fala sobre o redespertar da Alma Portuguesa. Às vezes imagino ela a ser cantada pelas multidões: seria de arrepiar.
Abraços!
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De maria a 05.03.2013 às 23:03

Essa musica Grandôla Vila Morena, fica muito bem na voz de Zeca Afonso, na musica e na letra que expressa muito bem o que qualquer pessoa deseja ter como padrão, mas cuidado que na prática, já se mostrou que a situação é outra, mas OUTRA TOTALMENTE DESGARRADA, que até o povo agora geme de dores...por isto mesmo, porque razão este POVO continua no mesma direcção, depois de tudo o que está a acontecer, cantando de novo "Grandôla, Grandôla"???DEIXEM-NA EM PAZ!Porque não se faz a Difirença no Presente que precisa de novos ventos, novas mudanças e quando o POVO vem á rua para mostrar o seu total desagrado, não se grita mais alto o Hino que toda a gente bem conhece e agora sim, tem tudo haver com esta situação que está POUDRE e nem por sombras tem um minimo de valor como NAÇÃO dum povo que foi um povo guerreiro, de conquistas e audácias!!!...hino que o povo deveria trazer na voz às ruas, tem de ser o hino da PÁTRIA, o Hino Nacional que grita bem alto ....ÁS ARMAS, ÁS ARMAS, NA TERRA E NO MAR, CONTRA OS TIRANOS MARCHAR, MARCHAR!!!!Este sim, é o Hino que se deve cantar para tirar do trono os TIRANOS que não ligam nenhuma á sua Pátria Mão, que os viu nascer!
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De Ajom Moguro a 06.03.2013 às 10:08

Sem saber quem é o autor, como recebi assim ponho aqui. É só começar a tocar e cantar:

Adaptação moderna dos Lusíadas

I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas…
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano…
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
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De anonimodenome a 06.03.2013 às 10:11

Silenciosa,sem cartazes, com faixas negras no braço, de luto. Fina e longa em circulo sem ponto de partida nem chegada. Horas a fio como que procurando um record. Estamos inativos, temos tempo. Fazermos disso o \'cavar buracos, tapar buracos\' do quem é ele o presidente da assoc de bancos? Isso chagá-los até à exaustão. Com um único carro alegórico a transportar um caixão fúnebre onde, aberto, uma bandeira de Portugal jazia. Portugal morto.
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De anonimodenome a 06.03.2013 às 10:11

Silenciosa,sem cartazes, com faixas negras no braço, de luto. Fina e longa em circulo sem ponto de partida nem chegada. Horas a fio como que procurando um record. Estamos inativos, temos tempo. Fazermos disso o \'cavar buracos, tapar buracos\' do quem é ele o presidente da assoc de bancos? Isso chagá-los até à exaustão. Com um único carro alegórico a transportar um caixão fúnebre onde, aberto, uma bandeira de Portugal jazia. Portugal morto.

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