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Todos nós já assistimos a filmes, ou séries, em que as peripécias são tão inverosímeis que acabamos por não aderir ao argumento por nos sentirmos um pouco como se os seus autores estivessem mais interessados em gozar os espectadores do que em construírem uma história interessante, mesmo que meramente lúdica.
Mas a verdade é que, no nosso dia a dia, vamo-nos deparando com determinadas situações que, mal nos saltam à vista, nos parecem demasiado estapafúrdias para que alguém as possa considerar seriamente. E no entanto...
Pois é, no entanto, contribuindo para que a nossa visão da justiça esteja cada vez mais arredada dos valores que devia defender, assistimos a mais dois episódios do folhetim Isaltino que nos deixam estarrecidos ou, no mínimo, atónitos: depois de, na semana passada, o Ministério Público ter considerado que as decisões dos tribunais já deviam ter sido executadas, eis que justificando, certamente, aquilo que lhe paga o seu constituinte (que não será pouco) o advogado lá conseguiu catar uma falha no processo que poderá fazer com que o presidente da Câmara de Oeiras continue afastado da prisão.
E pronto! Apesar de não sabermos como vai terminar esta linda história sabemos, pelo menos, que as peripécias dos episódios desta temporada dificilmente serão superadas. Mesmo que contratem os argumentistas de "Prison Break"... Ah, pois, esses é que não fariam mesmo sentido nenhum...