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Eu e o Sporting

por Zélia Parreira, em 18.05.12

Acontece-me com frequência encontrar amigos que me cumprimentam e logo a seguir perguntam: E o teu Sporting? ou então Farto-me de rir contigo, rapariga, tu és mesmo doida com o futebol. Até já eu torço pelo Sporting...

Quem nunca experimentou torcer por um clube, ouvir o relato com o nervoso miudinho da ansiedade, gritar golo mal a bola entra na baliza, saltar no meio de milhares de outros sportinguistas em pleno estádio, nunca poderá compreender a minha devoção.

Sociologicamente é fácil de explicar: o sentimento de integração e pertença a um grupo, a identificação de interesses e objectivos, a partilha de alegrias e tristezas... Mas há algo mais, que vai para além do racionalmente explicável. Há magia e orgulho, há angústia e sofrimento, há a cabeça erguida, há a certeza de fazer parte do Sporting Clube de Portugal.

Domingo estarei na minha primeira final da Taça de Portugal ao vivo. Espero ganhar, quero ganhar, vamos ganhar. Mas sei que já estou a ganhar e o jogo ainda não começou, porque ninguém me tira estes dias que antecipam a final, a viagem que farei com os meus filhos até ao estádio, os 90 minutos de expectativas e cânticos e nervos.

Há tantos problemas na vida a precisarem da minha atenção? Há. Dedico-lhes todos os outros 9990 minutos de todas as semanas. Acham pouco?


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