O Cristianismo não se reduz só aos Evangelhos que ocupam uma pequena parte da Bíblia.
Verdade. Há também os Actos dos Apóstolos, as cartas de Paulo, Pedro, Tiago, Judas e o livro do Apocalipse.
O Novo Testamento, cuja relevância não se mede pelo seu número de páginas, ocupa "apenas" a parte final da Bíblia.
Nós apelidamo-nos de cristãos porque seguimos os ensinamentos de Cristo, o que nos distingue dos judeus e até dos muçulmanos, que veneram igualmente o Velho Testamento. Não pretendo ignorá-lo, mas a verdade é que nós cristãos nos centramos em Cristo e, muitas vezes, esquecemo-nos de analisar o seu comportamento, para nos agarrarmos mais a dogmas que a Igreja Católica foi criando ao longo do tempo.
Esses dogmas advêm da Tradição, pois foi precisamente a Tradição que possibilitou tudo o que está escrito.
Eu tenho os meus problemas com a Tradição (seja do que for), caro Firehead!
Engraçado, já me acusou algumas vezes de ser politicamente correcta, mas desta vez, você é que está a ser politicamente correctíssimo. Consegui, pelo menos, inverter os papéis...
Em termos de religião creio não ser possível aplicar isso do politicamente correcto. Longe de mim estar a dizer-lhe como é que deve proceder no que diz respeito à Igreja Católica, só que para mim, no meu entender, ou se é católico e aceita a Igreja Católica como Ela é e aquilo que Ela diz, ou não se é católico de verdade. Como defendia Pascal, no fim é que se vê como as coisas realmente são. :)
No hard feelings e amigos como dantes. :)
Tecnicamente são classificadas como Igrejas Cristãs as que acreditam na divindade de Jesus Cristo e na Santíssima Trindade. Todas as outras religiões não são Cristãs, incluindo as que seguem o Novo Testamento.
Mas isto é só a definição técnica.
Os Testemunhas de Jeová consideram-se cristãos e não acreditam na divindade de Jesus Cristo...
Oficialmente não o são, mas este oficialmente é ditado pela ICAR e por isso estão fora do diálogo ecuménico.
A ICAR, como gostam de chamar à Igreja Católica, não representa todo o Catolicismo porque existem também católicos não-romanos.
Não conhecia católicos não romanos. Pensava que todos os católicos pertencessem à Igreja Católica Apostólica Romana. Eu que pertenci a Juventudes Católicas nunca me tinha apercebido de tais existências.
Afinal está-se sempre a aprender.
Os católicos romanos representam mais de 90% de todo o Catolicismo e são caracterizados por seguirem o rito latino, com o latim como a língua-base. As missas antigamente eram rezadas em latim, mas infelizmente um tal de Concílio Vaticano II tratou de dar cabo de tudo.
Para além dos católicos romanos, existem católicos maronitas, gregos, arménios, siríacos, melquitas, etc. e que constituem igrejas sui-generis em plena comunhão com o Papa.
Se os Cristãos se preocupassem em seguir o exemplo de Cristo, e não com "afins". O Cristianismo não seria mais uma religião, mas a Religião!
Se todos fizessemos o bem, praticássemos a Tolerância, a Beneficiência e a Solideriedade entre todos, a Re-Ligação com o Divino estaria feita.
Porquê a Religião? No oriente é comum professar-se mais do que uma religião, muito em respeito pelos seus antepassados.
Manuel, qd digo " a Religião", é apenas pela quantidade de fieis existentes no planeta.
Os Judeus ainda esperam o seu "Messias", os Muçulmanos apesar de reconhecerem Jesus com um grande profeta, reconheceram Mohammad como sendo o seu "Messias".
E isto apenas para falar nas Religiões do "Livro".
Pois o panteísmo indiano, apesar de ter vários seguidores, não tem comparação em absoluto com o número de fieis muçulmanos e cristãos.
Mas restornando ao cristianismo, Jesus nunca defendeu nenhuma forma de "conversão" forçada como a que existe no Islão. Apesar do Islão, ser uma religião de "Amor", mas muito mal praticada devido a fanatismos vários; Jesus, sim, ele; foi "O Profeta do Amor". As suas palavras sempre encerraram palavras de bem, amor, paz, tolerância.
Por isso afirmo, A Religião. Poucas religiões das existentes, falam tanto de bem como os ensinamentos de Cristo.
Resta apenas os Homens seguirem seu exemplo.
As fragilidades serão sempre nossas.
Não é verdade. O pateísmo indiano, vulgo hinduísmo - a maior religião da Índia -, tem cerca de 800 milhões de seguidores e a sua população cresce. Existirá com toda a certeza menos católicos que isso.
Eu falei em Cristianismo, nem em Catolicismo.
Se reduzirmos o Fenomeno Cristão apenas à Igreja Católica, estaremos a ignorar milhões de crentes e seguidores em Cristo.
O que não será de todo correto. :)
É uma questão de interpretação. Para mim os protestantes ou os ortodoxos são gnósticos, não cristãos. :)
Pois, isso já eu tinha reparado. Afinal andam uns quantos milhões enganados...
É incrível, não é? Não são só eles. São todos os gnósticos, que são a maioria da população mundial.
Já agora, sabia que a Maçonaria é incompatível com a doutrina cristã?
Parece que sabe mais de Maçonaria que os própriosd Maçons. Parabéns! Fico sinceramente feliz por isso :)
Por algum motivo eu não sou maçon nem gosto da Maçonaria. :)
É a sua opinião. Respeito-a como tal :)
O islão não fala de amor; fala de matanças, de ódio, de vinganças, de sujeição, de escravidão e da subjugação da mulher. Pegue no Alcorão e leia-o. Aquilo que você diz ser fanatismos vários, eu digo interpretação correcto do que está efectivamente escrita no Alcorão.
Experimente o FireHead falar com um muçulmano que seja tolerante, e verá o que ele lhe dirá. :)
Senão tb lhe poderia apontar os erros cometidos pela ICAR, que submeteu a Humanidade durante séculos a uma teologia que fudia aos ensinamentos que deveria ter seguido.
A própria ICAR lançou cruzadas contra Cristãos e utilizou crianças para combater em nome dela.
E isto para não me alongar.
Eu, devido à minha formação católica, ENVERGONHO-ME de tais atos horrendos e gratuitos.
Por lapso de escrita escrevi "fudia" qd apenas queria escrever "fugia". As minhas sinceras desculpas aos leitores do Blog.
O que um "muçulmano tolerante" (como se existisse tal coisa) diz, fá-lo em nome do preceito islâmico «taqiya», que significa dissimulação. É uma prática da «sharia» que tem em vista, numa primeira fase, a aceitação do muçulmano em território onde o islão é minoritário enquanto ele cresce, que é para depois se virar contra os nativos tendo em vista a «Umah», ou seja, a islamização. O próprio Maomé ensinou os seus seguidores a aguentarem-se (e até a renegarem a sua "fé" se for preciso) enquanto forem uma minoria, juntarem-se, expandirem-se, e assim que forem suficientemente fortes, atacarem e dominarem.
Os "outros" cristãos? A Inquisição? Também houve a Inquisição protestante, portanto não vá por aí. Essa das crianças não conhecia, talvez me pudesse indicar onde possa tomar conhecimento disso.
Eu não me envergonho. Não fosse a Inquisição e os cátaros teriam eliminado muitas mulheres por causa da perpetuação da "matéria". Não fosse o Santo Ofício e as coitadinhas das "bruxas", "feiticeiros" e demais gnósticos teriam exterminado muitos mais inocentes do que exterminaram. Não fossem os cavaleiros cruzados e a esta hora a Europa seria a Eurábia, pois foram eles que nos defenderam dos muçulmanos invasores (que, recordemos, chegaram a estar às portas de Viena).
Irónico isso da Igreja ter submetido a humanidade. Justo a Igreja que moldou a superior civilização ocidental. Era preferível a Eurábia à Europa, talvez?
Por tal comportamento é que eu me ENVERGONHO.
Cristo nunca falou em matar, e no entanto a sua Igreja seguidora o fez de forma gratuita.
Serão verdadeiros cristãos?
Essa foi e continua a ser uma das questões que me coloco a mim próprio?
Não pode o ser humano conviver com os demais em Paz e Tolerância?
Porque será que a minha Religião é melhor que a dos outros?
Será que eu estou certo e os outros errados? Ou será o contrário?
No dia em que eu conseguir responder a estas questões encontrearei o meu "Graal". Até lá, fico expectante que os crimes de Fé sejam erradicados, pois todas as religiões têm os seus pontos negros na sua História. Por isso, quando ouço alguém a dizer honrarias da ICAR, olho para o chão, e penso em todos aqueles que um dia sucumbiram, só pq alguém decidiu que assim deveria ser.
Porque nem a ICAR é melhor que as religiões que critica, nem é pior que as outras que renega.
É apenas mais uma forma de o Homem se re-ligar ao Divino. Se é correta, "Ele" o dirá.
Mas não creio que seja de Sua vontade, a Intolerância Religiosa que existe no nosso mundo. A culpa é dos homens que pensam que não se enganam e que não erram...
Nunca matou matar. Mas disse, por exemplo, ao Judas que mais lhe valia nunca ter nascido. Jesus disse que não veio trazer a paz, mas sim a espada. E que por causa dEle muitos morreriam e que em nome dEle serão perseguidos.
A Inquisição matou porque se não matasse quem tivesse que morrer, esses que tinham que morrer teriam matado inocentes. Foi assim que começou a Inquisição, com os cátaros. A Igreja deveria ter deixado as pobres mulheres morrerem às mãos dos cátaros, para começar? Você deixaria um serial killer em liberdade a matar inocentes, já que não o poderia nem o quereria matar?
Paz e tolerância todos nós queremos. Sabe qual é o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo? Sim, são os cristãos. Pergunto-lhe: consegue ser tolerante para quem lhe é intolerante? Acha que os cristãos têm que ser dizimados nos países islâmicos ou na Índia hindu para depois podermos todos falar de tolerância? Tenha vergonha, pois, do que acontece na actualidade!
Se você é ou não católico, não sei nem me interessa. Mas eu como católico só vejo a Igreja Católica como a única e verdadeira religião porque se eu sou católico e acredito na Igreja, obviamente que não aceitarei o que os outros têm como verdades. Seria uma incoerência eu aceitar a verdade em que eu acredito e aceitar também a verdade em que eu não acredito. Os outros que acreditem no que bem entenderem que eu respeito-os enquanto seres humanos dignos de respeito.
Enfim, o seu ponto de vista vale tanto quanto o meu.
Cumprimentos.
"consegue ser tolerante para quem lhe é intolerante?"
Consigo. Ainda estou a debater consigo. :)
"o seu ponto de vista vale tanto quanto o meu."
Claro que sim. Eu não me arrogo de ter a razão nem a verdade. Um de nós estará errado. Talvez seja eu. Sou Humilde o suficiente para puder reconhecer isso.
A "cegueira" dos Homens é que contribui para o estado em que o Mundo se encontra.
Vamos lá ver se entendemos algumas coisas, amigo:
Ainda que eu possa ser "intolerante" para os que são diferentes de mim, não desejo a morte deles ou que eles simplesmente não nasçam neste mundo. Cada qual na sua. Respeito as diferenças. Não me obrigam é a aceitá-las porque isso vai contra o que eu acredito e se eu deixar de ser sincero comigo próprio, como poderia ser sincero - como eu estou a ser - com os outros? Hipocrisias é que não.
E eu por acaso disse que eu é que tenho razão e os outros não? Sempre fiz questão de frisar que a minha opinião vale o que vale. É claro que para mim eu é que tenho razão, mas não me ouvi (ou leu) afirmar com todas as letras que você não tem razão nenhuma, ainda que seja de facto a minha opinião. Ninguém anda aqui a impor nada a niguém. Uma vez mais, cada qual na sua.
Aquilo que você chama "cegueira" eu digo que é a própria natureza do Homem. Por isso que eu não acredito em coisas como um futuro melhor onde haja paz, amizade, harmonia, etc. A História prova que tudo isso é utópico. Mas sonhar é bom.
Abraço.
Eu prefiro continuar a sonhar...e a fazer por isso.
A Cruzada designada por "Cruzada das Crianças" em 1212. :)
A "Cruzada das crianças" é um conjunto de factos misturado com algumas fantasias. Seja como for, essa "cruzada" terá começado com um rapaz, que não se sabe se era francês ou alemão, que terá visto Jesus e que Ele lhe terá instruído para liderar a "próxima cruzada". Portanto qualquer tentativa de a veicular à Igreja Católica é um tremendo erro.
Já que, nesta questão, os factos se misturam com a fantasia, acho que não pode classificar a tentativa da sua veiculação à Igreja Católica como um "tremendo erro", está tudo em aberto. Pode dizer que, na sua opinião, é um tremendo erro.
Muitas vezes, o seu problema é mesmo esse: apresenta as suas convicções como verdades universais. Devemos ter a humildade de reconhecer que podemos estar errados.
A propósito desta Cruzada, publiquei, há tempos, um post no Andanças Medievais:
http://andancasmedievais.blogspot.com/2011/07/cruzada-das-criancas.html
Você, que diz ser católica, acredita em Cristo. Para os cristãos Cristo é "o Caminho, a Verdade, a Vida". Esta é uma verdade absoluta e quem não crê nela não é cristão.
Mas depois você fala-me da consideração que os muçulmanos têm para com Cristo, que não passou dum mero profeta (para além de tudo aquilo que eu escrevi acerca disso). Então em que é que você verdadeiramente acredita? Numa verdade relativa, em várias verdades, numas verdades mais verdades que outras? Acredita na verdade cristã ou só parte dela, como melhor lhe convém?
Volto a frisar que eu como católico afirmo que o Catolicismo é a Verdade. Para mim. Porque sou católico. E, como tal, não aceito as outras verdades que para mim não são verdades.
Tão simples quanto isso.
Cumprimentos.
PS. Confirme-me apenas se a "cruzada das crianças" começou como eu disse. Se sim, é porque não há mais nada a acrescentar.
Eu ainda não li o Alcorão completo, mas já li muitas passagens, inclusive, as que falam de Cristo. Porque Cristo é tratado, no Alcorão, como verdadeiro profeta de Deus.
Para já, não me apercebi dessa violência de que fala, continuo a achar que se trata de interpretações fundamentalistas. Na Bíblia também há violência susceptível de interpretações extremistas.
Quanto à subjugação da mulher... Até parece que o Cristianismo nunca a praticou!!! Até ao início do século XX (praticamente até ao fim da 2ª Guerra Mundial), as mulheres cristãs eram mal vistas se saíssem à rua de cabeça destapada. A minha avó, em Trás-os-Montes, ainda nos anos 1970, não se atrevia a sair de casa sem ser coberta com o seu lenço! E na igreja usavam-se véus, ainda me lembro disso, na minha infância, nenhuma mulher entrava na igreja sem ser coberta com o véu.
P.S. Acho que era véu que se chamava, normalmente, em renda. A minha mãe tinha um.
Mas não há nada no Cristianismo que subjugue a mulher, até pelo contrário. A Igreja é conhecida como a Religião dos filhos da Mulher em oposição à Religião dos filhos da Serpente. E, conforme o dogma (coisa que você não aceita), o ser humano mais bem aventurado entre todos é precisamente uma mulher: a Virgem Maria.
Quanto ao Alcorão, leia-o bem. Jesus Cristo no Alcorão não é o mesmo Jesus em que nós acreditamos. Para os muçulmanos Ele era o Isa, não era Filho de Deus, não morreu na cruz, não nasceu numa gruta (mas sim em baixo duma palmeira), falou no berço aos reis magos dizendo não ser Filho de Deus (contradição histórica) e profetizou a vinda do "Ahmad" (o "louvado", que seria o Maomé). Maomé afirmou ser o primeiro muçulmano do mundo, mas depois também confirmou que o Abraão já o era. No Alcorão Jesus, ou melhor Isa, perguntou assim aos Seus discípulos: "Quem está comigo na causa de Deus?" E eles responderam-Lhe: "Nós estamos e testemunhamos que somos muçulmanos". Onde está escrito isso na Bíblia? Nem nos apócrifos e nos gnósticos rechaçados pela Igreja Católica constam tal informações. Maomé islamizou Jesus como islamizou os restantes profetas do Antigo Testamento de modo a encaixar-nos na sua seita em que se adora um dos 360 deuses do paganismo árabe, o deus da lua Alá (o símbolo do islão é um quarto crescente).
Quantos às passagens que para mim incitam ao ódio e você diz que se resume a interpretações fundamentalistas, considere os seguintes:
"Os não-muçulmanos são os mais vis dos animais." (Alcorão 8:55)
"Sejai misericordiosos uns com os outros, mas sejai sem perdão com os não-muçulmanos." (Alcorão 48:29)
"Quão perversos são judeus e cristãos!" (Alcorão 9:30)
"Cortai fora as cabeças dos não-muçulmanos, bem como a ponta dos seus dedos." (Alcorão 9:30)
"Lutai contra os não-muçulmanos que estejam perto de vós." (Alcorão 9:123)
"Os não-muçulmanos criadores de problemas devem ser assassinados ou crucificados." (Alcorão 5:33)
"Eliminai os infiéis, até o último." (Alcorão 8:7)
"Combatei-os (os incrédulos) até ao fim da guerra, e prevalecer totalmente a religião de Alá." (Alcorão 8:39)
Cumprimentos.
"Não há nada no Cristianismo que subjugue a mulher"!!! - só um homem pode escrever uma frase destas. Eu sou mulher e sei do falo! Aliás, o Cristianismo está cheio de homens que decidem uma data de coisas que dizem respeito às mulheres, sem o mínimo de conhecimento de causa!
Claro que Cristo é apresentado de maneira diferente no Alcorão, por não ser considerado filho de Deus. Mas, na minha opinião, o importante é que é respeitado e reconhecido como profeta.
Tenho a certeza de que se me desse ao trabalho de ir procurar, também encontraria na Bíblia passagens a incitar à violência...
Quer exemplos de mulheres que amaram e defenderam a Igreja? :)
Na Sagrada Escritura existem depreciações negativas, passagens essas que se referem a mulheres que procuram levar outros ao pecado, mas também alusões depreciativas aos homens e ao género humano em geral. ("Todo homem é mentiroso", por exemplo). O propósito é de ensino e correcção e para isso o mal deve ser apontado. Mas há também elogios específicos a muitas mulheres e à mulher em geral. Você não leu, por exemplo, o trecho que diz (está no capítulo 26 do Eclesiástico).
A própria Natureza se encarregou de estabelecer diferenças entre os sexos. Existe machismo por parte do homem e também da mulher, e feminismo entre mulheres homens. Há de tudo.
Na Bíblia encontrará sim incitações à violência. A Torá judaica tem muitos exemplos disso, mas o Cristianismo assenta-se fundamentalmente no Novo Testamento. Por algum motivo existe a Nova Aliança.
Eu sou do Oriente, conheço o panorama religioso da China, do Japão e do sudeste asiático e nunca vi essa prática comum de se professar várias religiões. Existe é diferentes sistemas religiosos que coexistem com harmonia.
Eu sou de Portugal e vejo muito pouca gente professar o catolicismo...
Pois, tb eu.
Vejo é muita gente se afirmar como "católico não praticante", seja lá o que isso for.
No Catolicismo ou se é praticante e pratica, ou então não se é. Não tem alternativa. Não existe o "não praticante" e se é apenas Cristão. E é por isso que eu digo que sou Cristão.
Ser Católico, implica seguir à risca as leis da ICAR, fazer os jejuns pascoais, a caridade com quem necessita, ir diariamnete assistir à missa, ser anti-aborto, anti-contraceptivos, e por aí fora.
Logo se eu não concordo com muito do que se passa no seio da ICAR, como poderia eu ( não falo dos outros!), continuar a ser católico??
Penso e reflito nisso muitas vezes.
E quem diz que é católico não praticante tb deveria fazer esta reflexão, ou começa a "praticar" mais, ou deixa o Catolicismo.
PS: A mim não me preocupa as Religiões dos outros, mas sim o que fazem com elas!
Porque é a verdade. O abandono da Fé é uma realidade. Como escreveu o Pe. António Vieira, "Antigamente, batizavam-se os que eram convertidos; Hoje, é preciso converter os que são batizados". É o secularismo em todo o seu esplendor que permitiu o marxismo cultural e o politicamente correcto. Se preferirem e se acreditarem, são profecias que se estão a cumprir.
António, focou no ponto que eu quis "discutir" com a Cristina. Não podia concordar mais. ;)
Deixo um pensamento/facto para reflexão: os que deixam a Igreja não são os fiéis, mas sim os infiéis, e esses não fazem falta nenhuma.
Abraços.
Infiel me confesso. Mas infiel a um "homem", mas fiel a Deus.
Nuno, uma boa reflexão, mas como em tudo da vida fazer um pouco de conta não faz mal a ninguém...
Ainda bem que a opinião dessa tal colaboradora vale o que vale, pois o que dizem os Evangelhos não é bem isso. Os próprios discípulos de Cristo provaram muitas das vezes não compreender o que é que Ele dizia (Marcos, 8:31-38; 9:30-37; 10:32-45), muitas vezes em parábolas (o Judas, que ficou desiludido como escreveu o outro, até O interpretou mal). Cristo chamou indirectamente cachorrinho a uma mulher de Cananeia (Mateus 15:21-28) que Lhe pedia que curasse a sua filha. Ele acusou os fariseus de hipocrisia (Mateus, 23:14). Ele açoitou os vendilhões do Templo (Mateus 21:12-13). E no fim, já depois de ressuscitado, disse aos Seus discípulos que quem não crer na Boa Nova será condenado (João 3:16-21).
Só é obsoleto algo cuja possível parte auto-replicante mudar. O que é absoluto é sempre absoluto e o que é relativo é sempre relativo.
Ora aí está uma boa reflexão. Com efeito nem só os apóstolos tiveram dúvidas sobre a missão de Cristo, ele próprio precisou que essa mulher da Cananeia o ajudasse a compreender que a sua Missão se destinava também aos gentios.
Engraçado, pois esse episódio da mulher de Cananeia surgiu há pouco tempo no jornal que leio, com a respectiva interpretação. Nela, dava-se mais importância à insistência da mulher, que não desistiu do seu intuito e conseguiu convencer Cristo da sua fé. E para mostrar que Cristo também possuía fraquezas humanas.
Devo dizer que tenho muitas dúvidas, quanto à fé católica e nem sempre me agrada o que leio na Bíblia. E o que não me agrada, eu não adopto como referência para o meu comportamento. Esse passo da mulher de Cananeia, por exemplo, é, para mim, um motivo para duvidar se Cristo era mesmo filho de Deus. Por isso, gostei que a colaboradora do jornal desse ênfase a essas três qualidades que, embora com excepções, são uma constante na vida de Cristo. E é em coisas dessas que eu acredito! Dogmas não me convencem.
O problema é que não nos compete a nós, enquanto católicos, agradarmo-nos ou não com o que lemos. Porque é que existem infinitas seitas que se afirmam cristãs como são os protestantes? Porque é que houve o Cisma do Oriente? Ser católico implica estar em comunhão com o que a Igreja defende - incluindo os dogmas - porque senão não é católico de verdade, mas sim católico por conveniência ou parcialmente católico. Não podemos aceitar apenas uma parte do todo e mesmo assim considerarmo-nos partes do todo.
As pessoas têm de meter uma coisa na cabeça: se são cristãos é porque seguem Cristo e seguir Cristo significa segui-lO como Ele quer que o sigam, e não segui-lO como as pessoas querem que O sigam. Compreende a subtil diferença?
Se os cristãos acreditam que Cristo é Deus então quem são as pessoas para questionar como é que as coisas deveriam ser?
Acerca da Bíblia, e mais precisamente dos Evangelhos, o que está lá escrito pode não corresponder na íntegra ao que realmente aconteceu. Não nos esqueçamos que os evangelistas escreveram os Evangelhos muitos anos depois de Cristo (o de Marcos terá sido o primeiro, 50 anos depois de Cristo) e que em muitos dos casos narrados eles não estiveram sequer presentes (só o Mateus e o João é que eram discípulos directos de Cristo), só para não dizer que mesmos acontecimentos são relatados de maneiras diferentes (Marcos e Mateus, por serem Evangelhos sinópticos parecidos). Os Evangelhos canónicos valem essencialmente pela mensagem que trazem: a de que Cristo é Deus e que morreu na cruz para nos salvar. Daí a necessidade da Tradição, conservada desde os tempos dos primeiros cristãos pela Igreja Católica, para complementar a doutrina cristã.
Cumprimentos.
Correcção do segundo parágrafo: se são cristãos é porque seguem Cristo e seguir Cristo significa segui-lO como Ele quer que o sigam, e não segui-lO como as pessoas querem segui-lO.
"não nos compete a nós, enquanto católicos, agradarmo-nos ou não com o que lemos"? Sinto muito, mas eu penso completamente diferente de si. Houve um tempo em que aceitava tudo o que me diziam, apenas porque sim. Mas aprendi (e ainda bem) a pensar pela minha cabeça e não abdico desse direito. E do de ser cristã e católica! O facto de duvidar de muitas coisas que leio na Bíblia e de, mesmo assim, tentar encontrar uma interpretação que me sirva de exemplo para a vida, prova que tento reconciliar-me com a minha religião.
Acha que os protestantes não são cristãos? Já aqui expressou a sua admiração pelos alemães, caro Firehead. Pois saiba que 50% dos alemães são protestantes, o meu próprio marido é luterano. E, se quer uma europa para os europeus cristãos, teria que expulsar de cá muitos alemães, dinamarqueses, suecos, noruegueses e finlandeses e quase todos os ingleses. Para não falar nos gregos, que são ortodoxos. São os ortodoxos cristãos, na sua opinião?
Eu não vou estar a discutir isso consigo porque não vale a pena, mas não, não os considero cristãos: eles são dissidentes católicos. Sabe quem foi que fundou por exemplo a Igreja Luterana ou quem é que fundou as igrejas ortodoxas? Verá que não foi seguramente a mesma Pessoa que fundou a Igreja Católica. O Papa Bento XVI tem o sonho de incorporar de novo os ortodoxos à Fé Católica, como era antes do Cisma, e fazer assim com que os ortodoxos regressem à casa do Pai como o filho pródigo regressou. Progressos nesse sentido estão sendo feitos. Em relação aos protestantes será mais difícil, pois nem eles próprios se entendem uns com os outros, mas só Deus saberá. Pelo menos a desintegrada Igreja Anglicana já está para dar o berro e muitos dos seus agora ex-membros abraçaram a Fé católica.
Quanto à sua forma de pensar, é como eu lhe disse lá em cima: você é que sabe. Para mim isso não é sinónimo de ser católico, mas é a minha convicção que vale o que vale. Se se considera católica, tudo bem, é consigo.
Cristo cresceu entre nós como um humano (independentemente da sua condição divina), não foi a transfiguração de Elias, como no seu tempo disseram alguns. O primeiro sinal de Cristo foi transformar água em vinho como se fosse um simples mágico.
Como homem, Jesus fez o seu percurso de auto-consciência, e só aos trinta iniciou a sua vida pública, porque todos nós precisamos de amadurecer e, por isso, está ao nosso alcance segui-Lo. Se Jesus não tivesse hesitado como poderíamos nós, seres frágeis, pretender seguir o Seu exemplo?