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Obama foi mesmo Prémio Nobel?!

por Nuno Raimundo, em 24.02.11

Tenho cada vez mais esta dúvida. Será que sonhei ou isso foi mesmo realidade?

Então o homem não tinha dito que ia retirar os militares americanos do Iraque? Que eu saiba por lá ainda andam alguns milhares.

Entretanto invadiu o Afeganistão e bombardeou parte do norte do Paquistão?

E agora está a pensar em invadir a Líbia?

Afinal que porque motivo foi Barack Obama galardoado com o prémio que premeia que defende a Paz?

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16 comentários

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De Blondewithaphd a 24.02.2011 às 12:15

You have to make war if you want peace...
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De zeparafuso a 24.02.2011 às 14:27

SE não fosse a fazer guerra, como poderia ser nobel da Paz?
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De Sandra Moreira a 24.02.2011 às 17:27

Ás vezes pergunto-me como é que nós portugueses só sabemos criticar e não sabemos ver o "bem" em algumas coisas. Sim os EUA têm lucros com as guerras, mas isso já se sabe desde da altura dos conservadores que estavam no governo. Claro que não havia nada para invadirem o Iraque, foi tudo uma questão de economia. Na Líbia o caso é diferente, alguém tem que fazer alguma coisa para parar a matança dos civis. Todos os cidadãos do mundo têm direito a expressar-se, se a Europa e a ONU não se chegarem á frente, quem mais? Já se fala de milhares de pessoas que morreram. O Obama não é o melhor, mas....
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De Nuno Raimundo a 24.02.2011 às 20:29

Se a Sandra está tão preocupada, pode sempre se juntar a uma ONG e ir para lá ajudar os mais necessitados. :)
(É apenas uma sugestão que faço).

O problema do Mundo inteiro é andar sempre dependente dos humores de Washignton. Se querem invadir ou não o país B ou C.
Em Israel morrem montes de palestinianos e israelitas, e les "fecham-se em copas". :)

Cabe aos povos decidirem o que se passa nos seus paises e esse papel não deve ser de mais ninguém.
Não cabe a outro pais decidir se quer invadir ou não outro. Nesse caso, isso é uma declaração de guerra que pode e deve ser ripostada como tal. Independentemente do motivo dessa invasão, se recursos humanos ou por pena dos seus cidadãos.
E enquanto o pessoal tiver a mentalidade de "coitadinhos deles", se continuará a invadir e a matar civis que não tem culpa de nada. Ups esqueci-me. A esses chama-se baixas de guerra. :((
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De Sandra Moreira a 24.02.2011 às 22:15

Ouvir alguém falar contra as vossas ideias é sempre complicado. Não estamos a falar em invasão de um país soberano, eles têm todo o direito de o serem. Não podemos é continuar a olhar para as notícias e serem sempre as mesmas, baixas e baixas... Em relação ao Iraque depois de terem feito asneiras, os americanos têm que corrigir os seus erros e não é deixar o país á mercê de uma guerra civil, tem que ser gradualmente. Acho que Portugal apesar de não ter recursos, já teve experiência neste campo. Fomos conquistar países africanos, enviamos tropas quando se revoltaram, depois simplesmente damos a independência e deixamos á mercê de milicias armadas. Todos os países têm direito á sua independência, só não pudemos ficar indeferentes a uma espécie de genocido, mandados efectuar por dirigente tresloucado, que segue um ideal de um livro criado por ele á 40 anos. Em relação á sua sugestão de ir para uma ONG, agradeço desde já a sua prestável ideia. Ah a propósito, lá por ter uma ideia diferente da sua espero não ter represálias...
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De Nuno Raimundo a 24.02.2011 às 23:21

Eu não fiquei ofendido em nada c a opinião da Sandra.
Quem me conhece sabe q sou uma pessoa tolerante e que respeito (às vezes em demasia tb) a opinião dos outros, mesmo que seja contrária à minha opinião.
A minha sugestão, foi de facto isso mesmo. Com o comentário da Sandra deprendi que é uma pessoa voluntariosa e que defende os oprimidos, e como tal fiz essa sugestão de forma inocente. Se ficou ofendida, as minha ssinceras desculpas. :)
( note que pus sempre um smile de frente aos meus 2 coments para perceber o sentido da minha resposta).

Quanto a Portugal, hj em dia vivemos as consequencias de uma má politica de descolonização.
Mas tb por isso mesmo, é q anualmente veem às carradas para Portugal, cidadãos das excolonias. :)
Se a descolonização tivesse sido feita de forma pacifica, e de forma gradual, hj esses paises seriam riquissimos. Mas como preferiram fazer a guerra, hj estão refens de governos ditatorias mesmo que se escondeam debaixo da democracia.
Por mim, pessoalmente, vetava a entrada a cidadãos de paises que tenham entrado em guerra com Portugal, para se "descolonizarem" de nós. Se se queriam ver livres de nós, então que não venham para cá. Infelizmente, sou demasiado nacionalista para encarar de forma simples essa questão.:)
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De Dylan a 24.02.2011 às 17:59

Caro Nuno,

Acha que, por algum acaso, era possível abandonar militarmente e repentinamente um país como o Iraque?! Gradualmente, meu caro, como Obama já referiu diversas vezes.
Quanto ao Afeganistão, devia saber que está ocupado por uma força multinacional.
De qualquer maneira, é sempre curioso ouvir uns certos discursos: se por um lado querem que os EUA e a Europa ajudem os países do norte da Europa a libertarem-se dos grilhões das ditaduras e de fanáticos, por outro lado estão sempre pontos a acusarem os mesmos de ingerência nos assuntos externos desses mesmos países. Decidam-se, porra!
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De Nuno Raimundo a 24.02.2011 às 20:22

O problema é que os EUA não deviam sequer ter invadido um estado soberano, sob qualquer argumento.

E se invés do Iraque fosse Portugal. Por acaso temos a sorte de termos um regime estavél e (pseudo)democrático.
Mas se assim não fosse, e tivessemos enormes recursos naturais, estariamos dependentes da boa vontade americana em não nos invadir...

E se um dos argumentos americanos era livrarem o povo iraquiano das garras de Saddam, isso há muito que foi conseguido. Tendo os americanos a obrigação de formar policias e militares e de seguida deixar os iraquianos governarem o seu país. Se o governam bem ou mal, seria problema deles, mas seriam eles a decidir.
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De manuel gouveia a 24.02.2011 às 18:09

Esqueceste os mísseis cruzeiro no Iémene e Guantanamo que não fechou, mas tirando isso, tudo bem.
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De João António a 24.02.2011 às 18:32

Só existe Nobel da paz, porque existe a guerra. Nada melhor que dar um voto de confiança ao "guerreiro americano"
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De Daniel João Santos a 24.02.2011 às 22:11

A ver vamos.
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De Cirrus a 24.02.2011 às 22:47

O problema é o mundo ser educado por um adolescente com a p... aos saltos. E mais nada.
Erraram no Iraque, agora vão, provavelmente, ter de aturar aquilo mais uns anos. Até porque a reconstrução não está concluída e as empresas ameri... iraquianas que o estão a fazer ainda não encheram o bandulho. Quanto ao Afeganistão, não têm hipótese. Mais valia saírem de lá o quanto antes.
As revoluções são acções normalmente violentas. Quem as faz sabe disso. Nem todos são como os portugueses, que até para a revolução são preguiçosos. A arrogância do Ocidente é a de esperar sempre que qualquer país será sempre seu capacho. Estão a morrer pessoas na Líbia? Porra, não morreram um milhão de pessoas no Sudão? E no Ruanda? E no Cambodja? Invasão. É uma palavra bonita. Rima com lucros.
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De Nuno Raimundo a 24.02.2011 às 23:27

Concordo com o Cirrus.
No mundo inteiro morre gente, e poucos são os que se importam com isso.
Só se existirem grandes recursos naturais, é que então todos cobiçam uma parte e é ver quem lá "entra" primeiro...
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De Sandra Moreira a 25.02.2011 às 11:44

Nuno, não fiquei ofendida. Só espero que em vez de se ficar a criticar as coisas que as pessoas de mexam, não fiquem caladas e que ajam como cidadãos de um mundo global. Falou-se na Libia como outro qual país que se passa mortes, não só por ideais politicos, religiosos ou simplesmente éticos. Concordo com o que diz em certa parte, mas a vida não é ficar de braços cruzados á espera que tudo se resolva por si. Se os EUA são o que são é graças á Europa, visto que no inicio era só mais uma colónia onde servia simplesmente para exiliar ("prender") pessoas não gratas da Europa. Foi por causa da perseguição feita na Europa, principalmente pela Alemanha que mt génios, estadistas foram para esse país. Infelizmente talvez se tenha criado um monstro mas este monstro tem que corrigir mt coisas que fez. Mas não podemos ver só o lado negativo. Espero sinceramente que as coisas se resolvam da melhor maneira :))
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De zeparafuso a 25.02.2011 às 13:03

Depois de ler todos estes comentários acho, que nós, portugueses somos os mais ajuizados e também, porque não, moralistas. Fizemos o que fizemos em África ( borrada ). Mas mesmo assim somos melhores que os mais desenvolvidos da Europa, menos guerras e menos interferências na governação dos outros. Na Europa temos uma guerra que não acaba, condenada por toda a gente, mas lá continua nos países desenvolvidos, falo dos Ingleses, tão certinhos, tão desenvolvidos, tão moralistas. tão criticos e não conseguem acabar com a gurra dentro de casa. Preocupamo-nos nós com os Amricanos, com os Líbios.................

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