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Dói-me a cabeça. Tenho a casa toda esburacada graças à competência da espécie rara de canalizador que fez a obra de recuperação na minha casa, antes de eu a comprar. As roturas parecem grãos de milho no micro-ondas. Pop, pop, pop.
Lavei a louça em alguidares dentro da banheira, porque os senhores que andam aqui a trabalhar fazem todos os dias uma série de truques, antes de saírem, para vedar a água onde há rotura mas permitir que ela passe livre para a casa de banho. Os pratos é que devem ter estranhado, em vez de serem enxaguados com aquele fio preguiçoso que sai da torneira da cozinha, foram submetidos a um duche enérgico de água quase a ferver.
Também conseguem deixar-me a canalização da máquina da roupa desimpedida. Primeiro perguntaram se me fazia falta, mas como eu estava de frente para eles, antes que a minha boca se abrisse para dizer "sim, por favor", o pânico de ver o cesto da roupa suja a vomitar por todos os lados tomou conta de mim, e os meus olhos esbugalhados fizeram o resto. "Esteja descansada, nós deixamos-lhe a máquina pronta a funcionar". Abençoados.
Está mais que certo que vou ter de substituir o chão. Há buracos em todo o lado. Eu sei que tinha esse projecto em mente, mas eu não me importava de esperar mais uns tempos, a sério! Estou habituada a esperar, não sei porque é que o Destino me faz estas coisas. Decide por mim, atravessa-se no meu caminho e prega-me rasteiras a torto e a direito. Sobretudo quando eu tenho a infeliz idéia de dizer em voz alta que a minha vida já vai entrando nos eixos outra vez. É o pior que posso fazer, já reparei.
É por isso que estou a escrever esta ladaínha toda. Para me lamentar. Para ver se o destino tem pena de mim, que sou tão desgraçadinha, e me faz uma surpresa boa. Só para variar...
Já disse que me dói a cabeça?