Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Em 2016 serei candidato

por Daniel João Santos, em 26.01.11

Quase todos os que foram candidatos à Presidência da Republica vão receber uma quantia do Estado conforme a percentagem de votos. Pois não deveriam receber um cêntimo, muito menos um milhão e novecentos mil, como vai receber Cavaco Silva. Interessante como alguém se candidata, não terá investido um pataco do próprio bolso, vence as eleições e leva uma quantia pornográfica para casa.

Autoria e outros dados (tags, etc)


23 comentários

Imagem de perfil

De Mr. Brown a 26.01.2011 às 18:28

Vá lá, para ser mais preciso 66% dos candidatos recebem uma quantia do Estado. José Manuel Coelho e Defensor Moura, por não terem atingido os 5%, não recebem dinheiro algum. E ninguém leva uma quantia pornográfica para casa, a subvenção é atribuída para financiar a campanha, não é atribuída ao cidadão Cavaco Silva para pôr a render o dinheiro no banco. Até por isso, como na campanha terá gasto menos do que teria direito a receber, não irá ficar com a totalidade da subvenção a que tinha direito:

http://m.dn.pt/m/newsArticle?contentId=1766531&related=no

Há aqui espaço para discussão? Há, é possível defender que nenhuma campanha mereça ser financiada pelo Estado. Mas isso também constituirá outro incentivo à trafulhice e aos cheques passados por baixo da mesa. Não entremos é em demagogias.
Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 26.01.2011 às 20:46

- A subvenção é atribuída para financiar a campanha. Porque razão é que temos de pagar a campanha eleitoral de alguém?

- Incentivo à trafulhice. mais do que agora que não se sabe quem financia quem?
E se, como nos EUA, se aceitasse a existência de grupos de apoio, que dão a cara e o cidadão sabe quem são e a quem patrocinam?

O espaço de debate existe e foi criado com a minha demagogia.
Imagem de perfil

De Mr. Brown a 26.01.2011 às 21:31

- porque a campanha é a forma de esclarecer os eleitores. A democracia não funciona sem eleitores bem informados.

- se o Estado é que financia, sabe-se, não será caro Daniel? E há o Tribunal de Contas, ao qual os candidatos têm de prestar contas da campanhas, inclusive sobre os donativos privados que recebem.

- nos Estados Unidos existe financiamento público à campanha presidencial para os candidatos que a ele queiram recorrer. Na última campanha o candidato Republicano recorreu a ela. Nem só de donativos privados vive a política americana. E o financiamento público americano a campanhas políticas, tal como ele agora existe, foi mesmo criado para evitar trafulhice e o excessivo peso de alguns lóbis na políticas norte-americana.

- em Portugal também há donativos. Cavaco Silva foi o que reuniu maior valor em donativos privados: mais de 500 mil euros.
Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 26.01.2011 às 22:06

O Estado é que financia? Financia depois, mas antes alguém lhe adianta o dinheiro.

Quanto aos donativos, esses é que são interessantes, seja qual for o candidato.

Não acredita que tudo o que entra é declarado pelos candidatos ou que o Tribunal de Contas detecte tudo?

Resumindo: Não é por o Estado financiar ou não que as campanhas são esclarecedoras.

O Estado não deveria financiar campanhas eleitorais.Não somos obrigados a pagar a candidatura de ninguém, que depois vai receber 7mil euros por mês.

Depois deveria o Tribunal de Contas fazer realmente o seu trabalho e ai todos deveriam realmente dizer de onde conseguiram o financiamento.

Um abraço.
Imagem de perfil

De Mr. Brown a 26.01.2011 às 22:38

- quem adianta o dinheiro? O banco através de empréstimos ou os próprios fornecedores da campanha que estabelecem prazos para pagamento posteriores ao fim das eleições.

- Se o Estado não financiar, maior é o incentivo para a falta de transparência. Por isso mesmo sou favorável ao financiamento público das campanhas eleitorais. Repara o caso de Cavaco Silva ou Fernando Nobre: terá ficado alguma coisa por declarar? A que propósito, se agora parte do dinheiro a que teriam direito terá de ser devolvido?

- Por o Estado financiar as campanhas são mais esclarecedoras. Não fosse o financiamento público e as campanhas de Fernando Nobre agora ou Manuel Alegre (em 2006) teriam sido muito mais pobres. Como mais pobre teria ficado a nossa Democracia.

- O Daniel tem um problema pessoal com Cavaco Silva e esse não sou eu que vou resolver. O Estado não paga campanhas a quem vai ganhar 7 mil euros (também há subvenção para o Alegre, para o Nobre, para o Lopes, e nenhum destes vai ganhar o que quer que seja). O Estado paga campanhas para que os principais candidatos possam explicar porque devem ser eles os detentores do cargo e na esperança que quanto melhor informado estiver o povo, melhor decisão tomará.

- E faz. E em matéria de campanhas eleitorais e financiamento público estou muito menos preocupado com as campanhas presidenciais do que me preocupo com as campanhas em que participam activamente os partidos políticos.

Abraço.
Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 27.01.2011 às 10:53

No texto inicial de facto "|peguei" em Cavaco Silva, mas depois na nossa pequena e saudável troca de ideias, generalizei.

Não me interessa que seja A, B ou C, o candidato ou Presidente, apenas que se trata de um financiamento pago para outros fazerem campanha.

Num ponto estamos de acordo, o financiamento partidário é preocupante.

Comentar post