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O ESMALTE DEMOCRÁTICO

por joshua, em 24.01.11

Uma das lições de ter havido Defensor Moura, uma espécie de insondável peão a fazer de conta que era candidato, foi a importância de raspar o verniz político-biográfico de Cavaco. Surpreende-me destas virgens é que nada haja dizer do esmalte democrático que recobre Sócrates, o qual-esmalte não apenas está raspado com a inútil rebarbadeira da verdade inútil como jaz esbotenado sem consequências de maior como sejam uma demissão liminar, um sentido do pudor, um refreio das pulsões conspiratórias mais reles e subterrâneas. Não há dissidência naquela casa nem se espere que alguém se enxergue devidamente. O Partido Socialista agoniza e cada vez será pior, mas, para os seus, não deixa de ser mais que religião, mais que lealdade canina, mais que acriticismo monolítico. A verdade é que a distância biográfico-política que separa Cavaco de Sócrates, apesar de tudo, e não trazemos aqui o graduador de sonsos, é a mesma que separa Toni Carreira ou Emanuel de Zé Cabra, pelo menos parece que a maioria pensa assim contra o que se lhe vendeu na campanha negrejante.

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9 comentários

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De manuel gouveia a 24.01.2011 às 21:53

Sócrates é muito mais esperto e tem aprendido. Cavaco em a arrogância dos ignorantes.
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De PALAVROSSAVRVS REX a 24.01.2011 às 23:10

Penso que nem um nem outro têm o dom de aprender.
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De manuel gouveia a 25.01.2011 às 08:52

Sócrates é mestre, Cavaco cábula...
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De PALAVROSSAVRVS REX a 25.01.2011 às 11:36

Celebérrimos coirões da política, embora Sócrates leve a palma.
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De Daniel João Santos a 24.01.2011 às 22:00

não digas nada. Paulo Portas considerou esta vitória de Cavaco um voto de protesto contra o governo.
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De PALAVROSSAVRVS REX a 24.01.2011 às 23:09

Há pontos de vistas para todos os gostos.
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De Cirrus a 25.01.2011 às 00:41

E quando começamos a falar de gente minimamente honesta? Depois chamem!
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De João António a 25.01.2011 às 18:27

A maioria tem os partidos como um clube de futebol. Mas os partidos usam-nos enquanto os clubes nos entretêm, os partidos são os árbitros da bola ficam-nos com a fruta que nós plantamos.

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