Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




KAFKA, MEU QUERIDO VÍRUS

por joshua, em 10.01.11

Habituei-me a escrever aparentemente confortável sobre coisas desconfortáveis e a polemizar com aparente naturalidade sobre coisas aparentemente impolemizáveis. Em parte devo-o a Kafka, lido e estudado num certo mestrado fertilizante, como uma escrita, uma literatura, que encurrala e agride. A outra parte devo-o à sova profissional, pessoal e moral a que o socratismo farsolas me submeteu desde o primeiro momento e para a qual eu não estava nada preparado. Azar. A Boa Informação fez o resto. No dia em que por aqui e por ali reproduzir somente paleio previsível e cordato, estarei morto. Enquanto puder, prefiro estar vivo, bem vivo, humano e solícito para com gente viva, quotidiana. Implacável com ladrões, fingidos, desleais, essa montanha de vermes que devorou Portugal e nos condena sem apelo nem agravo, como está bem à vista. E tu, Kakfa, meu querido e benéfico vírus, perdoa-lhes porque não sabem o que castram!

Autoria e outros dados (tags, etc)


4 comentários

Imagem de perfil

De João António a 11.01.2011 às 00:15

E pelo menos esquento eu cá tiver, serei mais um atento aos cutelos que por aqui proliferam .
Sem imagem de perfil

De PALAVROSSAVRVS REX a 11.01.2011 às 00:17

Sei que sim. Obrigado, João.
Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 11.01.2011 às 19:17

É por isso que é o Joshua.

Comentar post