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Cavaco Silva, ontem no debate com Fernando Nobre, afirmou que o Orçamento de Estado é da exclusiva responsabilidade dos Partidos e da Assembleia da Republica. O actual PR considera que o presidente deve manter uma atitude totalmente imparcial em relação aos Partidos, não interferindo no debate partidário.

 

Durante o mesmo debate Cavaco Silva afirmou, com um claro orgulho, que tudo fez... mais, foi ele o principal patrocinador da aprovação do Orçamento de Estado.

 

Não percebi.

 

Então o OE não era exclusivo do Parlamento?

 

O patrocínio não foi uma clara intervenção do PR num assunto partidário?

 

Ainda durante o debate, Cavaco diz que não especula, que não pode afirmar se concorda ou não de leis e medidas que ainda não leu. Disse que ainda não tinha lido o OE para 2011 porque ainda não o recebeu.

 

Então patrocinou e considera fundamental para o país um documento que não leu?

 

Não percebi.

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9 comentários

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De manuel gouveia a 18.12.2010 às 16:03

É muito simples, quando se cultiva a nulidade como forma segura de se estar na política produzimos essas ligeiras contradições... na realidade o que ele quis dizer é que foi com o barco, navegando à vista.
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De Daniel João Santos a 19.12.2010 às 08:41

e que o barco encalhou.
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De Cirrus a 18.12.2010 às 17:06

Quem intrinsecamente vale tanto como Cavaco não sabe o que fez ou o que deixará de fazer. As nulidades não fazem nada, deixam que outros façam. Como é a nossa Suprema Nulidade, provavelmente estará à espera que alguém faça alguma coisa. E alguém está a fazer. Só que está a fazer mal.
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De Daniel João Santos a 19.12.2010 às 08:42

o problema é o facto de uma grande maioria de portugueses gostara da nulidade...
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De Mr. Brown a 18.12.2010 às 20:29

1. Era necessária e fundamental para o país a aprovação de UM orçamento. O que esse orçamento diria ou deixaria de dizer era competência exclusiva dos partidos representados na Assembleia da República. Cavaco fez para que existisse UM orçamento, o que os partidos decidiram colocar no orçamento é responsabilidade única dos partidos. Não julgo que seja assim tão difícil de perceber. Até Nobre parecia ter compreendido isso, quando falou no 'orçamento possível', agora finge que nada disse sobre o assunto e refere o conteúdo, volto a frisar, o conteúdo do orçamento, como se fosse competência do PR - quanto muito, e por isso Cavaco fez referência ao orçamento ainda não lhe ter chegado à presidência, o PR poderá vetar esse conteúdo, vetar esse orçamento, mas isso seria não só inédito, como incoerente face à posição anterior manifestada.
2. Houve uma clara intervenção do Presidente? Claro, naquilo que lhe compete, na tentativa de fazer funcionar as instituições nacionais. No caso em apreço, a Assembleia da República.
3. E repito, até porque acho que já escrevi isto nos comentários a este blogue, o conteúdo do orçamento é culpa dos portugueses e do resultado eleitoral de Setembro de 2009. Foram eles que permitiram aquela distribuição de forças no Parlamento. Agora, amanhem-se. Não atirem as culpas é para quem não as tem, por muito irritados que estejam com o orçamento com que vão gramar.
Abraço.
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De Daniel João Santos a 18.12.2010 às 20:57

Vamos então ver o o que vai acontecer.

Cavaco Silva vai receber o OE e vamos ver se o rejeita. O PR tem o poder de rejeitar o documento, mas e como disse cavaco, ainda nenhum Presidente o fez na história da nova democracia.

Se cavaco não o rejeitar, que é o mais provável, então será cúmplice dos Partidos que o aprovaram.

Um abraço.

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