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As preocupações do Almeida

por manuel gouveia, em 10.11.10

Almeida Santos volta lamentar os sacrifícios do governo. Depois de considerar que o povo devia sofre com o governo, vem agora admitir que as medidas previstas no Orçamento do Estado (OE) para 2011 poderão levar o Governo a “perder o poder”, além de perder “popularidade e votos”.

 

A solidariedade do Almeida para com o patrão Sócrates é no mínimo comovente. Ele sente que ali está o tacho, a sua gamela e a dos seus... e o povo devia de ser mais humilde.

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21 comentários

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De Daniel João Santos a 10.11.2010 às 21:17

nós é que somos uns ingratos e não damos valor a quem devemos dar.
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De manuel gouveia a 10.11.2010 às 23:03

Tens toda a razão.
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De zeparafuso a 10.11.2010 às 21:25

Almeida Santos..!!!! Almeida Santos..!!! Faz-me lembrar alguém que em tempos garantia aos microfones do Rádio Clube de Moçambique, que os portugueses, tinham os seus interesses defendidos, para não abandonarem Moçambique, que ele próprio iria ficar.......ficou até ao primeiro governo provisório em Portugal, com a vantagem de poder trazer, ou transferir se preferirem, alguns valores económicos, enquanto outros......não conseguiram trazer nada. Faz-me ainda lembrar um advogado, com escritório no prédio " Rubi ", talvez por isso alguém , que lhe entregou um caso de herança, foi " Rubizado ". Será o mesmo? Não!!! Este é integro ! Como se dizia no tempo de seu....patrão....este é fixe!!!!
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De manuel gouveia a 10.11.2010 às 23:06

São os grandes homens cuja liderança não podemos dispensar.
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De Zé Povinho a 10.11.2010 às 22:24

Detesto esse gajo desde que ele cavou de Moçambique depois de ter enganado os portugueses que lá viviam.
Abraço do Zé
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De manuel gouveia a 10.11.2010 às 23:09

Essa é a nossa vantagem, desertamos em bando, mas conseguimos encontrar sempre um culpado, que por sua vez não é julgado.
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De zeparafuso a 11.11.2010 às 07:50

Desculpe lá......mas se houve bando, não foi dos que desertaram, como diz, os chefes foram os primeiros, os outros foram OBRIGADOS a vir, não por o chefe ter vindo, mas por quem o chefe foi substituído Mas quem desconhece a história tem o direito de pensar como quiser . Isto é só porque bando para mim é sinónimo de malfeitores, se bem que possa ser bando de aves que não era o caso, conjunto de pessoas - até poderia ser - mas não gosto porque continuo a associar a malfeitores. Há quem diga que a língua traiçoeira é muito portuguesa, ou que a língua portuguesa é muito traiçoeira. Se calhar não é a língua !
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De manuel gouveia a 11.11.2010 às 10:15

Quando um povo não tem coragem segue os líderes e deserta com eles. Basicamente foi o que aconteceu com a descolonização portuguesa.
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De zeparafuso a 11.11.2010 às 10:57

Lamento dizer, mas está esganado quanto à descolonização. Não foi como diz, nem sequer parecido. Houve pessoas, que saberá com toda a certeza, que ficaram lá, mesmo depois daqueles a que chama lideres se terem vindo embora. O seu comentário leva-me a pensar que o que eu disse atrás, se calhar não é a língua que é traiçoeira. Claro que houve gente que acreditou em pessoas, ligadas ao governo português da altura, que não passaram de......" vendilhões ".
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De manuel gouveia a 11.11.2010 às 17:51

Se aceita essa explicação simples de que toda aquela gente foi vitima de uma traição perpetrada por gente de má índole, então deixa-se enganar por pouco. Ninguém estava disposto a lutar por aquilo que considerava seu e isso foi a sua perdição.
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De zeparafuso a 11.11.2010 às 20:43

Não se trata de aceitar uma explicação simples, como o Manuel Gouveia quer fazer passar. Foi traição mesmo. Cada historiador tem a sua opinião e espero que ainda no seu tempo, porque no meu não deve ser possível , acabe por saber toda a verdade. Desde o acordo do Alvor, passando por Lusaka . Informe-se, não ligando muito ao documentário de Furtado, que passou na RTP. Veja só quem foram os entrevistados. Mas claro que poderá sempre ter a sua opinião que tal como a minha não passarão disso mesmo, OPINIÕES , a diferença está de que lado ambos vivemos esta experiência e de como a vivemos.
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De manuel gouveia a 11.11.2010 às 21:30

Sem dúvida; falta-nos o distanciamento. Mas muito do que acusa como traição, foi por vezes o mal menor de um mundo que perdera paciência com Portugal e a sua visão imperial. Existia uma urgência e um período revolucionário que não deixou lugar para muito discernimento. Dificilmente poderíamos ter feito diferente. Durante décadas desperdiçamos oportunidades para acertarmos o passo com a história e depois foi tudo feito de sopetão.
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De zeparafuso a 11.11.2010 às 21:47

Parece que mais conversa menos conversa chegaríamos a um entendimento. Olhando para O Portugal de Hoje, se calhar entendíamo-nos ainda mais depressa. Até porque agora defendemos o Kosovo, a Servia e outros que falam correctamente português, ficam na Europa e é de bom tom. Todo o mundo acha que assim é que deve ser. Aliás, deve ter sido por isso que se comprou aviões e submarinos, para ficarmos bem na fotografia. Se se der ao trabalho, julgo que não, de olhar um pouco para a história das ex-colónias verificará que só existem como países independentes porque nós estivemos lá. Com todo o mal que fizemos conseguimos unir todas as etnias, todos elas se entendiam em português. Não fossemos nós e hoje teríamos mais 100 países em África , se por exemplo na África ocidental o Congo não anexasse parte de Angola ou até o Zimbabwe na parte oriental não anexasse parte de Moçambique, por exemplo Tete . Consulte os mapas e as etnias.
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De manuel gouveia a 11.11.2010 às 21:59

Sobre as colónias, falhámos o nosso encontro com a história e fomos corridos de lá da forma que se sabe. Outros países souberam sair, deixando lá o melhor que existia na sua cultura. Compare Singapura com a Malásia.
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De zeparafuso a 12.11.2010 às 07:59

Ou como a Bélgica e o Congo, o como o Reino Unido a Rodésia e a África do Sul. Cada um deixou à sua maneira. A nossa foi péssima, porque com a dos outros posso eu bem, se bem que não tivesse achado a melhor, na altura. Agora nós tínhamos obrigação de fazer melhor, aí estamos de acordo. Simpatias são simpatias, vivências, são vivências e quanto a isso não há nada a fazer. Poderia dizer-lhe até fugindo um pouco a esta pequena troca de impressões que não foi acidentalmente que foi escolhido pelos portugueses, como personalidade do séc. uma pessoa como Salazar, quando foram propostas outras personalidades democráticas. No entanto o voto vale o que vale, mesmo sendo feito por telefone, às vezes por questão de comodidade. Também se o voto, seja ele qual for, não valesse nada, não tínhamos garantidamente os governos que temos tido. Daí o eu ter dito para se informar desde o acordo de Alvor, passando por Lusaka , até à vivência dos povos das ex-colonias neste momento. Se nesta troca de impressões não consegui explicar-me ou dizer-lhe aquilo que penso , o defeito é meu.
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De manuel gouveia a 12.11.2010 às 10:38

Alguém se mexeu para defender os seus interesses? Os colonos estavam comodamente instalados beneficiando das tropas do continente que aí iam proteger os seus interesses. Quando estas tropas regressaram, o que fizeram os colonos? Não perceberam que agora lhes tocava a eles defender os seus interesses? Quem se atraiçoou por omissão?
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De zeparafuso a 12.11.2010 às 12:31

Continuo a dizer que deve estar a fazer alguma confusão. Por acaso tive 48 (quarenta e oito meses) de tropa, feitos totalmente no Ultramar ( era obrigado a cumprir serviço militar ). Devo também lembrá-lo que houve alguma revolta, por exemplo, e estou a citar de memória (aquela que ainda me vai restando ) em Moçambique e que mais uma vez foram atraiçoados. Posso-lhe ainda dizer que muitas pessoas que tinham lá os seus haveres, como casas totalmente pagas ) e qual foi a indemnização que o estado deu por estas terem sido nacionalizadas? Posso-lhe também dizer que o consulado de Portugal em Moçambique que autorizou a que se depositasse dinheiro no dito e que cada vez que alguém necessitava de levantar algum tinha que o levantar todo, ficando uma parte para o consulado a que na altura não chamavam despesas de manutenção, mas juros, por haverem guardado o dinheiro durante aquele período Para saber a veracidade do que acabo de afirmar basta perguntar a quem viveu lá. Isto foi-me provado por um amigo que tinha acabado de vender a empresa de que era proprietário e viu-se forçado a depositar o dinheiro no consulado. Não fale do que não conhece com essa leveza toda. Volto a dizer-lhe para se informar desde o acordo do Alvor passando por Lusaka , até à vivência actual. E para se certificar disto venha até cá e veja, pergunte, fale com as pessoas .
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De manuel gouveia a 12.11.2010 às 20:41

O que não podemos é pretender como povo que a responsabilidade de termos empurrado com a barriga um império colonial século XX a dentro é de Salazar, tal como não podemos culpar Mário Soares por não o ter perpetuado até ao século XXI.

Aceite só isto: éramos uma aberração e pagámos por isso.
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De zeparafuso a 12.11.2010 às 21:51

Como povo não pretendo enaltecer Salazar, nem Mário Soares. Um direito que me assiste é de não gostar de nenhum deles, incluindo claro, Almeida Santos. Como Povo sinto indignação por me terem tirado aquilo que construi com o meu trabalho. Como Povo, acredito que uma revolução não se faz com cravos. Como Povo acredito que a revolução só foi feita com flores, porque Portugal é um jardim à beira-mar plantado. Só assim se entende uma revolução de flores. Só assim se entende a vida do Povo agora. Só assim se entende a passividade do Povo. Só assim se entende o " afundanço " do MEU país. Quanto ao termos errado no Ultramar, não tenho duvidas, como erramos ao expulsar os empresários mais bem sucedidos do País, ou mais ricos se quiser , e depois fomos buscá-los porque chegámos á conclusão que eles faziam falta ( Fomos buscá-los depois de termos estragado tudo aquilo que fizeram de bom, tudo aquilo que construíram ). Caso flagrante António Champalimaud . Não serve de exemplo? Correram com ele e depois quase pediram por favor que regressasse. Pois talvez tivéssemos sido aberração. Champalimaud deixou um legado de 500 milhões de euros para a criação de uma fundação em Portugal, que existe, mas este aparte era só para chamar a atenção do que se fez em Portugal, a homens como ele e isto o M.Gouveia tem obrigação de saber, melhor que eu, que só sei pelo que leio e infelizmente a minha 4ª classe a mais não permite.
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De joshua a 11.11.2010 às 00:28

Esse impensável espécime necrológico é uma espécie de zombie ou "morto póstumo" do partido socialista.
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De manuel gouveia a 11.11.2010 às 10:12

E em cima de tudo isso, dispendioso para o país.

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