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Drástico, duro e dramático, dizem alguns jornais europeus para se referirem ao pacote de medidas de austeridade que foi anunciado esta quarta-feira pelo governo em Portugal.
Não sabemos, por enquanto, se estas medidas entrarão realmente em vigor. Mas a verdade é que, para muitas famílias, se tal acontecer, estes três adjectivos passarão a caracterizar também o seu quotidiano. No ano em que se comemoram os 100 anos da implantação da República não deixa de ser triste perceber que continuamos a ser um país pobre, sem recursos que nos valham em situação de crise, sem conseguirmos criar nova riqueza, obrigando o mesmo dinheiro a circular, dos particulares para o estado, neste caso para fazer face à despesa pública. Enquanto a nível estrutural, não forem tomadas medidas com um impacto real e duradouro, estas situações continuarão a repetir-se. E se, com tantos anos de quadros de apoio comunitários, não fomos capazes de garantir alguma capacidade própria de resolvermos os nossos problemas, o que acontecerá daqui para a frente? Será drástico, duro e dramático, sim.